Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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DIVULGAÇÃOVoluntários uniformizados: somente as calças exigiram 200 km de tecido para ser confeccionadas

Ao entrar em qualquer arena, ginásio ou estádio da Olimpíada 2016, nem o mais distraído dos visitantes terá dificuldade de identificar o pessoal pronto para atendêlo. Para isso foram confeccionados cerca de 2 milhões de itens que compõem os uniformes dos 87 mil voluntários das áreas médicas, atendimento ao público, oficiais técnicos e operacional. Os dois milhões de peças produzidas dariam para lotar cerca de nove quadras de tênis e, se empilhadas uma sobre a outra, teriam altura equivalente a 17 Cristos Redentores.

Na confecção das calças que se transformam em bermudas foram utilizados 200 km de tecido, suficientes para fazer 500 voltas olímpicas. Os 87 mil pares de tênis que serão calçados pelos voluntários, colocados um ao lado do outro, formariam 42 quilômetros, o trajeto de uma maratona.

A distribuição dos uniformes aos voluntários será realizada no centro de uniformes e credenciamento. Cada voluntário vai receber um kit com três camisas, duas calças, uma jaqueta, três pares de meias, um par de tênis, um boné, um cinto e uma mochila do Rio 2016, além de uma garrafa d’água e uma capa de chuva.

Os kits contêm os mesmos itens para todos os voluntários. Muda apenas a cor de acordo com sua área de atuação. Foram produzidos quatro uniformes em quatro cores diferentes, uma para cada função. O pessoal da área médica vai usar uniforme vermelho.

Os árbitros da competição vão estar de azul. Verde será a cor do uniforme de quem vai atender ao público. O pessoal do operacional, como comunicação e imprensa, tecnologia e transportes que compõe a maior parte dos voluntários, vai usar amarelo. Foram produzidos 6 mil itens para a área médica; 4,6 mil para os oficiais técnicos (árbitros); 20 mil para atendimento ao público e 56,4 mil para o operacional.

As cores não foram escolhidas por acaso, explica Beth Lula, dire- tora de Marca do Rio 2016. O design das peças foi desenvolvido por uma equipe de cinco designers que realizaram estudos técnicos, segundo ela, em pareceria com os profissionais da 361º, empresa chinesa, fornecedora de todos os itens dos kits, e com o pessoal da área de Recursos Humanos. O objetivo era produzir uniformes com visual bonito, mas também confortáveis.

Beth diz que o verde, do atendimento segue um padrão de cor usado na sinalização das ruas, além de fazer referência à natureza. O vermelho já está associado aos serviços médicos. O azul e o amarelo vão dar o tom de brasilidade, alegria e energia representando a mistura de raças e culturas do país.

Flexibilidade e praticidade também foram levadas em conta na concepção dos uniformes. Para facilitar as necessidades dos voluntários, como a locomoção e temperatura, as roupas são versáteis. A calça vira bermuda e a mochila vira bolsa lateral ou pochete. O tecido favorece a transpiração e protege do vento. A modelagem se adapta ao frio e ao calor. Os uniformes identificam um time que está lá para fazer o contato com o público.

O fornecimento de todos os itens do kit, do boné, passando pela calça e camiseta até o tênis e meia é exclusividade da 361º, empresa chinesa com pouco mais de uma década de vida, especializada em artigos esportivos. A empresa informa que o contrato de patrocínio e de apoio oficial aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 inclui o fornecimento dos kits de uniforme. Com sede em Taiwan, a 361º está presente no Brasil desde 2014 e no ano passado anunciou seu apoio oficial aos Jogos.

A empresa é a maior patrocinadora dos eventos do Conselho Olímpico da Ásia (OCA), entidade responsável por gerir o desporto e as entidades esportivas asiáticas, patrocinando os principais jogos da região. Todas as peças dos kits vão sair das unidades fabris da 361º na Ásia direto para o Centro de Uniformes no Rio. A empresa não informa o valor do investimento, mas revela que o trabalho envolveu 18 mil operários.

Nos primeiros anos de solo brasileiro, a marca, com escritório central em Novo Hamburgo (RS), se dedicou à sua implantação no país. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos, o objetivo é estar presente nas principais lojas de artigos esportivos. A expectativa é expandir de forma acelerada a partir da superexposição na Rio2016.

A voluntária Fabiana David, que vai atuar no Centro de Distribuição de Uniformes e Credenciamento e também como motorista nos Jogos Paralímpicos, experimentou e aprovou o uniforme. Além da variação de cores que, segundo ela, anima o ambiente esportivo, a divisão por finalidade vai facilitar muito o contato dos voluntários com o público.

Formada em Ciências Sociais com pós-graduação em fotografia, Fabiana avalia que o evento trará muitos benefícios para o turismo e o setor de serviços da economia do país. O sucesso dos Jogos Olímpicos, assim como foi a Copa, afirma a voluntária, deverá contribuir para elevar a autoestima do brasileiro e alavancar os negócios turísticos.

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Respostas a este tópico

Industria nacional jogada para escanteio.
Fiz varias amostras de estampas para as cerimonias, todas devidamente pagas; mas, após sumirem , me comunicaram que haviam mandado fazer na Tutquia. Blz!
Cadê o legado? Essa empresa chinesa se instalou aqui no Brasil e não consome um insumo sequer aqui no Brasil. Já foi assim na Copa e agora nas Olimpiadas. Acho que o pais que sedia devia ter o direito de fornecer o material usando produtos do seu pais, valorizando o povo e sua indústria. Ah não ser que o pais não tivesse condições de atender a demanda o que não é o nosso caso.

Cadê o legado? Esta empresa chinesa se instalou aqui no Brasil para se aproveitar da Copa do Mundo e da Olimpiada e não consome sequer um carretel de linha aqui no pais. Ou seja onde está a contrapartida da geração de empregos e etc? Acredito que o pais que sedia deveria ter que usar um percentual maior de fornecedores nacionais, a fim de valorizar a sede e fortalecer a economia do pais. Só se o mesmo não tivesse condições para isso o que não é nosso caso. A China é um pais que não tem nenhuma regulamentação trabalhista e quem  garante que o tipo de mão de obra usada na produção estava adequada as exigências do COI e dos organizadores? Uma empresa que não tem nem 10 anos e de uma hora para outra magicamente é uma potencia fornecedora internacional? Como surgiu esta empresa? Amigos do partido comunista Chinês que erguem fábricas em um mês na China? Uma empresa que conseguiu em menos de uma década por exemplo o que uma Zara levou anos pra ser? Não é estranho? Ou os caras realmente são extraordinários. Sabemos que existe corrupção na FIFA e na CBF, mas no COI como no COB a coisa não é diferente. Só precisaria investigar. Tenho certeza que esta empresa que conseguiu ser a única no mundo a fornecer tudo isso vai aparecer liberando uma grana pra alguém. Tudo muito suspeito!!!

Totalmente de acordo, Venceslau! 

Há uma forte suspeita de "esquema" como tudo que envolve o governo aqui no Brasil. 

Total desestímulo à industria nacional.

Uma vergonha!

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