Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Setor elétrico perde R$ 37,2 bi em valor de mercado

Desconstrução do Brasil em  marcha. Sucatear  para entregar. Vender barato. Para os gringos basta  teclar o "bit-money" e  comprar  dos nativos

Setor elétrico perde R$ 37,2 bi em valor de mercado

Autor(es): Rodrigo Petry
O Estado de S. Paulo - 12/01/2013
 

 

Além de afetar as empresas, situação do setor elétrico já é analisada com cautela no exterior


As 34 empresas do setor elétrico listadas em Bolsa perderam nos últimos quatro meses R$ 37,23 bilhões em valor de mercado des­de o anúncio por parte do gover­no de redução das tarifas de ener­gia. O levantamento elaborado pela empresa de dados financei­ros Economatica contempla o período de 6 de setembro a 10 de janeiro, quando o valor de merca­do dessas companhias recuou de R$ 206,4 bilhões para R$ 169,17 bilhões, o equivalente a uma que­da de 18,03%.

Segundo o estudo, a Cemig foi a empresa que mais perdeu valor de mercado, somando R$ 9,854 bilhões. Na sequência estão Eletrobras (R$ 9,315 bilhões), Cesp (R$ 4,159 bilhões), CPFL Ener­gia (R$ 2,367 bilhões), AES Tietê (R$ 2,199 bilhões), Copel (R$ 1,740 bilhão), Transmissão Pau­lista (R$ 1,319 bilhão) e Eletropaulo (R$ 1,230 bilhão).

Em termos porcentuais, a com­panhia mais atingida foi a Eletro­bras, com redução de 48,4% de seu valor de mercado entre 6 de setembro e 10 de janeiro. Em se­guida estão Afluente (-48,15%), Cesp (-41,4%), Cemig (-34,6%), Eletropaulo (-33,4%), Emae (-33,3%), Cosern (-31,1%), Ceee- Gt (-30,8%) e AES Tietê (-22%).

Já das 34 empresas analisadas dez delas têm valor de mercado inferior ao seu patrimônio liqui­do, das quais a Eletrobras é a que apresenta a menor relação, de 12,45%. O valor de mercado da Ele­trobras ontem era de R$ 9,9 bi­lhões ante um patrimônio líquido de R$ 79,58 bilhões. De forma con­solidada, segundo a Economati­ca, este indicador atinge 94,22%, o que "significa que o mercado está pagando pelas empresas do setor de energia elétrica 5,78% a menos do que elas valem".

Cautela. Os analistas estrangei­ros observam com cautela o cená­rio elétrico do Brasil. Apesar de reconhecer que o nível dos reser­vatórios está baixo e que o clima seco não tem ajudado a energia hidrelétrica, analistas avaliam que o quadro ainda não é dos pio­res. A chance de racionamento elétrico não é a mais provável. O argumento no exterior é que, ao contrário do que aconteceu em 2001, o Brasil ainda tem opções para evitar um racionamento. En­tre as alternativas, estão desde a simples espera por chuvas mais fortes até o uso mais intenso das termelétricas.

Para o diretor em Nova York de Mercados Emergentes da No­mura Securities, Tony Volpon, o questionamento que surge é novamente as limitações para um crescimento maior do País. "Se com um crescimento baixo, de 1%, 2% tem esse problema de oferta de energia, imagina se o País tivesse crescendo 4%, 5%", diz.

O banco francês BNP Paribas fez uma análise detalhada dose­tor elétrico. A avaliação é que "ainda não há motivo para pâni­co". Mesmo que os reservató­rios estejam baixos, a equipe do banco diz que o País criou nos últimos anos algumas rotas de fuga para evitar o racionamento, como as novas usinas que come­çarão a operar e o aumento do parque térmico. O banco diz que o País tem alternativas para evi­tar O pior. / COLABORARAM FERNANDO NAKAGAWA e ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

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Comentário de Jorge Medeiros em 8 abril 2013 às 19:03

Se faltar, não teremos mais o Pedro Parente para dar um jeito.

Bendita herança as termelétricas!

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