Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Ede Villanassi, diretor-geral e proprietário da Sandra Têxtil, empresa que tenta sobreviver à concorrência de importados com a diversificação de clientes

Há 20 anos a Stenville faz beneficiamento de tecidos. George Tomic, sócio-diretor da empresa, conta que recebe os tecidos dos clientes e os prepara para tingimento ou impermeabilização. Instalada em Jundiaí, interior de São Paulo, a empresa usava, até o primeiro trimestre de 2011, pelo menos 80% da capacidade. "Mas desde abril do ano passado deixamos de receber encomendas e a produção caiu", conta o empresário.

Atualmente, diz Tomic, a empresa trabalha com 50% da capacidade. Em janeiro, ele faturou 40% menos na comparação com o mesmo período de 2011 e as perspectivas para este ano não são boas. "As encomendas não voltaram e se continuarmos assim fecharemos a fábrica até julho porque não conseguimos mais pagar os custos fixos." No começo de 2011, a Stenville tinha 130 funcionários. Hoje são 75.

Tomic credita a dificuldade da empresa à importação. Ele conta que seus clientes são fabricantes de vestuário, de roupas de cama e mesa e de calçados. "As encomendas caíram porque as importações não são apenas de tecidos, mas de roupas já prontas."

A queixa de Tomic faz sentido. No ano passado, o volume importado em roupas e acessórios aumentou 40,3% em relação a 2010. A variação é, de forma disparada, a maior entre todos os 25 segmentos de atividade em que o volume de desembarques é calculado pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Depois do vestuário, o setor com maior aumento no volume importado foi o de veículos, com elevação de 21,5%.

O volume de importação cresceu, mas a produção física de vestuário em 2011 teve queda de 4,4% na comparação com o ano anterior, segundo dados da pesquisa industrial mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O faturamento real do segmento contudo, resistiu no ano passado, com alta de 2,9% em relação a 2010, pela pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

"A indústria de confecção também passou a importar não só matéria-prima têxtil, para reduzir o custo de produção, mas também o vestuário pronto", diz Edgard Pereira, professor da Unicamp e sócio de uma consultoria que leva seu nome. A importação de roupas já prontas foi a reação da indústria de vestuário à concorrência externa, e foi o que propiciou o aumento de faturamento, apesar da redução de produção doméstica. "O problema é quem está atrás: o setor têxtil, prejudicado não só pela importação da indústria quanto dos varejista", acrescenta Pereira.

A C&A e a Renner, as duas maiores redes de lojas de departamento de vestuário do país, aumentaram as importações em ritmo acelerado. A C&A trazia do exterior entre US$ 50 milhões e US$ 100 milhões em 2008. Desde 2010 desembarca acima de US$ 100 milhões ao ano. A Renner, em 2010, ainda estava na faixa dos que importavam entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões. No ano passado, porém, comprou de fora mais de US$ 100 milhões. Tanto a C&A quanto a Renner desembarcaram mais de US$ 50 milhões da China no ano passado, sempre de acordo com estatísticas oficiais de comércio exterior. Procuradas, as duas varejistas não comentaram o assunto.

"A importação não acontece mais somente por preço ou sobra de mercado. Há uma mudança estrutural", diz Pereira. A Stenville, a beneficiadora de tecidos de Jundiaí, é apenas uma das que contribuíram com a queda de 14,9% da produção brasileira de têxteis registrada pelo IBGE no ano passado. Além da queda de produção, o segmento amargou 9,2% de perda de faturamento real em 2011. Foi o maior recuo entre os segmentos da indústria de transformação, segundo o levantamento da CNI.

A importação começa a desestruturar a cadeia do vestuário, atingindo principalmente os têxteis, diz José Augusto de Castro, presidente em exercício da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). "São números que já indicam ligeira desindustrialização. O importado está tomando efetivamente o lugar do produto nacional." Há os que, dentro do próprio setor, já protagonizam essa substituição.

