Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Fonte:|braziliansisal.com/novos-usos|

Sisal brasileiro: um produto competitivo, com garantia de fornecimento. O Brasil é o maior produtor do mundo e tem potencial para produzir muito mais, podendo rapidamente dobrar a sua produção. Além disso, a indústria brasileira de sisal tem um forte caráter de inclusão social, pois gera mais de meio milhão de empregos em regiões carentes.

Os compósitos de sisal substituem o sintético na indústria moveleira.

Na indústria automotiva, os compósitos estão em painéis, pará-choques e revestimentos para portas, tetos e pisos, dando leveza, resistência, economia, além de ser ecológico.

Os compósitos tornam mais resistentes e mais leves os produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos.

O sisal também está presente na indústria de calçados e confecção de cascos e peças da indústria náutica.

A ONU determinou que 2009 é o ANO INTERNACIONAL DAS FIBRAS NATURAIS. E quando se pensa no sisal, fica mais claro que a escolha não poderia ser melhor. Seja pela versatibilidade de suas características técnicas, seja pela sua sustentabilidade, já que o sisal brasileiro é natural, biodegradável e renovável. É por isso que grandes marcas, de avançadas tecnologias, dos mais variados setores, já utilizam os compositos em seus produtos.

Mostre que você tem compromisso com o futuro do planeta. Dê preferência ao natural. Use Brazilian Sisal.

NOVOS USOS PARA O SISAL SÃO DISCUTIDOS COM REPRESENTANTES DA FAO

Além de substituir o amianto na construção civil, sisal pode ser matéria-prima para cosméticos e adoçantes

Apesar do Brasil ser o maior exportador de sisal do mundo, tendo a Bahia, Paraíba e Rio Grande do Norte como maiores produtores nacionais, ainda assim o aproveitamento da planta é muito baixo. Apenas 5% do sisal é extraído para seu uso mais comum, que é a fabricação de cordas.

Com estudos e pesquisas, desenvolvidos dentro e fora das universidades, novas possibilidades de uso da planta surgem como alternativa para revitalizar a atividade, que teve seu apogeu na década de 60, mas hoje busca novos mercados que possam novamente estimular os pequenos e médios produtores do setor.

O uso da seiva do sisal como matéria-prima para cosméticos é uma dessas alternativas, relatadas durante o encontro de apresentação do “Projeto Sisal como Fibrocimento”. O evento reuniu em João Pessoa, nesta sexta-feira, 8, especialistas e técnicos que estudam o agronegócio do sisal no país, além de representantes do Fundo Comum de Commodities (CFC), ligado à FAO/ONU, órgão que já está financiando pesquisas da Universidade Federal da Campina Grande (UFCG).

As pesquisas devem apontar, dentro de três anos, a viabilidade econômica do sisal na composição de fibrocimento, em substituição ao amianto na indústria da construção civil. O amianto, além de cancerígeno, é poluente e seu uso já foi proibido em alguns países, inclusive em algumas cidades de São Paulo, como Osasco e Bauru.

A fabricação de sabonetes à base da seiva do sisal está entre as alternativas inovadoras. É feita ainda de forma artesanal e está sendo desenvolvida por pesquisadores no município de João Câmara, região de Mato Grande, no Rio Grande do Norte. “Os testes químicos já foram feitos e o produto tem um apelo ecológico muito grande. A idéia é conseguir financiamento para o projeto junto a órgãos como o CFC para a criação de mini-fábricas e capacitação de pequenos produtores rurais de assentamentos”, explica o farmacêutico Clementino Câmara Neto, que coordena os trabalhos, com apoio do Sebrae/RN.

Outro uso pouco difundido para a seiva do sisal é a produção de adoçantes naturais. Segundo Clementino, o México já descobriu que a frutose presente na seiva da planta gera um adoçante natural de alta qualidade e que pode ser um grande diferencial no mercado de produtos dietéticos.

“A diferença é que lá a espécie do sisal é a agave americana e a nossa é a agave sisaleira. Mas as duas espécies dispõem da mesma quantidade de frutose”, completa o farmacêutico.

VISITAS TÉCNICAS

Aproveitando a estada na Paraíba, os participantes do evento, incluindo os representantes do CFC e FAO, Sietse Van der Werff e Brian Moir, realizaram no sábado, dia 9, uma visita à Campina Grande para conhecer a sede da Embrapa Algodão e ao Departamento de Engenharia Agrícola da UFCG.

