Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

É hora do NOSSO BRASIL acordar antes que seja tarde demais. Importância do setor industrial no desenvolvimento econômico de um país – 2ª. Parte.

Ninguém tem dúvida da importância, para o desenvolvimento econômico, do setor industrial. Nenhum país pode progredir sem o setor industrial. Enumero mais alguns pontos que considero fundamentais. São eles:

O comércio global é baseado em produtos e não em serviços: Um país não pode comercializar serviços para a maioria dos seus bens. Segundo a OMC, 80% do comércio mundial entre as regiões é o comércio de mercadorias - ou seja, apenas 20% do comércio mundial é de serviços. Se no caso extremo, uma economia for composta apenas de serviços, a mesma seria muito pobre, porque não poderia trocar por mercadorias; sua moeda valeria muito pouco. A economia "pós-industrial" é realmente uma economia pré-industrial, isto é, pobre!

Serviços são dependentes de produtos manufaturados: Os serviços são principalmente o ato de usar bens manufaturados. Você não pode exportar a experiência de utilizar alguma coisa. Varejo e atacado são o ato de compra e venda de bens manufaturados. O mesmo vale para a corretagem de imóveis, que é um ato de compra e venda de um ativo real. Mesmo o serviço de saúde, é um ato de usar equipamentos médicos e medicamentos. Finanças envolve o redirecionamento dos recursos excedentes que o setor não financeiro da economia produz, o que significa que, indiretamente, até mesmo as finanças são dependentes da indústria transformadora. Para resumir: a saúde da economia é extremamente dependente da saúde do setor industrial.

Aumento da poupança e investimento: A industrialização aumenta a renda dos trabalhadores. Ela aumenta a capacidade de poupar. As poupanças voluntárias estimulam o crescimento industrial e pelo efeito cumulativo levam a uma maior expansão da indústria.

Grande alcance para o progresso tecnológico: A industrialização proporciona maior espaço para o treinamento no trabalho e no progresso tecnológico. A utilização de tecnologia de ponta aumenta a escala de produção e reduz o custo de produção. Melhora a qualidade do produto e ajuda na ampliação do mercado.

Aumento da Receita Pública: O setor industrial aumenta a receita do Governo porque paga tipos diferentes de impostos. A industrialização aumenta a oferta de mercadorias, tanto para mercado interno como externo. Os impostos incidentes sobre a produção de bens aumentam a receita do Estado.

Diversificação na Economia: A industrialização elimina a dependência do setor primário. Ao exportar produtos acabados e industriais, podemos ganhar mais dinheiro em comparação com exportadores de matérias-primas. A indústria agrega valor.

Trabalho intensivo nas indústrias: Nosso país deve fomentar indústrias intensivas em trabalho (confecções - vestuário, por exemplo), porque temos que buscar as portas de saída ao programa Bolsa Família. 

Caros, a maioria dos empregos, direta ou indiretamente, depende da produção - e manter e fomentar o setor industrial, por si só, é fundamental. Existem MUITAS razões sólidas para MANTER E AMPLIAR O SETOR INDUSTRIAL BRASILERIO. É hora de o NOSSO BRASIL acordar antes que seja tarde demais. PRECISAMOS construir uma forte e próspera economia de classe média. SÓ AMPLIAREMOS A CLASSE MÉDIA COM A INDÚSTRIA. TENHAM CERTEZA DISSO. SAUDAÇÕES! GEORGE TOMIC