É o caso da Maxim, que em 2010 produzia, por mês, 120 toneladas de um fio para a fabricação de esfregões de limpeza e tingia outras 60 toneladas do produto. Um ano depois a produção caiu para 14 toneladas mensais do fio e quatro toneladas de tingimento. "O fio chinês chega aqui mais barato do que o custo da minha matéria-prima", diz Adalberto Oliveira Martins Filho, dono da empresa.

A perda de clientes elevou a dívida, que chegou perto de R$ 600 mil em janeiro. "Somos uma fiação pequena. Eu tinha 34 pessoas trabalhando em janeiro de 2011. Agora tenho 12 e semana que vem vou demitir mais seis", afirma o empresário. A solução, diz, foi passar a importar o produto que antes produzia. Se antes ele gerava cerca de 120 empregos diretos e indiretos na região mineira de Alfenas, agora precisa de alguns funcionários com pouco treinamento para receber as caixas, colocá-las no depósito e depois enviá-las para os compradores. "Se eu vender duas toneladas por mês do fio importado, consigo tirar R$ 50 mil. Produzindo, ganhava R$ 10 mil ao mês."

O caso da Maxim, diz Pereira, mostra que a alta da importação não é mais resultado do senso de oportunidade de um agente que percebeu a demanda e um câmbio favorável. "É mais uma capitulação", diz, referindo-se a empresários que investiram seu capital em produção por muito tempo e agora desistiram. Em cadeia, esse fenômeno, diz ele, gera a perda de uma cultura industrial difícil de recuperar. "Ficaremos sem a qualificação da mão de obra e do empresário e sem as rotinas de trabalho industrial. Isso não é refeito de uma hora para outra."

A perda de dinamismo dos segmentos de têxteis e confecções refletiu na ocupação. Enquanto o emprego industrial total cresceu 1% em 2011, na comparação com o ano anterior (segundo a pesquisa de emprego industrial do IBGE), na indústria têxtil e de vestuário houve redução de 1,08% e 3,23%, respectivamente.

Os dados da balança comercial Brasil-China mostram outro lado perverso da desestruturação do setor no país: parte das roupas importadas pelo Brasil pode estar sendo produzida com algodão verde-amarelo. A China mais que triplicou as compras do algodão brasileiro no ano passado em relação a 2010, quando passaram de US$ 140 milhões para US$ 569 milhões. Os números não são decorrentes apenas da alta no preço da commodity. O volume registrado foi 325% maior do que o verificado em 2010. Com o salto, os chineses deixaram de ser o terceiro destino do produto nacional para serem os primeiros, passando à frente de coreanos e indonésios, absorvendo 31% do total da exportação brasileira dessa commodity.

"Metade da cadeia têxtil vai desaparecer", estima Luiz Carlos Sandim, diretor da Sanfios, fabricante de chenille, um fio em tecido especial usado principalmente em sofás. Ele conta que no ano passado seu faturamento caiu um terço em relação a 2010.

Instalada em Americana, polo têxtil do interior paulista, a empresa beneficia um fio que vai para outra fiação para só depois virar tecido. Por isso, é difícil diversificar a produção. Em função do número menor de encomendas, a empresa também demitiu um terço dos funcionários.

Para alguns, mesmo a diversificação não tem sido suficiente. Em Santa Bárbara do Oeste, a Sandra Têxtil produz tecidos planos. Em 2008, conta o dono, Ede Villanassi, 40% de sua produção de tecidos era destinada a vestuário. Hoje apenas 15% dos tecidos que fabrica se transformam em roupas.

A empresa tentou compensar a perda de parte da clientela produzindo mais para outros setores. A indústria de calçados, por exemplo, que há menos de cinco anos representava 45% de suas vendas, hoje responde por 70% do faturamento. A maior dependência do setor calçadista, porém, começa a preocupar Villanassi. "A indústria de sapatos também está começando a sentir a concorrência dos importados", diz o empresário.

A Sandra Têxtil passou a produzir para fabricantes de bolsas, segmento que não atendia antes e que significa 5% do faturamento da empresa. Outros 10% da sua produção vão para móveis. "Estamos fazendo de tudo." Ele lembra, porém, que o fornecimento para indústrias como calçados, bolsas e móveis tende a oscilar mais. "O uso de tecido para esses clientes muda muito conforme a moda."

