Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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No momento em que notícias sobre superfaturamento e atraso em obras públicas se tornam corriqueiras, é animador saber que algumas dessas obras estão sendo entregues antes do prazo previsto e a custos inferiores aos originalmente orçados. Não se trata de milagre. É apenas o resultado do trabalho competente e sério realizado por uma instituição cuja missão precípua não é tocar canteiros de obras, mas que nos últimos anos tem assumido maiores responsabilidades na elaboração e execução de projetos de infraestrutura em todo o País: o Exército.

O Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército, como mostra o jornal Valor (12/7), está tocando 34 obras em vários Estados, 25 delas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e elabora, a pedido da Infraero, projetos de engenharia destinados a acelerar a expansão dos aeroportos de Porto Alegre, Vitória e Goiânia. Nessa área, o Exército já trabalha na administração dos serviços de terraplenagem da ampliação do aeroporto de Guarulhos e na construção da pista do aeroporto de Amarante, no Rio Grande do Norte.

É principalmente o desempenho do Exército nas obras do aeroporto de Cumbica que tem animado a Infraero a ampliar a parceria com os militares numa área que se tem transformado numa das maiores dores de cabeça do governo no que diz respeito ao cumprimento dos prazos das obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. A terraplenagem do Terminal 3 de Cumbica, cuja previsão inicial de entrega era para dezembro de 2013, será concluída em setembro próximo, com antecipação de 15 meses. Além disso, o custo original da obra, orçado em R$ 417 milhões, deverá ser reduzido - e não é apenas porque a União paga os soldos militares - em cerca de R$ 130 milhões, o que equivale a 25%. É exatamente o contrário do que tem sido noticiado a respeito da verdadeira lambança que a principal empreiteira do PAC, a Delta, tem promovido nas obras bilionárias sob sua responsabilidade em todo o País.

É claro que tocar obras públicas não é a missão precípua das Forças Armadas, que existem para zelar pela defesa nacional. E o Exército, cuja "intervenção" no mercado é malvista pelas empreiteiras de obras públicas, sabe muito bem que essa não é sua verdadeira vocação. O general Joaquim Maia Brandão, chefe do Departamento de Engenharia e Construção, garante, segundo o Valor, que não há planos de ampliar a estrutura da unidade sob seu comando, apesar do aumento da demanda ocorrido nos últimos anos, inclusive no que diz respeito ao planejamento e construção de novas estradas e manutenção das existentes, responsabilidade do mal afamado Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Nessa área o Exército tem 19 contratos firmados. E cumpre outros tantos nos setores portuário e de navegação fluvial.

O Exército está hoje envolvido em 34 projetos de construção, no valor de R$ 3 bilhões em obras, dos quais R$ 2,4 bilhões são do PAC. Intervenção indevida no mercado? Desvio de funções? O general Brandão responde: "O que temos é uma missão para cumprir, que é a preparação de nossas tropas para a guerra. Se não temos guerra, temos a obrigação de manter nosso contingente em atividades que, se necessário, (a tropa) irá desempenhar em situação de emergência". Não é, portanto, a lógica do mercado, mas a necessidade de manter seu contingente ativo e preparado que motiva o Departamento de Engenharia e Construção.

A situação de emergência a que se refere o general seria, obviamente, um eventual conflito militar. Mas não resta dúvida de que o DEC está atendendo também a uma importante e extremamente lamentável emergência ao cumprir com competência, seriedade e economia de recursos públicos uma tarefa fundamental para o desenvolvimento do País que a iniciativa privada tem sido frequentemente incapaz de executar com a mesma eficiência e probidade, devido à crescente promiscuidade entre negócios públicos e privados. É de imaginar que seja difícil trabalhar com orçamentos enxutos quando a regra do jogo é pagar propinas que satisfaçam a crescente voracidade de homens públicos tão desonestos quanto quem lhes molha a mão.

Fonte:http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/7/16/...

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Comentário de Antonio Silverio Paculdino Ferre em 18 julho 2012 às 16:55

Só me referi á honestidade e o tanto que o PT contestava!

Comentário de julio cesar de souza em 18 julho 2012 às 13:30

SR. ANTONIO PACULDINO. AS FORÇAS ARMADAS NÃO PRATICAM

NEM PRATICARAM ATROCIDADES ARBITRÁRIAS VISTO QUE SÃO

INSTRUMENTOS DO ESTADO PARA A MANUTENÇÃO DA SEGURANÇA

NACIONAL, MAS SIM, COMO TODO INSTRUMENTO, DEVERIAM TER

SIDO UTILIZADAS POR UM ESTADO DEMOCRÁTICO EM CONSONÂN-

CIA  COM O CONGRESSO E A SUPREMA JUSTIÇA. PORÉM, O QUE ES-

TAMOS CONSTATANDO É QUE OS TRÊS PODERES DO ESTADO SO-

FREM COM A INFILTRAÇÃO DO CRIME ORGANIZADO, NOS REFERI-

DOS PODEERES, UMA "MANIPULAÇÃO" INDEVIDA PARA PROTEÇÃO

DOS ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO QUE DISVIRTUAM SUAS MAGNAS

FUNÇÕES: PROTEÇÃO DO TERRITÓRIO E DE SUA POPULAÇÃO.

