Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Indústria Nacional Precisa Mudar Para Sobreviver, Avalia IEMI - Sair da Zona de Conforto

SÃO PAULO – Diante da crescente concorrência dos importados no Brasil, é hora de a indústria nacional rever suas estratégias e não ficar aguardando medidas do governo para impulsionar os negócios. Essa é a avaliação de Marcelo Villin Prado, diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI).

“A indústria precisa entender que não está competindo com a indústria asiática, mas sim com quem importa os produtos, com os grandes varejistas”, diz Prado, sugerindo uma mudança de foco aos empresários industriais, principalmente àqueles que atuam nos segmentos mais afetados pela concorrência externa, como têxtil e de vestuário. Para o diretor do IEMI, a indústria precisa ser mais pró-ativa em suas operações, apostando no atendimento diferenciado. “Se elas saírem da zona de conforto e começarem a trabalhar melhor serviços e marketing, sendo mais vendedoras, encontrarão espaço no mercado”, garante.

Prado explica que para o varejista é custoso e arriscado atuar como importador. “Isso exige capital e demanda uma estrutura para compra”, afirma.  Segundo ele, esse é um dos fatores que faz com que grande parte dos varejistas prefira comprar da indústria local. A flexibilidade no atendimento aos clientes também é vista como uma vantagem, que pode ser melhor aproveitada.

Para Prado, é saudável ao mercado brasileiro ter até 5% de participação de importados, já que este meio traz novidades ao país. Uma fatia de 5% a 10%, diz ele, já afeta preços, com os importados impondo limite de reajuste para os produtos nacionais.

No setor têxtil, a participação dos importados chegou a 34,1% em setembro, de acordo com o IEMI. Em vestuário, ficou em 10,8% no mesmo período. “Nesse cenário, quem não se mexer não sobreviverá. Devemos ver um movimento de consolidação no setor”, conclui Prado, lembrando que 97% das empresas do setor têxtil são de pequeno ou médio porte.

(Francine De Lorenzo e Tainara Machado | Valor)

Fonte:|http://www.valor.com.br/brasil/1134314/industria-nacional-precisa-m...

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Elisabeth Santos

Acredito que é verdade em partes, mas quem manda nesse mercado são as grandes redes (magazines), e eles ditam as regras desse mercado por que são os maiores compradores, esse ano o que esta contando mesmo e uma grande briga de preços devido a concorrência desleal dos importados , as confecções em geral, principalmente as que são fornecedoras de lingerie para os grandes Magazines e redes atacadistas, estão em grandes dificuldades financeiras, fora as que estão fechando as portas mesmo, porque não tiveram estrutura para passar pela crise que foi gerada esse ano devido aos importados. As confecções no primeiro momento estão tentando reduzir o prejuizo e pelo menos agora o que esta contando mesmo é quem tem a melhor oferta de preço, acredito que essa mudança de comportamento deva sim acontecer, mas vai demorar um pouco ainda ate se recuperarem e que o governo deveria mesmo olhar com mais atenção para esse setor.

Muito bem levantado para reflexão e imediatas providências por parte dos Têxteis. Já estamos com o câmbio em R$1,90, mas há quem sonhe com R$2,40; sonhar não é pecado, embora as condições já estejam postas.

Somando ataques e defesas aos importados, quantos abordam a construção de marcas relevantes no Brasil?

Nosso foco continua sendo as commodities.

Nessa onda, as classes de maior poder aquisitivo, passaram a frequentar as grandes redes para desespero das lojas multimarcas.

Estas melhoraram  os produtos ofertadas, trabalharam as Marcas instituicionais, associando a estas imagens de pessoas com notoriedade,  e o público que não as frequentavam  deixou de resistir.

E assim as sacolinhas com os logos nas novelas vão firmando conceitos e construindo Marcas , ainda que os produtos sejam commodities. 

Para vender , a gente marca ou não marca! 

Enquanto pessoas "importantes" como Marcelo Villin Prado discutem e vislumbram soluções que independem das reais ações dos empresários têxteis, estes amargam seus prejuízos, fechando fabricas (até as centenárias) do setor têxtil, demitindo centenas de funcionários (que chegarão aos milhares).

Até quando aguentaremos isso ??? Se as importações ultrapassam a "marca saudável" dos 5 a 10% como foi dito pelo Sr. Marcelo, quem deve tomar as providências??? A resposta a essa questão parece estar muito clara embora "eles" não se mexam pois seus bolsos fartos não foram afetados (ainda)!!!!

E que venha 2012 com uma quebradeira generalizada... enquanto isso, na sala de justiça...silêncio... !!!!

Att,

Isso mesmo,  ano  que vem se as coisas não melhorarem, vou mudar a minha empresa, para o Paraguai, ja recebi até proposta de barracão , pra minha empresa se instalar sem pagar nada, só da emprego e boa, vou esperar até o carnaval, se o governo não melhorar , thau pro seis.

REALMENTE O SR. PRADO CONHECE MARKETING ,E NÃO INDÚSTRIA.

ESTAMOS FALANDO EM ESTIMATIVAS DE 8 MILHÕES DE EMPREGOS, DIRETOS E INDIRETOS NO SETOR TEXTIL.

