Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Produzido no Brasil: empresas de moda nacionais em rede

Enquanto os números do varejo de moda no Brasil só tendem a crescer, os da produção de têxtil e vestuário não acompanham da mesma forma. Só no estado de São Paulo, segundo o Sinditêxtil, a produção têxtil caiu 0,73% em comparação com 2012, enquanto o varejo teve crescimento de 3%. No país, a queda da produção têxtil vai para 3%. Isso significa, é claro, um grande e velho inimigo da indústria têxtil nacional, potencializado nos anos 1990: a grande entrada de produtos importados no país.

 

As importações de tecidos chineses foram responsáveis por prejudicar importantes pólos produtores do país, como a região de Americana-SP (antes dos anos 1990, o maior produtor de tecido plano sintético do país) e de Jacutinga-MG (o pólo de malharia chegou a protestar este ano contra a entrada de produtos chineses). O Administradores afirmou que, segundo a Abit, R$ 11,2 bilhões foram importador em produtos têxteis - o que deixou de gerar 598 mil postos de trabalho no setor.

 

É importante, no entanto, valorizar a matéria-prima nacional. É preciso que empresas de moda brasileiras atuem em rede, auxiliando umas às outras frente às inúmeras dificuldades competitivas que a indústria nacional enfrenta, afirma Gustavo Grillo Castello, da camisaria Growing, que aposta na compra de produtos nacionais. "Se não tivermos essa consciência, de nos fortalecermos e ajudarmos, vamos acabar virando um país de importação afetando toda nossa indústria e os empregos que elas geram", afirma Grillo.

 

É preciso que empresas de moda brasileiras atuem em rede, auxiliando umas às outras frente às inúmeras dificuldades competitivas que a indústria nacional enfrenta.

 

Em meio à desvantagem dos custos mais altos, existem inúmeras vantagens em se trabalhar com o produto nacional. Qualidade de tecelagem, de acabamento, procedência, coleção, entrega e contato direto com o produtor são as várias vantagens apontadas pelo designer e empresário. 


Como driblar esse impacto? Trabalhar com margens menores, assim como desenvolver coleções pequenas. O diferencial do produto é outra vantagem. "Nós também trabalhamos com alfaiataria e camisaria sob medida, também com tecidos nacionais. Esse trabalho oferece ao cliente a exclusividade que ele não encontra em nenhum produto importado, além de poder customizar ao seu gosto, aumentando ainda mais sua exclusividade." Os consumidores finais, é claro, sentem a diferença. "Quando falamos em produto 100% nacional, eles acabam dando mais valor ao produto." Isso mostra que o brasileiro - e aqui, dando um exemplo de um público de classe mais elevada - valoriza o produto nacional. Achar que se agrega valor com uma grande etiqueta demonstrando que o produto é importado pode ser um mito.


E você, compartilha desses mesmos valores? Sua empresa também participa de uma rede de moda e utiliza fornecedores brasileiros? Compartilhe com a gente, queremos saber!



Vivian Berto


Tendere - Pesquisa de Tendências e Consultoria para Moda, Beleza e Design

www.tendere.com.br

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