ASSIM SENDO, O QUE TEMOS DE "PODRE" ESTÁ NO ESTADO E NÃO

NAS FORÇAS ARMADAS, ESTÁ NO EXECUTIVO, NO LEGISLATIVO E

NO JUDICIÁRIO, ESTES É QUE DEVEM SOFRER MUDANÇAS RADICAIS.

MAS QUEM PODE E DEVE PROMOVER ESTAS MUDANÇAS?

NÓS, O POVO BRASILEIRO PELO MEIO MAIS DEMOCRÁTICO E JUSTO

EM UM ESTADO LIVRE, O VOTO!!!

POR ESTE MOTIVO ME EMPENHO EM CONVOCAR O MÁXIMO POSSÍVEL

DE CIDADÃOS PARA DARMOS UMA REPRIMENDA NO CONGRESSO

BRASILEIRO:

  "CORRUPÇÃO: BASTA DESTA BOSTA! VOTEMOS NULO NAS PRÓ-

   XIMAS ELEIÇÕES, ESTE ANO(2012). ASSIM MOSTRAREMOS A TO-

   DO O MUNDO QUE O POVO BRASILEIRO FAZ UMA NAÇÃO SÉRIA.

Comentário de Antonio Silverio Paculdino Ferre em 17 julho 2012 às 17:07

A que ponto chegamos! O exercito é hoje exemplo de honestidade! Temos muito pouco tempo de democracia. Ou o PT já esqueceu o tanto que falou mal das forças armadas?

Comentário de julio cesar de souza em 17 julho 2012 às 11:09

DE MODO GERAL, O EXÉRCITO ESTÁ CUMPRINDO PARTE DE SUA

FUNÇÃO PRECÍPUA, PORÉM, PRECISAMOS DE MAIS AÇÃO:

1. TOMAR DAS EMPREITEIRAS AS OBRAS QUE ESTÃO LESANDO

    NOSSO TESOURO: ESTRADAS CONSTRUÍDAS PARA ACABAREM

    RÁPIDO, PONTES MAL ESTRUTURADAS PARA CUSTAREM MENOS

    E ASSIM LUCRAREM MAIS E AÍ VAI.................

2. TOMAR O CONTROLE DA SEGURANÇA INTERNA: O EXÉRCITO NAS

    FORÇAS DAS POLICIAS MILITARES DOS ESTADOS A A POLÍCIA FE-

    DERAL NAS POLÍCIAS CIVÍS. COM O FIM DAS GUARDAS MUNICIPAIS.

OU ALGUÉM DUVIDA QUE ENFRENTAMOS UMA "GURRILHA SEM IDEOLOGIA"

DEFLAGRADA POR ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS QUE SÓ QUEREM TOMAR

O QUE É DOS OUTROS POR DIREITO PARA USURPAREM COM: ORGIAS, CUL-

TOS AO "DEMÔNIO"(CASO COLLOR, QUANTO CUSTOU A "CONSULTORIA"

DA BRUXA?), E TODO O TIPO DE DEVANEIO E CULTO A GASTANÇA DESEN-

FREADA................................. 

Comentário de julio cesar de souza em 17 julho 2012 às 10:56

CARO ROMILDO. A FUNÇÃO PRECÍPUA DO EXÉRCITO É A DE

DEFENDER NOSSA NAÇÃO DE SEUS INIMIGOS, QUER SEJAM

EXTERNOS OU INTERNOS. EXTERNOS NÃO TEMOS INIMIGOS,

O BRASIL É RECONHECIDAMENTE UMA NAÇÃO PACÍFICA EM

RELAÇÕES EXTERIORES, MAS INTERNAMENTE TEMOS MUITOS:

O CRIME ORGANIZADO MATANDO NOSSOS ENTES DIÁRIAMEN-

TE, A DESORGANIZAÇÃO DE NOSSAS ADUANAS QUE ROUBAM

NOSSOS EMPREGOS E, O MAIS LETAL DE TODOS OS INIMIGOS,

A CORRUPÇÃO QUE SE INFILTROU EM NOSSAS INSTITUIÇÕES

VIA "AUTORIDADES" QUE AS CONDUZEM: DIRETORES, FUNCIO-

NÁRIOS DO PRIMEIRO ESCALÃO E, MUITO MAIS COVARDES, NOS-

SOS CONGRESSISTAS, JUÍZES, GOVERNANTES,...., POLÍTICOS EM

GERAL, QUE COMPRAM CARGOS EM ELEIÇÕES PARA VENDER O

SERVIÇO DE DESVIOS DE VERBAS PARA O NOSSO DESENVOLVI-

MENTO E ATÉ A NOSSA SOBREVIVÊNCIA, QUANDO ROUBAM DA

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