UMA CADEIA GIGANTESCA EM PROCESSOS TEXTEIS.QUE VAI DESDE A PEQUENA COSTUREIRA QUE TRABALHA EM CASA ,PEQUENAS, MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS DO SETOR .

ESTAMOS FALANDO PRINCIPALMENTE, DE UMA CONCORRÊNCIA DESLEAL, OU MELHOR SUJA, QUE JÁ CONSEGUIU EXTERMINAR COM PARQUES INDUSTRIAIS DO MUNDO INTEIRO...... E QUE ,É O PRINCIPAL DE TUDO ISSO , DE PESSOAS,GENTE, QUE FEZ, E FAZ DESSE RAMO ,O SEU SUSTENTO DE UMA VIDA TODA.

E QUANDO VEMOS AGORA NO PRIMEIRO MUNDO, O DESEMPREGO CADA VEZ MAIOR,ONDE SEUS GOVERNANTES NÃO DERAM A IMPORTÂNCIA QUE DEVIAM PARA AS INDÚSTRIAS,  DAS PEQUENAS AS GRANDES. SE GERAVA EMPREGO.HOJE SE GERA CONSUMO.E SEM TRABALHO, QUEM CONSOME??

 SE NÃO FORTALECER E VALORIZAR A INDÚSTRIA LOCAL ,EM POUCO TEMPO, ESTAREMOS ENFRENTANDO O MESMO PROBLEMA QUE ELES.

 

GEORGES LOUIS

 

Falo e disse,  se os governantes continuarem sem dar importancia a nossa industria, seremos obrigados a dispensar todos os funcionarios, e nos mudarem para o paraguai, ja que o mercado esta sendo desleal, vamos ser desleais tambem, indo onde o governo apoiam nossas empresa , como Paraguai , bolivia, entre outros, aqui na minha região  varias confecções tem ido para o paraguai e a bolivia, devido o deslecho do governo. 

Carlos Marafigo

É Sr.Marcelo quero ver se o senhor em suas compras particulares deixaria de comprar um produto com as mesmas caracteristicas por R$ 60,00 em detrimento de um bom atendimento, um outro,  por um valor de R$ 100,00...Se fizesse isso os ecomonistas irião afirmar que  Sr. não estaria usando de sua inteligencia financeira..Portanto meu senhor é  fácil dizer quando se trata da ecomonia dos outros..Marketing é sim fundamental,nao tenho duvida desta ferramenta,mas ela se torna mais eficiente quando se tem uma base ampla de sustentaçao....

"leigos e pessoas ineptas" a que se refere o colega Sérgio, escrevem representando o Instituto que abastece o governo com estatísticas que embasam as decisões.

Gostando ou não, essa é verdade deles.

A nossa disposição é reproduzir tudo que é dito ou escrito acerca de nossa cadeia têxtil.

Abraços,

Erivaldo

Sérgio Alvares disse:

Sugiro ao proprietário do blog ou ao moderador, que evite colocar leigos e pessoas ineptas para escrever no blog, pois claramente perdemos tempo lendo o distinto cavalheiro que certamente não diferencia um jigger de uma urdideira, ou um cone de uma maçaroqueira.

Certamente o distinto também desconhece a realidade dos impostos escorchantes que pagamos em comparação aos chinos, desconhece que lá se dá um dólar para cada dólar exportado, que a folha de pagamento não sofre as "incidências que sofre aqui. Enfim, sugiro colocar gente do ramo, que saiba o que está falando e que seja bem intencionado acima de tudo, pois que entenda que o governo precisa sim ajudar ao segundo maior empregador do país, pois se trata de uma indústria altamente intensiva em mão de obra, só perdendo para a construção civil, mas em massa salarial e nos agregados, certamente é a primeira e que o desemprego na área já é recorde. Só na grande São Paulo temos algo como 5 mil demissões só nos últimos dois a três meses, isso sem contar os indiretos. A não ser que ele esteja querendo justificar a inação e inépcia do governo, só ai cabe o discurso do cavalheiro.

sds

 

Isso mesmo , Erivaldo, aqui é o lugar pra nós do ramo textil se expressar, ja que não podemos ir até ao congreço, reclamar com o governo, fico grato por essa oportunidade. ATT: Carlos A Marafigo

Ao batalhar o dia-a-dia e conhecendo a rotina de tantos outros da cadeia têxtil, com as circunstâncias que temos enfrentado, leio colocações do tipo "SAIR DA ZONA DE CONFORTO", sinceramente, sinto vontade de desfiar uma série infindável de palavrões, os mais agressivos e ofensivos possíveis.

Mas sou um cara de boa educação e que prezo a civilidade. Que ouçam os ouvidos do meu pobre travesseiro.

Só por Deus!

É desanimador ler o que pessoas irresponsáveis, como Marcelo, escrevem. Ele deveria estudar a cadeia têxtil desde pesquisa, plantio do algodão, por exemplo, para ver a complexidade do setor têxtil e calcular o custo benefício de cada segmento para verificar onde está realmente o problema da concorrência com os importados. No governo deveria ter uma equipe qualificada para estudar a fundo as reivindicações têxteis para depois tomarem medidas

que solucuionem os problemas. Ver a questão da liberação das mercadorias importadas, com profunidade e etc

 

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