Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Empresas Têxteis e Automotivas dão Férias Coletivas em Minas

Indústrias têxtil e automotiva entram outubro com paralisação na produção, que caiu 0,5% em agosto, em Minas

A indústria têxtil recorre a férias coletivas para ajustar os estoques

A redução da atividade nos setores de refino de petróleo e produção do álcool, têxtil e de máquinas e equipamentos fez a produção industrial de Minas Gerais cair 0,5% em agosto, na comparação com igual mês de 2010 . A indústria nacional teve um desempenho melhor, fechando o período com crescimento de 1,8% no mesmo confronto. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Já há casos de férias coletivas nas indústrias têxtil e automotiva .

 

Na comparação de agosto ante julho, a produção mineira teve queda de 1,1%. A indústria nacional recuou 0,2%. Das 14 regiões analisadas, dez tiveram recuo da indústria. Os estados mais prejudicados foram Goiás, Espírito Santo, Amazonas e Pernambuco.

 

A redução do ritmo do setor têxtil tem se refletido em férias coletivas, em pleno mês de maior demanda para a indústria. Esse seria o momento em que as fábricas deveriam estar reforçando os estoques e recebendo encomendas para o Natal. A Companhia Fabril Mascarenhas, com fábrica em Alvinópolis, deu férias coletivas para 50% dos 500 funcionários neste mês. É a primeira vez, desde a fundação, em 1887, que a parada na produção da indústria têxtil aconteceu fora de dezembro.

“Geralmente, damos férias coletivas no final do ano ou em janeiro, que é quando já fizemos as vendas. Neste ano, tivemos que antecipar porque estamos com os estoques cheios. Pretendemos estabilizar o volume estocado neste mês para voltar em novembro”, afirma o proprietário da empresa, José Henrique Mascarenhas.

Na Estamparia, a queda na produção, neste ano frente ao ano passado, foi de 10%, segundo o diretor financeiro, Rogério Mascarenhas. Para evitar um recuo ainda maior, a empresa redirecionou os negócios. “Deixamos de focar em produtos de baixo valor agregado, feitos com poliéster, e passamos a produzir os 100% de algodão. Nesse segmento, os chineses não competem tanto com a indústria nacional”, afirma.

No setor automotivo, o aumento dos estoques também levou à redução da produção. A partir de segunda-feira (10), a Fiat Automóveis vai conceder férias coletivas de dez dias para 2 mil funcionários da fábrica de Betim. O objetivo é reajustar os estoques, que estão em alta tanto na indústria quanto no varejo.

O analista do IBGE em Minas Gerais, Antônio Braz, aponta como principais fatores para a redução da produção industrial o real forte, o aumento da entrada de produtos importados no país, a redução da capacidade de competição no mercado externo e a consequente redução das exportações brasileiras.

Braz lembra que a indústria mineira ainda não se recuperou completamente da crise de 2008. De acordo com o economista, a produção industrial no terceiro trimestre de 2008 era 5,4% maior do que a apurada atualmente.

Por outro lado, a produção industrial nacional já voltou aos patamares pré-crise. “Antes da crise, a média de produção mineira estava 6,8% acima da nacional. Agora, a diferença é de apenas 1,5%”, compara Braz.

O primeiro setor mais afetado em Minas Gerais, no confronto de agosto de 2011 com agosto de 2010, foi o de refino de petróleo e produção de álcool, com queda de 21,1%. Em seguida ficou a indústria têxtil, com recuo de 15,2%. A terceira posição foi do setor de máquinas e equipamentos, com queda de 4,6%, seguido por outros produtos químicos (- 4,1%).

Aliviaram a queda da produção industrial, em Minas, o setor de produtos de metal, com aumento de 22,7% do nível de atividade, seguido pelo de minerais não metálicos, com crescimento de 7,5%.

Levando em conta a produção industrial em 12 meses, o nível de atividade tem desacelerado em Minas e no Brasil. No país, já são oito meses consecutivos de desaceleração. Em Minas Gerais, a redução do ritmo de atividade se repete há nove meses.

Fonte:|http://www.hojeemdia.com.br/noticias/economia-e-negocios/produc-o-m...

 

 

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Respostas a este tópico

e tem um monte de imbecís que alegam que nao existe desindustrialização!!!! caramba....como são mediocres!!!! somente me resta parabenizar aos empresarios que continuam importando!!!!! desta forma vamos ter que pedir emprego à China !!!!

pura consequencia da irresponsabilidade dos importadores, pois muitos ainda vao seguramente quebrar!!!!!!!! , e desta droga de governo!!!! NINGUEM SABE O PONTO DE EQUILIBRIO SAUDAVEL PARA IMPORTAR!!!!!

ADALBERTO

Concordo em pontos, virgulas e exclamações com o Adalberto pois na condição de representante comercial com

formação e vivência têxtil sinto na carne e no coração essa FALTA de bom senso e de PATRIOTISMO dos gover-

nantes e congressistas(onde têm muitos envolvidos no oportunismo de ganhar dinheiro a qualquer custo) que são

MUITO BEM PAGOS para representarem os INTERESSES da nação e não dos seus bolsos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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