Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Têxtil e do Vestuário de vento em popa - Parte 2 - USA

Os fatores competitivos americanos estão a promover diversos investimentos industriais nos sectores da fiação e tecelagem de algodão. Para além das infraestruturas, os investidores beneficiam do acesso a matéria-prima de elevada qualidade e dos custos energéticos competitivos.  

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ITV de vento em popa - Parte 2

A aceleração do investimento nos sectores de fiação e tecelagem nos EUA (ver ITV de vento em popa - Parte 1) está a ser impulsionada por diversas empresas externas, mas também por empresas locais. A Burlington Industries, sediada na Carolina do Norte, é uma empresa com a maior parte da sua base em território americano – opera duas fábricas na China, três no México e sete nos EUA. O presidente Jeff Peck diz que existe uma «tendência clara» e «tantas razões positivas» para investir no mercado interno. «Quer se trate de melhorar a economia dos EUA ou reduzir a pegada de carbono, está a ocorrer um movimento local», acrescenta.

No entanto, Peck aponta os preços como uma barreira para muitos fabricantes que fazem esse salto. «O preço é muito sensível. Este hemisfério é mais caro do que o hemisfério asiático, mas uma pessoa tem clientes que querem investir mais neste hemisfério (...) como a Wal-Mart. Também existem empresas que querem desenvolver uma perspetiva mais do tipo individual», explica.

No entanto, atuar no hemisfério ocidental não deixa de apresentar os seus desafios. Como exemplo, salienta-se o recente frio ártico que varreu toda a América do Norte, causando interrupções de energia – raras no Inverno – para algumas fiações da Carolina do Norte e do Sul, incluindo Frontier Spinning Mills e Burlington.

A questão de saber se esta tendência irá continuar a longo prazo tem causado reações diversas. «É um equilíbrio delicado», afirma David Sasso, vice-presidente de vendas da Buhler Quality Yarns. «É a política chinesa para o algodão, é a política comercial dos EUA, é o imposto sobre as sociedades e os acordos que podem ser estabelecidos com os governos e assim por diante. Existem muitos fatores que estão envolvidos em saber se uma pessoa é capaz de fazer negócios nos EUA, ou fazer negócios na China», justifica.

John Flanagan, presidente da Flanagan Trading Corp, é mais firme no seu parecer sobre as implicações a longo prazo desta tendência. Flanagan aponta os riscos envolvidos em fazer quaisquer alterações de investimento em grande escala. «[Os fabricantes] estão muito conscientes que têm de investir milhões e milhões à cabeça e, se alguém está a investir isso com base na ideia de que a China tem uma política económica com falhas, então essa pessoa pode perder [o investimento] assim que a China reconheça o seu erro e faça uma pequena mudança», refere.

Flanagan diz não ter visto «qualquer aumento real» na atividade têxtil nos EUA, embora, evidentemente, qualquer investimento demore anos para se transformar em fios e tecidos. No longo prazo, a sua visão é que a China continuará a ser o motor que impulsiona os têxteis e o vestuário ao nível mundial. «Eles têm o grupo de consumidores em mais rápido crescimento», sustenta Flanagan. «Nos EUA, temos um consumo têxtil muito maduro em comparação com o resto do mundo. Varia entre os 13,15 kg e os 16,33 a 16,78 kg per capita por ano. No entanto, se olharmos para a China, o seu consumo per capita está na ordem de um dígito. Isso diz-me que existe um enorme potencial para o crescimento da China e da Ásia em geral», esclarece.

Por enquanto, Flanagan acredita que os investimentos nos EUA serão feitos por empresários do Sudeste Asiático, Bangladesh e Paquistão, que são, segundo ele, «um pouco mais dispostos a assumir riscos. Mas isso é porque eles estão mais desesperados para gerar os lucros possíveis».

http://www.portugaltextil.com/tabid/63/xmmid/407/xmid/43272/xmview/...

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Respostas a este tópico

brasil só tem olhos para carro,,,,,,,,,,,,,

É o ocidente perdendo todo um know how que dominava.

Exportando empregos.

O Brasil já foi muito bom na industria textil.

e verdade........nos anos 80 minha mãe comprava muito da vicunha hoje nem sei se existe,,,,,,,mais,,,,,,

«O preço é muito sensível. Este hemisfério é mais caro do que o hemisfério asiático, mas uma pessoa tem clientes que querem investir mais neste hemisfério (...) como a Wal-Mart. Também existem empresas que querem desenvolver uma perspetiva mais do tipo individual», explica.

eu so conhecia hemisferio norte e hemisferio sul, conheço tambem continentes como o continente americano, europeu, asiatico........

BRASIL,PAÍS DOS BOLSISTAS ! DO SAMBA, DO CARNAVAL, DO FUTEBOL,DO FUNK ,DO COMDISMO E DO PT.

FALOU TUDO.... POREM AO QUE PARECE, É QUE ESTÁ COM OS OLHOS COM CATARATAS... POIS TODO ANO É 7, 3, 5 MIL FUNCIONÁRIOS DE MONTADORAS QUE PERDEM SEUS EMPREGOS.

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