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Miriam ataca estelionato fiscal de Mantega

247 – A jornalista Miriam Leitão, do Globo, publicou neste domingo seu mais duro ataque ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, em cuja gestão o desemprego foi reduzido à metade e a média de crescimento foi superior a 4%. Usando expressões fortes, como “bagunça” e “estelionato fiscal”, ela o acusa de destruir os pilares da estabilidade econômica. Leia abaixo:

 Estelionato fiscal

 Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do País. Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização econômica.

 De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

 O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

 Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

 

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga. Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.

 A Caixa recebeu dinheiro público recentemente, e agora está antecipando dividendos ao Tesouro. A capitalização foi feita para fortalecer a instituição centenária da fragilidade financeira em que ficou após operações como a compra de 49% de um banco falido, no qual teve depois que despejar mais dinheiro.

 As transferências para o BNDES aproximam-se de R$ 300 bilhões. Nascem como dívida, viram empréstimo subsidiado, e depois dividendo antecipado para o Tesouro. Com manobras circulares assim que se montou o mais nefasto e inflacionário dos mecanismos do passado, a conta movimento.

 O Fundo Soberano era para ser um fundo de longo prazo onde fosse feito um esforço extra de poupança para momentos de crise. Em 2012 o país não cresceu, mas não foi ano exatamente de crise.

 A mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal é um atentado à viga mestra do edifício que os brasileiros construíram para ter uma moeda estável. Se a Fazenda considera que o custo da dívida dos entes federados ficou incompatível com a atual taxa de juros no Brasil, precisa abrir um debate amplo, sério e transparente para se encontrar a saída sem fazer rachaduras na sustentação da estabilidade.

 Na época da renegociação, foram oferecidas duas taxas de juros aos devedores: quem fizesse um ajuste prévio pagaria 6%, quem não quisesse fazer pagaria 9%. A prefeitura de São Paulo escolheu não se ajustar e pagar mais. Agora, o governo está oferecendo a todos os juros de 4%.

 A conta dos desatinos fiscais da atual equipe econômica chegará, mas quando os autores das artimanhas contábeis não estiverem mais lá para responder. Como sempre, a conta cairá sobre a população. O governo militar inventou artefatos de fabricação de dinheiro que produziram inflação. A democracia consumiu uma década para desarmar essas bombas. Os riscos a que o governo tem exposto o país são enormes.

 

Era preferível o governo ter simplesmente admitido que em 2012 arrecadou menos do que previa e, por isso, não pôde cumprir a meta. Ao mesmo tempo, se comprometeria a fazer esforço extra em ano de maior crescimento.

 

Fonte: Brasil 247

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Comentário de luis carlos em 8 janeiro 2013 às 15:48

temos mais um grande agravante pela frente a falta de energia que se nao acontecer de chover vamos ficar no escuro politicas muito equivocadas

Comentário de petrúcio josé rodrigues em 8 janeiro 2013 às 15:37

carissimo Romildo de Paula Leite,

sabemos que no inicio de  2012 a meta de  crescimento do PIB, foi prevista e  cujo (pre-feito) foi comemorado pela própria presidete Dilma. no decorrer do ano, várias  foram as justificativas deslambida, cujos indices de crescimento nenhum se  confirmou.

nossas metas são inatigíveis porque faltam: (transparência e planejamento).

Comentário de Romildo de Paula Leite em 8 janeiro 2013 às 13:54

   Foram feitos recursos contábeis, para cumprirem a meta fiscal.

Comentário de petrúcio josé rodrigues em 8 janeiro 2013 às 13:42

luis carlos,

alguma coisa muito séria está para ocorrer.

temos um presidente da republica que foi deposto, cujo crime que divulgaram, foi receber um veículo tipo ELBA.

HOJE NA POSIÇÃO SENADOR DA REPUBLICA, QUE CONTINUA ASSISTINDO A TODA ENCENAÇÃO QUE AGORA  ESTAMOS CONTEMPLANDO.

Nossa Justiça, tem atuado em muitos casos. Existe uma multiplicação dessas ocorrência, porém, nota-se um descaso geral.

não podemos prevê até quando isto continuará sendo VIVENCIADO NO MEIO DA SOCIEDADE BRASILEIRA.

aguardaremos o que possa ocorrer,

Comentário de luis carlos em 8 janeiro 2013 às 13:03

vergonha este desgoverno, o Povo nao sabe nao acordou para, o perigo que estamos enfrentando.

 

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