Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Importação Causa Demissões nos Setores Têxtil e Calçadista

No acumulado de junho de 2011 a maio deste ano, 15.910 vagas foram fechadas no setor de tecidos e confecções. Foto: Shutterstock

No acumulado de junho de 2011 a maio deste ano, 15.910 vagas foram fechadas no setor de tecidos e confecções

Com queda no número de vagas e ainda sem sentir os reflexos da alta do dólar, empresários dos setores têxtil e calçadista se mostram apreensivos com o panorama dos mercados interno e externo. Para evitar ainda mais demissões e se armar contra os efeitos da crise mundial, cortam custos e pedem ajuda ao governo.

Empresas de tecidos e confecções têm fechado postos de trabalho. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), o saldo da geração de empregos no setor têxtil e de confecções no período de janeiro a maio de 2012 foi de 13.262, contra 16.943 no mesmo período de 2011. No acumulado de junho de 2011 a maio deste ano, 15.910 vagas foram fechadas, situação bastante diferente em relação ao acumulado de janeiro de 2010 a maio de 2011, quando o setor gerou 24.779 vagas.

O presidente da ABIT, Alfredo Emílio Bonduki, afirma que os números se devem à queda na produção. "No ano passado, registramos queda de 14% na produção têxtil e de 5% na de confecção, e esse ano a situação se agravou", diz. Em 2011, de acordo com Bonduki, houve aumento de consumo, mas falta de matéria-prima no mercado, o que obrigou os fabricantes a reduzirem seus estoques e a produção. "Ao mesmo tempo que o varejo cresceu, a importação também cresceu, e o mercado acabou abastecido por produtos de fora, que inclusive substituíram parte da produção nacional. Com esse panorama, foi preciso demitir", diz.

A situação é parecida no mercado calçadista, que fechou os primeiros cinco meses do ano com queda de 3,7% no número de vagas. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), 351.600 trabalhadores estavam registrados nas empresas do setor - 14 mil a menos do que no mesmo período do ano passado.

O que leva o calçado a essa situação é o aumento das importações da China e a diminuição do número de exportações. Segundo o diretor executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o panorama favorável do último ano não se repete em 2012. "Até o final do ano passado, o mercado estava bastante aquecido, e agora estamos em um período de queda no consumo de calçados no Brasil", diz. Klein explica, porém, que há previsão de melhora nas vendas, principalmente na exportação. "A temporada primavera-verão no hemisfério Norte começa em julho e vai até setembro. Também é preciso esperar a realização desses eventos para perceber qual vai ser o efetivo impacto da alta do dólar. Certamente teremos uma melhora", prevê.

Brasil não consegue bater produtos chineses

Nos estados que se baseiam na importação de commodities agrícolas e mineirais, o peso dos produtos asiáticos não é sentido com tanta intensidade. "O problema é que, no caso da indústria calçadista e da têxtil, o país enfrenta uma concorrência difícil de ser batida. A mão-de-obra chinesa é mais barata e ainda existem as diferenças tributárias", diz o economista e especialista em comércio internacional Vitor Galesso. Para o especialista, uma das possíveis saídas para os setores mais prejudicados é buscar mercados alternativos, como a África, e nichos do mercado nacional. "É preciso encontrar rotas de fuga para onde se tenha competitividade", afirma.

Entre as maiores incertezas dos exportadores, o câmbio ainda não foi responsável por mudanças na situação dos setores de tecidos e calçados. Galesso afirma ser difícil fazer previsões, mas garante que o posicionamento do governo deve manter o dólar estável pelo menos até o final do ano. "Seguindo o panorama do governo de intervenções parciais no mercado, a moeda não deve passar de R$ 1,90, nem estourar R$ 2,10", diz. Por enquanto, além da redução de custos, os dois setores apostam também no apoio do governo, que pode criar medidas de proteção comercial.

Produtos chineses estão entre os principais vilões dos setores calçadista e têxtil Foto: Shutterstock

Produtos chineses estão entre os principais vilões dos setores calçadista e têxtil

Setor calçadista fechou 14 mil vagas entre 2011 e 2012 Foto: Shutterstock

Setor calçadista fechou 14 mil vagas entre 2011 e 2012

Empresários do ramo têxtil apostam em medidas de proteção comercial para recuperar espaço no mercado Foto: Shutterstock

Empresários do ramo têxtil apostam em medidas de proteção comercial para recuperar espaço no mercado

No acumulado de junho de 2011 a maio deste ano, 15.910 vagas foram fechadas no setor de tecidos e confecções Foto: Shutterstock

No acumulado de junho de 2011 a maio deste ano, 15.910 vagas foram fechadas no setor de tecidos e confecções

Alta do dólar ainda não foi percebida pelos empresários calçadistas Foto: Shutterstock

Alta do dólar ainda não foi percebida pelos empresários calçadistas

Fonte:|http://invertia.terra.com.br/operacoes-cambiais/noticias/0,,OI60590...

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Respostas a este tópico

enquanto tivermos governo FDP que somente pensam nas criancinhas e o PIB nao é tão importante !!! enquanto tivermos metade do congresso fazendo média ( e merda )  apoiando falsamente a frente parlamentar, enquanto nao preocuparmos com os nosso governantes  simplesmente liderará a imoral!!!  a cries existeé é no mundo!!!  somente para zeca dirceu que particiopa deste blog, e é um asno, que são politicos e ganham sem trabalhar , sao vadios e vagabundos continuaremos na mesma merda!!!  hoje estou trabalhando com 13% do que produzia há 3 meses atrás,  e sem perspectiva de retorno!!!   somente devido aos importados!!!  que chegaram definitivamente em todos os segmentos somente que agora nao tem para quem vender, desempregado  nao compra!!! cacete!!!  e nao temos nas forças arm adas, militares  para tomar este poder e colocar a casa em ordem!!!! 

Estamos vivenciando um ano de 2012, com muita expectativa de mudanças pois este talvez seja o pior ano para o setor textil, é impossível que nem uma mudança esteja para acontecer, este setor esta na UTI, merece cuidados especiais, enquanto  o vírus (Produtos chineses) se alastra rapidamente corroendo partes importantes para a sobrevivência de milhoes de brasileiros.

Basta fingar de surdos, mudos e cegos.

Atitude, primeiro passo e o respeito vem a seguir.

Abraços, 

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