Na Embrapa, os visitantes puderam conferir tanto os projetos desenvolvidos na área do sisal, como também, o trabalho realizado com o algodão colorido, à exemplo do processo de melhoramento genético de sua fibra, que visa aumentar sua resistência à tração mecânica permitindo que a indústria trabalhe a fiação a mesma velocidade com que fia o algodão branco, ou seja, a 120 mil rotações por minuto.

“A vinda do Sietse ao Brasil está relacionada tanto ao projeto do sisal como ao “Encontro do Algodão” a ser realizado em Goiânia, então, é muito interessante seu conhecimento sobre os trabalhos realizados na Paraíba com o algodão colorido”, afirma Antônio Felinto, gestor do projeto de sisal no Sebrae Paraíba.

Na Universidade Federal de Campina Grande foi inaugurado o escritório do Projeto Fibrocimento, sediado no Departamento de Engenharia Agrícola. “Mostramos uma parte do que vem sendo desenvolvido aqui até momento em termos de variações de misturas, tipos de materiais produzidos, tipos de telhas e placas, além de diferentes tecnologias de moldagem e de prensagem”, expõe Antônio Farias Leal, professor do Departamento.

A viagem se estendeu até o município de Pocinhos, onde foi realizada uma visita técnica à Cooperativa Agropecuária Mista de Pocinhos (Coopam) e à alguns campos de produção do sisal.

Segundo Odilon Ribeiro, pesquisador da Embrapa, houve na região uma recuperação das áreas de sisal em torno de 3 mil hectares, com novos plantios na média de 600 hectares. “Em 2003 o preço pago ao produtor pela fibra seca era de R$ 0,30 centavos por quilo. Hoje, o preço garantido pelo governo está em cerca de RS 1,00. Ou seja, em quatro anos o preço mais que triplicou e isso tem estimulado muito o produtor”, explica.

EXPECTATIVAS DO SETOR

No sítio Malhada do Rio são 45 hectares com produção média de dois mil quilos de fibra. Por semana, é extraído de cada hectare algo em torno dos 1.500 quilos de fibra seca. A propriedade gera cerca de 10 empregos constantes durante quase todo o ano, número considerável para o porte do negócio e numa região semi-árida. Toda produção é escoada na através da Campol que compra a fibra dos produtores locais por R$ 1,20 o quilo.

“Com a formação da cooperativa, além dos incentivos fiscais e financiamento do Banco do Brasil, conseguimos a participação na comercialização elevando ainda mais o preço da nossa produção. Antes vendíamos tudo aos atravessadores por um valor irrisório”, conta Antônio de Pádua, presidente da Campol.

A cooperativa que conta com 50 produtores associados, mantém 50 máquinas desfibrilando, o que gera só no campo, mais de 500 empregos diretos. No beneficiamento são mais 11 postos de trabalho. “Esperamos que o projeto do Fibrocimento dê certo para que haja uma demanda ainda maior pela fibra. Nossa perspectiva é daqui a três anos dobrar ou triplicar o volume da produção”, projeta Pádua.

No entanto, para o presidente do Sindifibras (BA), Wilson Andrade, que durante a visita ofereceu algumas orientações para os produtores, há ainda uma grande necessidade de aperfeiçoamento do plantio e da colheita.

“Na primeira fazenda vimos um sub-corte: o produtor não está cortando suficientemente as folhas, além de manter diversos filhotes ao redor da planta mãe, impedindo o desenvolvimento da plantação. Já na segunda, acontece o contrário: o corte exagerado provoca a morte da planta. Em ambos os casos o produtor perde dinheiro”, explica Andrade. “O sisal está numa fase boa, é hora de corrigir os defeitos e aprimorar as técnicas para garantir competitividade”, acrescenta.

Fonte: Bolsa de Mercadorias da Bahia.

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Comentário de Nelson Pimentel em 30 setembro 2009 às 18:17
Alem do sisal tem a fibra do coco que em anos anteriores tinha pequenas fabricas que usavam a fibra para tapete,corda etc.Hoje o material é jogado fora,com certeza é outra fibra que trabalhada daria exelentes resultados para o produtor e o fabricante.Essas pequenas industrias localizavam-se em Igarrasu-PE

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