Por isso, mesmo diversificando, a empresa não é exceção no setor têxtil. Villanassi conta que até 2010 mantinha ocupada cerca de 80% da capacidade de produção. No primeiro semestre a ocupação caiu para 60%. "Atualmente estamos produzindo com 37%." O número de trabalhadores caiu de 18 em 2010 para dez hoje.

A diminuição da produção têxtil no país no ano passado foi sentida também por quem está no começo de toda a cadeia de algodão. A trading InterAgrícola compra algodão em pluma dos produtores e o vende a indústrias no mercado.

Enquanto em 2010 60% das saídas do produto destinavam-se ao mercado interno e 40% ao externo, a proporção se inverteu no ano passado. Como o algodão é uma commodity, não há diferença para a trading em vender para fora ou abastecer a demanda brasileira, de acordo com o diretor da empresa e vice-presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Marco Antonio Aluísio. "É até um pouco mais vantajoso vender aqui em razão do custo do frete", diz. Mas as vendas ao mercado externo se aqueceram com o apetite internacional. A China, que aumentou suas vendas de têxteis e vestuário ao país no ano passado, é o maior compradora da companhia, que contabilizou aumento de 20% no volume de vendas.

Fonte:|http://www.valor.com.br/brasil/2531100/importacao-em-alta-desestrut...

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E AI SÓ O PESSOAL DO GOVERNO NAO VÊ ESTES NUMEROS???

SERÁ QUE TEM ALGUEM INTERESSADO EM QUE ESTA SITUAÇAO CONTINUE ASSIM????

POR QUE NO CASO DAS EMPRESAS AUTOMOBILISTICAS ELES FORAM TAO RAPIDOS??

 

ALGO MUITO ESTRANHO.

 

É sempre a mesma choradeira, se os Empresarios Nacionais tivessem a visão internacional e não simplesmente a Local(Americana), eles não estariam passando por isso, outros paises os quais os Empresários tem mais visão internacional(Pakistão, India, Afeganistão, Egito), ja resolveram essas questões e ja estão colhendo frutos disso, e vejam bem eles tem o maior de todos os problemas:GUERRAS

Tentem serem mais unidos e  praticarem menos o famoso COPY. Criem mais, façam coisas diferentes.

Se os grandes conseguem importar, os medios e pequenos não conseguem, que tal começarem a valorizarem os pequenos medios e pequenos....

Temos que repetir, pois parece que muitos não estão lendo as noticias há algum tempo. Dê-nos as condições que eles têm e poderemos competir com vantagens!

Não se trata de ter a visão local ou federal. Aonde estão os Ministérios do Planejamento, Industria e Comércio, Justiça via Policia Federal para coibir REALMENTE o contrabando nos portos, que é por onde entram os grandes volumes?

No momento que passarmos por uma crise REAL, como passou os USA e Europa, não vai adiantar de nada as vantagens concedidas ao setor automobilistico e outros, pois se não se tem capacidade de compra devido ao desemprego, não se tem as vendas na outra ponta!

Ainda é tempo de acordar e as industrias como um todo se unirem!

PARABÉNS SR. ALBERTO UMA RESPOSTA CURTA E OBJETIVA.

SERA QUE NA INDIA , PAKISTAO, EGITO TEMOS TANTOS IMPOSTOS COMO AQ????

 

E A CORUPÇAO E ROB........ SERA QUE É IGUAL?????

 

 

Permita-me discordar da sua visão Sr. Alberto, pois estamos na mesma área (comercial) e busco (até o momento) representar produtos da minha região (Americana e adjacências - RPT).

1) Quando o senhor fala em visão internacional, em 2005 (último ano antes da entrada de produtos chineses) fomos (o setor têxtil nacional) o 2º setor que mais exportou e o que mais gerou emprego nestge país. De lá para cá perdemos nossa visão internacional???;

 

2) Quando o senhor fala em COPY (acho que o senhor quis dizer que copiamos somente, ou seja, não criamos nada), tanto a China, quanto a Índia, recebem milhões de cortes de tecidos brasileiros, de "empresários" brasileiros, para serem copiados identicamente à fim de devolverem o mesmo em toneladas e toneladas e tecidos baratos;

 

3) Quanto à última frase, o senhor está dizendo que as pequenas e médias empresas não conseguem importar, o senhor está redondamente enganado. A situação do produto nacional está bastante precária porque perdemos, também, as pequenas e micro-empresas para os asiáticos.

