Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Depois de concentrar 80% de sua produção em países da Ásia, marca sueca diz que foca em novos mercados.

Loja H%26M, em Nova York

Loja da H&M, em Nova York: encomendas de teste foram feitas a fornecedores e novas fábricas serão construídas neste outono (no hemisfério norte)

A loja de roupas sueca Hennes and Mauritz (H&M) disse nesta sexta-feira que expandirá sua rede de fornecedores à Etiópia, depois de concentrar 80% de sua produção em países da Ásia

"Somos uma empresa expansionista e estamos constantemente olhando para novos mercados potenciais de venda para garantir que tenhamos capacidade para entregar produtos a todas as lojas em nossos mercados", disse a porta-voz da H&M, Camilla Emilsson-Falk, à AFP.

"Fazemos isso aumentando a produtividade dos mercados de produção existentes e olhando para novos mercados," acrescentou.

Encomendas de teste foram feitas a fornecedores e novas fábricas serão construídas neste outono (no hemisfério norte), mas é muito cedo para dizer quantos fornecedores serão usados e quando as fábricas estarão prontas para a produção, de acordo com Emilsson-Falk.

O país do leste da África tem uma longa história de produção de têxteis, couro e sapatos desde a ocupação italiana em 1939. Outros varejistas de vestuários já têm fornecedores no país, incluindo a Tesco e a produtora de sapatos chineses Huajian, fornecendo sapatos para a Guess e a Tommy Hilfiger.

"A Etiópia é um país com forte desenvolvimento e acreditamos que podemos sustentar o crescimento econômico e as oportunidades de emprego aqui", disse Emilsson-Falk.

Apesar do forte crescimento econômico, 9,9% ao ano em média desde 2004, de acordo com o Banco Mundial, a nação sub-saariana continua sendo uma das mais pobres do mundo. Um ano após a morte do primeiro-ministro, Meles Zenawi, o país ainda é criticado por violações aos direitos humanos.

"Fizemos uma extensa análise dos riscos da Etiópia, observando questões de direitos humanos e ambientais no país", disse Emilsson-Falk. "Trabalhamos com a melhora das condições de trabalho em nossos países produtores por muitos anos e aplicaremos nossa experiência quando estabelecemos relações com os fornecedores etíopes".

A H&M, que tem lojas no Egito e em Marrocos não tem planos concretos para uma maior expansão na África.

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/h-m-se-volta-para-fabri...

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Acredito que a mao de obra deve ser bem barata na Etiopia.

é incrivel!!!  um dos paises mais pobres do mundo...onde prevalece a pobreza!!! acharamk um lugar mais barato que asia e vietnan!!!

trabalho escravo

Um ano após a morte do primeiro-ministro, Meles Zenawi, o país ainda é criticado por violações aos direitos humanos.

porque será que estas marcas so abrem fabricas onde podem explorar a miseria do pais, se pelo menos eles melhorassem as condiçoes socio economicas destes paises mas eles apenas exploram estas pessoas e quando o mundo começar a expor a exploração eles mudam para outro pais mais miseravel ainda, será que ninguem desta marca, nao ver que seria mais barato trabalhar decentemente, sem explorar a mais valia?

Se olharmos os movimento da indústria (não do negocio de moda como um todo) desde os anos 80 quando a indústria localizada nos EUA começa a deslocar para a América Central e Sul, e a indústria europeia ocidental se desloca para a Europa oriental, sinalizando o começo da globalização do setor; vemos década após década a indústria de confecções para o grande varejo (não a moda regional ou do pequeno varejo) se deslocar para regiões de mão-de-obra mais barata. Foi assim na década de 80, na década de noventa 90 com a transferência para a Ásia e tudo indica que continuará assim, talvez na década 2020 tenhamos a África invadida por industrias de confecções.

Bem, a globalização tem esse objetivo: levar emprego de MO intensiva onde não há condições mínimas de renda e desenvolver os países onde há algum desenvolvimento em curso, com atividades de maior valor agregado e populações menores. Vejam a China, que antes tinham a fama de comerem gafanhotos e hoje a condição econômica tende a melhorar o padrão de vida dos chineses - que verão no futuro seus empregos serem transferidos para novos polos de industrialização. É a roda viva.

Então, se estamos inseridos (e ai é uma opção nossa como País) na globalização econômica do mundo, temos que entender esses movimentos de transferência de geração de empregos de MO intensiva é inerente ao sistema econômico globalizado. Não dará para competir com a mão-de-obra de povos com a renda menor que a nossa. O que temos é de gerar empregos de maior valor agregado, investindo em educação e no conhecimento para que seja possível continuar melhorando nossa condição econômica como país. Temos que nos desenvolver como pessoas, profissionais e como sociedade; senão iremos retroagir para competir com povos de mão-de-obra escrava - como acontece quando empresas entram numa guerra de preços.

Ou então nos fechamos ao comercio internacional, defendemos nosso mercado local e tentemos sobreviver isolados do mundo econômico global, chamando o Raul Castro para ser nosso consultor político.

Está na hora de entendermos e assumirmos nossa identidade. Ou vamos nos desenvolver para competir com aqueles que comercializam o moda a nível mundial e irão no futuro invadir nossa economia ou vamos fechar nosso mercado para defendermos o padrão atual de renda ao longo dos tempos.

É conhecido o discurso que somos geradores de empregos. Pois bem, em 20 anos o setor têxtil perdeu 1,3 milhões de empregos e ao que tudo indica, esses empregos migraram para outros setores que surgem com o desenvolvimento da economia, e ninguém se quer , como sociedade econômica reclamou; até há quem proclame a evolução econômica do país nesse período.

Sei que meu discurso é politicamente incorreto nesse fórum, mas antes de criticarem,  procurem se abster da postura passional de defesa dos interesses particulares de cada um.

Também quero deixar claro, que a indústria regional e o pequeno varejo de vestuário, assim como alguns setores como workwear, beachwear , moda ocasional estão fora do contexto que descrevi acima; isso quer dizer que " não vai acabar tudo"; apenas as escalas de produção (não de venda ao varejo) de vestuário irão diminuir; que temos que nos preparar para esse cenário. A segmentação do setor está cada vez mais evidente, e a contextualização deve ser feita.

 

Os acontecimentos na ÌNDIA pelo visto não sensibilizou ninguém, o que importa é ter lucro! Terrível!

MAS ERA O QUE TODO MUNDO QUERIA, A GLOBALIZAÇÃO QUE E CONSEQUENCIA DO CAPITALISMO, E LUCRO LUCRO E LUCRO, O SER HUMANO NAO VALE NADA SE NAO DER LUCRO.

"A Etiópia é um país com forte desenvolvimento e acreditamos que podemos sustentar o crescimento econômico e as oportunidades de emprego aqui", disse Emilsson-Falk.

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