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OLÁ GEORGE...CONCORDO...POUCOS E BOAS PALAVRAS. MAS ULTIMAMENTE APÓS LER VÁRIOS ARTIGOS TAMBÉM ESTOU RETICENETE EM ACEITAR O "IMPORTÔMETRO" COMO MOVIMENTO OU INSTRUMENTO DE REINVIDICAÇÃO DEMOCRÁTICO, VISTO QUE PELO QUE CORRE NOS BASTIDORES ALGUNS POUCOS EMPRESÁRIOS TÊXTIES APELIDADOS SARCASTICAMENTE DE "PRÍNCIPES" É QUE SE BENEFICIARÃO COM UMA POSSÍVEL BARREIRA CONTRA OS IMPORTADOS DE FORMA GERAL. A MEU VER, HÁ QUE SE REVER ESSE MODELO E VC QUE ESTÁ AGORA NA DIRETORIA DE UMA ENTIDADE TÊXTIL DE RENOME NACIONAL PODERIA LEVANTAR ESSA BANDEIRA. OS INTERESSES PESSOAIS DEVEM SER DEIXADOS DE LADO, COM PENA DE O MOVIMENTO SER UM TIRO NO PÉ. ALIÁS EXISTE UMA MISTURA ATÉ ERRADA NA PRÓPRIA ABIT COM RELAÇÃO DENONIMAÇÃO DE  INDÚSTRIA TÊXTIL, QUE NA VERDADE SÃO AS FABRICANTES DE FIBRAS, FIOS, TECIDOS E MALHAS. AS DEMAIS SÃO CONFECÇÕES LIGADAS AO VAREJO E  QUE NÃO TÊM O COMPROMISSO COMO O RESTANTE DA CADEIA COM A FABRICAÇÃO DO PRODUTO NACIONAL, HAJA VISTA O GRANDE E ESMAGADOR VOLUME DEIMPORTADOS TÊXTEIS SEREM FEITOS PELAS CONFECÇÕES E LOJISTAS DE FORMA GERAL.

GRANDE ABRAÇO.

Caro Lauro,

Obrigado por suas colocações. Tentando responder aos seus questionamentos, quero, em primeiro lugar, afirmar o caráter democrático das entidades coirmãs: ABIT e SINDITÊXTIL. Como pertenço as duas, posso afiançar de que existe uma IDENTIDADE COLETIVA que se expressa e avança, fruto de decisões que são votadas em nossas reuniões mensais. Claro que esta identidade está em constante construção. Nossa identidade tanto diz respeito ao passado como ao futuro, é um posicionamento face à história, ao setor e à sociedade. Quando nosso presidente PAULO SKAF tomou a sábia decisão de incorporar o setor do vestuário à ABIT, fez isso pensando na importância da integração da cadeia têxtil. Encarar os problemas de forma sistêmica é sempre muito melhor. Levar os questionamentos de forma uma aos governos, também!

A questão do IMPORTÔMETRO é fundamental. Todos precisam apoiar. É na entrada de produtos confeccionados que reside todo o desmantelamento do setor têxtil. Ao permitir que produtos confeccionados entrem da forma como estão entrando, afirmo que somos submetidos a um CRIME DE LESA-PÁTRIA. Quando você importa uma camisa, uma calça, você mata, por exemplo, o produtor do tecido, o produtor do zíper, o produtor da linha, enfim, você mata todos aqueles que poderiam estar fornecendo suas produções. O ideal seria que toda a fibra, todo o fio, todo o tecido, TINGIMENTO e acabamento e, também, toda a confecção fosse 100% brasileira. Mas sabemos que isso não é mais possível. Lutamos por uma ISONOMIA COMPETITIVA. Vários países que exportam seus produtos para o Brasil têm uma carga tributária, trabalhista e juros de balcão menores que o nosso. Veja o exemplo da China: 20% de carga tributária, 18% de carga trabalhista e 4,50% de juros de balcão. Além disso, câmbio desvalorizado artificialmente em no mínimo 30%. Das 25 fábricas que visitei na China, todas receberam dinheiro do governo A FUNDO PERDIDO (o empresário não precisa pagar o investimento). Existem na China hoje quase 1.000 empresas têxteis ESTATAIS. Ou seja, não estamos competindo com empresários chineses, mas com o GOVERNO CHINÊS! É mole? A função do IMPORTÔMETRO é mostrar o descalabro na geração do DESEMPREGO. A cada dólar importado um pedaço do emprego têxtil brasileiro vai para o espaço. QUEM SE RESPONSABILIZARÁ POR ESTAS PERDAS?