 

Sr. Alberto, creio que quando o senhor teceu este infeliz comentário, não levou em consideração aos principais entraves que temos, que nos proibem de sermos competitivos, que são: carga tributária (custo brasil), custo de energia elétrica, logística (etradas ruins, portos ultrapassados, ferrovias sucateadas, etc), juros altíssimos que nos proibem de fazermos investimentos, moeda supervalorizada (enquanto a China desvaloriza a sua moeda à fim de serem mais competitivos ainda). Isso sem levar em conta a cultura do povo chinês que se contentam em trabalhar 18 por dia para ganharem US$ 100 ao mês e o incentivo que o governo chinês dá para os exportadores daquele país. Também, sem levar em consideração as importações ilegais e, também, o controle rígido que temos aqui no Brasil quanto ao meio ambiente (e isso eu estou de acordo - temos que preservar, sim, o meio ambiante), no acabamento do tecido.

 

E penso também, Sr. Alberto, que a facilidade com que o senhor teceu estes comentários, que talvez o senhor esteja na posição errada de representante comercial, ou seja, o senhor poderia tornar-se um consultor de todas estas empresas "choronas", principalmente das de Americana (como o senhor mesmo disse. Aqui está cheio de empresários chorões, que desmpregam todo dia - ano passado foram 2000 só em Americana). Tenho certeza que o senhor, além de ajudar o seu país, valorizando o produto nacional e, por conseguinte, salvando as empresas brasileiras e gerando emprego e renda para fomentar, ainda mais, o consumo, iria, também, ganhar mais dinheiro do que representando/valorizando os produtos asiáticos, pois com uma visão inovadora o senhor cobraria o quanto quisesse com a consultoria, e eu mesmo arrumaria um monte de empresas aqui em Americana para o senhor (quem sabe não poderíamos fazer uma parceria, hein, o que o senhor acha?).

 

Saudações Sr. Adalberto.

 

Edson Machado

 

 

 

Alberto Chiavoloni Junior disse:

É sempre a mesma choradeira, se os Empresarios Nacionais tivessem a visão internacional e não simplesmente a Local(Americana), eles não estariam passando por isso, outros paises os quais os Empresários tem mais visão internacional(Pakistão, India, Afeganistão, Egito), ja resolveram essas questões e ja estão colhendo frutos disso, e vejam bem eles tem o maior de todos os problemas:GUERRAS

Tentem serem mais unidos e  praticarem menos o famoso COPY. Criem mais, façam coisas diferentes.

Se os grandes conseguem importar, os medios e pequenos não conseguem, que tal começarem a valorizarem os pequenos medios e pequenos....

