SESI: programa Rouanet Nordeste capacita mais de 23 mil pessoas

Estudos da FGV apontam que a economia criativa é estratégica para o desenvolvimento industrial do país.

Formação, gestão e difusão são os três eixos centrais da política nacional de cultura do Serviço Social da Indústria (SESI), que ganhou força nas últimas semanas com uma série de ações em todo o país. Dados da FGV revelam que a indústria é o setor que mais investe em programas de fomento da cultura, como a Lei Rouanet, mostrando a força da economia criativa. 

Em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), o SESI concluiu em setembro o ciclo de capacitações do programa Rouanet Nordeste, beneficiando mais de 23 mil produtores e agentes culturais. Já em agosto, gestores dos 27 departamentos regionais se reuniram em Salvador, no 5º Encontro Nacional de Cultura do SESI, para discutir o papel da cultura como vetor de desenvolvimento social e estratégico para a indústria brasileira. 

As oficinas do Rouanet Nordeste foram realizadas em dez cidades e complementadas por videoconferências online, ampliando o alcance da iniciativa. O objetivo foi oferecer treinamento técnico para apoiar a elaboração, inscrição, execução e prestação de contas de projetos culturais. 


Para a superintendente de Cultura do SESI, Claudia Ramalho, “a parceria entre o SESI e o Ministério da Cultura, em especial nos editais dos programas Rouanet, consolidou-se como um marco na qualificação de milhares de gestores culturais, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a sustentabilidade do setor cultural brasileiro”.


O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, reforçou: “O resultado positivo da etapa de qualificação representa mais um avanço na democratização e nacionalização do incentivo ao setor cultural brasileiro”. 

Durante o encontro em Salvador, a programação incluiu visitas técnicas, palestras, intervenções artísticas e painéis sobre investimento cultural, parcerias para o desenvolvimento e experiências do SESI junto à indústria. A gestora da Política de Cultura do SESI, Paula Bosso, destacou as oportunidades de formação continuada, de troca entre temáticas comuns e especificidades de cada território. “É fundamental refletirmos sobre o nosso fazer, sobre a economia criativa e os impactos dos nossos espaços culturais nas cidades”, disse.

Encontro reuniu representantes do Minc, Carlos Paiva, do SESI Nacional, Claudia Ramalho e Paula Bosso, e do SESI Bahia, Joana Fialho. Foto: Wilson Sabadin/Coperphoto/Sistema FIEB

O superintendente do SESI Bahia, Armando Neto, afirmou ser importante apresentar o retorno social dessas iniciativas para que as próprias lideranças da indústria e a sociedade apreendam essas ações como um valor. Já a gerente do SESI Cultura Bahia, Joana Fialho Magalhães, reforçou que a atuação cultural da indústria vai muito além do patrocínio.


“Precisa ser entendida como uma estratégia de inovação, sustentabilidade e reputação. A cultura está alinhada às agendas de ESG e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU)”, destacou. 


O governo federal também ressaltou o papel do SESI na agenda cultural. Para Carlos Paiva, assessor especial do MinC, há espaço para criar valor público por meio de um empreendedorismo político criativo. “A cultura é terreno fértil para isso, e o SESI tem capacidade de ocupar lacunas que ainda não foram preenchidas”, ressalta.

Economia criativa 

Outro destaque foi a apresentação de dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre economia criativa. Segundo Luiz Gustavo Borges, gerente executivo da instituição, a economia criativa é um vetor estratégico para o desenvolvimento industrial, pois gera inovação e valor agregado, contribuindo diretamente para o crescimento econômico do país. 

Alguns dados do estudo: 

  • Indústrias que consomem criatividade crescem mais que as demais. 
  • Cerca de 5% da população brasileira atua em ocupações criativas. 
  • A indústria responde por 36,6% do uso da Lei Rouanet, sendo o setor que mais investe. 
  • As ocupações criativas apresentam maior crescimento do que outras atividades econômicas. 

Como exemplo concreto, o SESI Lab, museu de arte, ciência e tecnologia em Brasília, é uma das principais vitrines da indústria no setor criativo. Estudo da FGV revelou que, para cada R$ 1 investido no espaço, R$ 3... Em 2024, o museu movimentou R$ 117,3 milhões na economia brasileira, com a criação e manutenção de 1.436 postos de trabalho e mais de R$ 16 milhões arrecadados em tributos. 

Texto: Iuri Tôrres, com informações do Ministério da Cultura e da FIEB

Da Agência de Notícias da Indústria

https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/sesi-lab/sesi-pr...

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