Conclusão: SOMOS TODOS PRÍNCIPES E PRINCESAS: EU, VOCÊ, TRABALHADORES E EMPRESÁRIOS. SÓ O GOVERNO AINDA NÃO ENXERGOU. UM FORTE ABRAÇO! GEORGE

TOMIC....

então é passada da hora de tomarmos uma atitude!!!!!é hora de simplesmente agir!!!temos que dar um basta ao descaso deste governo e de associaçoes que nada nos vale, ou apenas defende seus interesses de ordem pessoal somente qdo se sentem incomodados!!!!,....como ABIT, ABITEX e outras....e exigir desta forma, que nosso governo tome as atitudes cabíveis com a situação que vivenciamos neste momento de crise mundial

a) parar este pais em todos os segmentos....GREVE GERAL 

b) limitar cotas de imediato - acredito que 30% seria um n[umero razoável em relaçao ao que foi importado o ano passado

c) suspender licença automatica de importação , exceto maquinas QUE NAO FABRICAMOS NO bRASIL, INCLUSIVE MATERIA PRIMA DE IMPORTANCIA VITAL, TAIS COMO MEDICAMENTOS, E INSTRUMENTOS PARA A INDUSTRIA FARMACEUTICA E HOSPITALAR......

d) o governo obrigatoriamente destinaria o BNDS em sua função : aplicar todos os recursos para recuperação das industrias bem como na criação de novas industrias no Brasil...fazer investimentos pesados e sem muita burocracia, e ao alcance de todos......sem proteger ""alguns empresarios""; e nunca mais permitir que se consiga $$$ para investimentos no Oriente, como o caso de COTEMINAS !!!! ridiculo!!!!

é a unica forma do brasil voltar a crescer , com criação de empresas, criação de empregos , aumentar o pib...etc...etc....a inflaçao que teremos a principio, é facilmente contornada e ajustada com o decorrer do tempo....como v~e nao tem muito segredo, apenas ter saco roxo para fazer !!!!!   e vc em sua posição...o que poderá fazer de concreto???? 

hoje nao contamos com os inumeros sindicatos que deveriam atuar obrigatoriamente neste momento....são cheios de melindres e corrumpidos com o governo.....

se nao fizermos nada agora, estamos deixando um futuro negro para nossos filhos/netos!!!!!

sds/adalberto 19 9764 7960

 



adalberto oliveira martins filho disse:

Quando faço minha defesa do setor industrial, faço-a sem nenhum constrangimento. Ou seja, neste momento, todos os setores industriais são importantes no Brasil e, principalmente, os intensivos em mão-de-obra. Estive em Santa Cruz do Capibaribe, agreste pernambucano, 5 vezes no ano passado. Lá existem 9.000 confecções. É o Brasil dos grotões e não dos barões. Lá as pessoas precisam de trabalho. Lá o setor têxtil é "tábua de salvação". Não podemos olhar e tomar decisões a partir da Paulista Avenue. Não vivemos um porcesso de desindustrialização positiva. Vivemos, sim, um processo de desindustrialização negativa (favor ler editorial do Estadão na data de ontem, 12-01-2012). Indutrialização negativa =  responsável pela corrosão do saldo da balança comercial – em função da deterioração do saldo da balança comercial da indústria – expondo o país, mais uma vez, a dependência do capital externo de curto-prazo para o equilíbrio do balanço de pagamentos. Participei em janeiro do seminário  “Brazil-UE Sectorial Dialogue Textiles and Clothing” São Paulo, Brazil. Reproduzo pequeno parágrafo da European Commission: The textile and clothing (or T&C) industry is a diverse and heterogeneous industry which covers an important number of activities from the transformation of fibres to yarns and fabrics to the production of a wide variety of products such as hi-tech synthetic yarns, wool, bed-linen, industrial filters, geo-textiles, clothing etc. The sector is an important part of the European manufacturing industry. It plays a crucial role on the economy and social well-being in numerous regions of the EU-27. According to the latest structural data available, in 2006 there were 220.000 companies employing 2.5 million people and generated a turnover of €190 billion. The textile and clothing sector accounts for 3% of total manufacturing value added in Europe. SERÁ QUE A INDÚSTRIA TÊXTIL ACABOU NA EUROPA: 220.000 empresas + 2.500.000 de empregos + faturamento de 190 bilhões de EUROS??? Forte abraço! George Tomic

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