Não lá não tem tanto assim, mas para os produtos deles entrarem aqui nós pagamos 26% para tecidos e 35% para produtos finais.
O que eles tem de melhor são teares modernos com no minimo 900 batidas por minuto, contra os teares ribeiro e alguns vamatex que batem em torno de 250 por minutos.
Será que os ditos empresários brasileiros conhecem outros teares além dos ribeiros da vida e vamatex....???
Qto a corrupção não tem nada a ver, pois a receita federal esta bem aparelhada para coibir algum tipo de corrupção na entrada dos produtos no Brasil. Tenta entrar com Jackard e falar que é tafetá, hj os fiscais estão aptos para definir os produtos, portanto qto a isso não procede.
Volto a dizer, para o mercado de texteis mostrar a sua importancia para o governo brasileiro, primeiro precisa mudar a cultura(cabeça) desses empresários.
Hj qq empresa com 15 teares no Pakistão, produz 100 toneladas de toalhas, vendem e tem clientes no mundo todo.
E aqui como que é? porque não vfendemos para o mundo todo ou pelo menos para a America do Sul, para sair os produtos os impostos são zero. Ou será que os ditos empresários nem sabem como exportar, comprar teares mais modernos, criar novos produtos e não copiando os que os vizinhos estão fazendo, isso estou falando de 90% dos ditos empresários brasileiros.
Na ultima Heimtextil qtos empresários brasileiros estavam expondo os produtos lá? Qtos visitaram a ultima ITMA para ver os novos lançamentos de teares e equipamentos? Qtos visitaram a ultima Heimtextil, pelo menos para conhecerem as tendencias?
Tá certo que India, China, Pakistão foram colonizados pela Inglaterra e 90% da população fala Ingles e aqui qtos % dos ditos empresários falam Ingles?
Qtos ditos empresários sabem que tem linhas de credito no BNDES sobrando para comprar novos equipamentos, com juros quase subsidiados?
Enquanto ficam botando a culpa na politica do governo e no cambio, hj em São Paulo tem um grupo de aproximadamente 100 empresários Indianos visitando as grandes redes de lojas, oferecendo desde tecidos até produtos acabados conforme o famoso "GOSTO DO FREGUES", enquanto os ditos empresários brasileiros, ficam fazendo charme para apresentar uma amostra e com certeza vão ficar acompanhando o jogo do "Curinthias"
Fora as outras centenas de Chineses que desembaracam diariamente em SP, atrás de negocios.
Ja pensaram o que seria do consumidor final se com a expansão de consumo que tivemos no Brasil, ficassemos dependendo somente dos produtos brasileiros? estariamos pagando uma calça Jeans em torno de R$ 1000,00 e uma camiseta em torno de R$ 500,00.
Se eu fosse empresário textil brasileiro, já teria feito um bom seguro das sucatas e colocado fogo na empresa.

VIVA A CONCORRENCIA, QUEM NÃO TEM COMPETENCIA NÃO SE ESTABELECE

Caro Xará (Edson Machado),

Quando vi o comentário do sr Alberto Chiavoloni, curta e objetivamente endossado pelo sr Carlos Norvila, pensei em contestar, tal como você sabiamente fez, mas havia desistido.

Sabe, não dá para discutir diante de visão tão medíocre e tacanha. O cara trabalha com importação, por conseguinte não tem a mesma visão que você.

Não, ele não se preocupa com o nosso país, tal como você. Para você o Brasil é importante, para ele não. Para ele não há nação, há somente negócios e o que importa é ganhar. Ele é apenas mais um vendilhão da Pátria. A visão dele enxerga tão somente o próprio bolso, não olha para o futuro. O futuro pra ele pouco importa.

Veja, só restou um setor de empresários competentes no Brasil: o de importadores!

Câmbio? Balela! ...É coisa de empresário chorão!

Carga tributária? Conversa pra boi dormir! ...É coisa de empresário chorão!

Encargos trabalhistas? Isso não existe! ...É coisa de empresário chorão!

Importação ilegal? Invenção! ...É coisa de empresário chorão!

Dumping? Mentira! ...É coisa de empresário chorão!

A crise de geração de emprego pela qual passam os EUA e vários países europeus é mera obra do acaso.

Que continuemos então o processo de desindustrialização no Brasil, ou melhor, que ele se acelere.

Aproveito para conclamar a todos os industriais nacionais, principalmente os da cadeia têxtil: Desistam de lutar contra a Ásia, aliem-se à ela. Demitam todos os seus funcionários. Encerrem suas atividades no Brasil.

Importem! Importem! Importem! Importar é o que importa!

Mas, e se aumentar o desemprego? Dane-se o desemprego!

Isso não deve ser preocupação de empresários risonhos, só dos chorões.

O governo que se vire para criar empregos. Faça como o sábio e competente governo da China: construa cidades fantasmas para ocupar seus cidadãos, afinal, se não se preocupou quando alguns empresários tinham esse receio, que se exploda então!

Esteja certo Xará: Os empresários nacionais são chorões, mas as lágrimas serão muito mais amargas quando derramadas dos olhos dos importadores, porque certamente estaremos diante de uma crise sem precedentes.

Já comprei minha enxada. Acho que somos bons apenas para produzir commodities. Para o resto somos incompetentes e... chorões!

