Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Ontem escrevi um post entitulado “A conta” que causou a seguinte reação de um comentarista anônimo: 

 "O que estaria causando a recessão atual da economia brasileira e quais seus mecanismos de transmissão???" 

Minha resposta é que a economia brasileira não está em recessão. Crescimento de 1.5 – 2.5 por cento é a nossa velocidade de cruzeiro sob as políticas econômicas atuais. 

 Não me refiro às ações concebidas para afetar a dinâmica de curto prazo (por exemplo, política monetária e estímulos pontuais ao consumo), mas sim ao modelo que enfatiza políticas que reduzem nossa taxa de crescimento de longo-prazo.

Especificamente, refiro-me à proteção a setores industriais que não são competitivos, a recusa de nosso governo em assinar um contrato de livre comércio com os Estados Unidos (ou liberalizar unilateralmente), a contínua existência do BNDES e suas ações que protegem firmas estabelecidas contra a entrada de competidores, as regras de exploração do pré-sal que afastam o investimento não-estatal, os altos salários do funcionalismo público que distorcem as escolhas de carreira de nossos jovens mais talentosos, a política educacional mais interessada em doutrinar as crianças do que prepará-las para ser produtivas, a baixa prioridade dada ao investimento na infra-estrutura etc. 

O Brasil é como aquele proverbial besouro cuja aerodinâmica não permitiria voar. Exceto que o besouro voa.

 

Momento pedagógico II

Stefan Alvino: 

“A existência do BNDES é sim fundamental, mas para financiar e tornar mais competitivo e baratos as produtividades que internalizam os custos "socioambientais". Exemplos são as energias limpas como a solar e eolicas, e os transportes de massa com poluição baixa como metro e VLTs. O que está faltando no BNDES é a adoção de criterios mais tecnicos na concessão de emprestimos e menos politicagem, mas isso logo logo acho que vai se resolver.” 

Mais um momento pedagógico! 

Eu diria que a existência do BNDES se deve à sua utilidade para os governantes de plantão. O BNDES é um instrumento que os governantes do dia usam para transferir recursos para seus plutocratas de confiança. Também é um instrumento de chantagem contra o empresariado. Esta é a razão de sua existência. Esta é a natureza da besta. 

Tal finalidade hedionda deve ser disfarçada da população, daí a necessidade de desculpas como custos ‘socioambientais’, política industrial etc. Às vezes ouvimos que o papel do BNDES seria crucial para financiar o investimento no Brasil, o que é grotescamente curioso, pois a vasta maioria dos países de desenvolvimento similar ao Brasil consegue investir mais que o Brasil sem depender de um banco estatal de desenvolvimento de tal dimensão. 

Agora, ouvimos dos custos “socio-ambientais”. Mas por que o BNDES seria necessário para financiar o transporte em massa? Não podem os governos de São Paulo ou do Rio, ou concessionarias do setor privado, emitir dívida? Não pode a União garantir tal dívida se existe algum motivo de bem-estar social ou externaliade justificando isso? 

Cínico que sou, desconfio que a raison d’être do financiamento por um banco estatal é evitar-se a disciplina do mercado e garantir que as obras possam ser superfaturadas. Como disse, esta é a natureza da besta.

Fonte:http://www.maovisivel.blogspot.com.br/2012/11/momento-pedagogico-ii...

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