Empresários bons mesmo e com visão internacional estão no Afeganistão, afinal foram treinados por Osama Bin laden. Aliás, para quem aprendeu com o mentor da implosão das torres do World Trade Center, destruir a cadeia têxtil do Brasil é fichinha! 

Frase célebre de Alberto Chiavoloni: "Se eu fosse empresário textil brasileiro, já teria feito um bom seguro das sucatas e colocado fogo na empresa."

E eu, achando que ele ia mostrar como é ser mais competente que os empresários chorões, mas...

Como diria meu avô: O peixe morre pela boca. Por aí dá pra ter uma noção do caráter.

kkkkk....pois é Xará,

 

eu também fiquei meio reticente em respondê-lo porém, não me contive, visto que talvez ele e o Sr. Carlos Norvila, realmente, pudesse ter um visão que nós não estivéssemos enchergando. Quão foi minha surpresa quando, após minha resposta a ele, vi a reposta que ele deu ao nosso amigo José Antonio Lopes Peres.

Confundiu tudo.........

 

É Xará...é triste....muito triste lermos e ouvirmos pessoas com esse tipo de visão, tanto industrial, quanto nacional.

 

À propósito, onde Você comprou Sua enxada??? Tem preço bom??? Também precisarei comprar uma???

Mas é nacional, não é??? Ou vem da Ásia também???

 

Um grande e forte abraço meu Irmão!!!

 

Edson Machado 

Edson Baron disse:

Caro Xará (Edson Machado),

Quando vi o comentário do sr Alberto Chiavoloni, curta e objetivamente endossado pelo sr Carlos Norvila, pensei em contestar, tal como você sabiamente fez, mas havia desistido.

Sabe, não dá para discutir diante de visão tão medíocre e tacanha. O cara trabalha com importação, por conseguinte não tem a mesma visão que você.

Não, ele não se preocupa com o nosso país, tal como você. Para você o Brasil é importante, para ele não. Para ele não há nação, há somente negócios e o que importa é ganhar. Ele é apenas mais um vendilhão da Pátria. A visão dele enxerga tão somente o próprio bolso, não olha para o futuro. O futuro pra ele pouco importa.

Veja, só restou um setor de empresários competentes no Brasil: o de importadores!

Câmbio? Balela! ...É coisa de empresário chorão!

Carga tributária? Conversa pra boi dormir! ...É coisa de empresário chorão!

Encargos trabalhistas? Isso não existe! ...É coisa de empresário chorão!

Importação ilegal? Invenção! ...É coisa de empresário chorão!

Dumping? Mentira! ...É coisa de empresário chorão!

A crise de geração de emprego pela qual passam os EUA e vários países europeus é mera obra do acaso.

Que continuemos então o processo de desindustrialização no Brasil, ou melhor, que ele se acelere.

Aproveito para conclamar a todos os industriais nacionais, principalmente os da cadeia têxtil: Desistam de lutar contra a Ásia, aliem-se à ela. Demitam todos os seus funcionários. Encerrem suas atividades no Brasil.

Importem! Importem! Importem! Importar é o que importa!

Mas, e se aumentar o desemprego? Dane-se o desemprego!

Isso não deve ser preocupação de empresários risonhos, só dos chorões.

O governo que se vire para criar empregos. Faça como o sábio e competente governo da China: construa cidades fantasmas para ocupar seus cidadãos, afinal, se não se preocupou quando alguns empresários tinham esse receio, que se exploda então!

Esteja certo Xará: Os empresários nacionais são chorões, mas as lágrimas serão muito mais amargas quando derramadas dos olhos dos importadores, porque certamente estaremos diante de uma crise sem precedentes.

Já comprei minha enxada. Acho que somos bons apenas para produzir commodities. Para o resto somos incompetentes e... chorões!

Empresários bons mesmo e com visão internacional estão no Afeganistão, afinal foram treinados por Osama Bin laden. Aliás, para quem aprendeu com o mentor da implosão das torres do World Trade Center, destruir a cadeia têxtil do Brasil é fichinha! 

Edson ....nao é ADALBERTO e sim ALBERTO!!!!!rs...rs.....

Edson.....nao é ADALBERTO....e sim ALBERTO...rs..rs....parabéns por contestar !!!! nao dá para segurar realmente!!! sinto que somos desrespeitados por quem deveria simplesmente dar apoio!!!!vai chegar o momento que nao será facil vender nem mimportado....mas vou terminar de ler e responder...abç/adalberto

Edson Machado da Silva disse:

Permita-me discordar da sua visão Sr. Alberto, pois estamos na mesma área (comercial) e busco (até o momento) representar produtos da minha região (Americana e adjacências - RPT).

1) Quando o senhor fala em visão internacional, em 2005 (último ano antes da entrada de produtos chineses) fomos (o setor têxtil nacional) o 2º setor que mais exportou e o que mais gerou emprego nestge país. De lá para cá perdemos nossa visão internacional???;

 

2) Quando o senhor fala em COPY (acho que o senhor quis dizer que copiamos somente, ou seja, não criamos nada), tanto a China, quanto a Índia, recebem milhões de cortes de tecidos brasileiros, de "empresários" brasileiros, para serem copiados identicamente à fim de devolverem o mesmo em toneladas e toneladas e tecidos baratos;

 

3) Quanto à última frase, o senhor está dizendo que as pequenas e médias empresas não conseguem importar, o senhor está redondamente enganado. A situação do produto nacional está bastante precária porque perdemos, também, as pequenas e micro-empresas para os asiáticos.

 

Sr. Alberto, creio que quando o senhor teceu este infeliz comentário, não levou em consideração aos principais entraves que temos, que nos proibem de sermos competitivos, que são: carga tributária (custo brasil), custo de energia elétrica, logística (etradas ruins, portos ultrapassados, ferrovias sucateadas, etc), juros altíssimos que nos proibem de fazermos investimentos, moeda supervalorizada (enquanto a China desvaloriza a sua moeda à fim de serem mais competitivos ainda). Isso sem levar em conta a cultura do povo chinês que se contentam em trabalhar 18 por dia para ganharem US$ 100 ao mês e o incentivo que o governo chinês dá para os exportadores daquele país. Também, sem levar em consideração as importações ilegais e, também, o controle rígido que temos aqui no Brasil quanto ao meio ambiente (e isso eu estou de acordo - temos que preservar, sim, o meio ambiante), no acabamento do tecido.

 

E penso também, Sr. Alberto, que a facilidade com que o senhor teceu estes comentários, que talvez o senhor esteja na posição errada de representante comercial, ou seja, o senhor poderia tornar-se um consultor de todas estas empresas "choronas", principalmente das de Americana (como o senhor mesmo disse. Aqui está cheio de empresários chorões, que desmpregam todo dia - ano passado foram 2000 só em Americana). Tenho certeza que o senhor, além de ajudar o seu país, valorizando o produto nacional e, por conseguinte, salvando as empresas brasileiras e gerando emprego e renda para fomentar, ainda mais, o consumo, iria, também, ganhar mais dinheiro do que representando/valorizando os produtos asiáticos, pois com uma visão inovadora o senhor cobraria o quanto quisesse com a consultoria, e eu mesmo arrumaria um monte de empresas aqui em Americana para o senhor (quem sabe não poderíamos fazer uma parceria, hein, o que o senhor acha?).

 

Saudações Sr. Adalberto.

 

Edson Machado

 

 

 

Alberto Chiavoloni Junior disse:

É sempre a mesma choradeira, se os Empresarios Nacionais tivessem a visão internacional e não simplesmente a Local(Americana), eles não estariam passando por isso, outros paises os quais os Empresários tem mais visão internacional(Pakistão, India, Afeganistão, Egito), ja resolveram essas questões e ja estão colhendo frutos disso, e vejam bem eles tem o maior de todos os problemas:GUERRAS

Tentem serem mais unidos e  praticarem menos o famoso COPY. Criem mais, façam coisas diferentes.

Se os grandes conseguem importar, os medios e pequenos não conseguem, que tal começarem a valorizarem os pequenos medios e pequenos....

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