Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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“Não tem como um vestido custar R$ 30, tem sangue pingando por ali”, diz Ronaldo Fraga

Ronaldo Fraga Fast Fashion
Agência Fotosite

As últimas tendências do mercado de moda mostram que a era do consumismo desenfreado deve chegar ao fim e que o slow fashion está ganhando cada vez mais adeptos. A moda mais devagar, que prevê o uso de roupas e marcas sustentáveis e dão destaque à qualidade em vez da quantidade, pode virar regra.

Ronaldo Fraga, um dos maiores estilistas do Brasil, há anos fala sobre como a moda como a conhecemos chegou ao fim, já em 2011 criando uma verdadeira polêmica ao decretar que ‘a moda acabou’. Agora, ele também explica o que pensa, sem rodeios, sobre as famigeradas marcas de fast fashion.

“O fast fashion de uma marca gringa pinga sangue. Não tem como um tênis custar R$ 30. Não tem como um vestido custar R$ 30. Tem sangue pingando por ali. Tem trabalho escravo. Não tem condição”, disse ao jornal Folha de S. Paulo.

O designer ainda explica que ressuscitar a moda brasileira como ela era antigamente é impossível. E o momento agora é de diversificação.

“Em tempos de crise, a moda te ensina a importância de mudar de rota o tempo inteiro. Ela tem essa parte que me fascina, que é a de ser o espelho do tempo. Nessa loucura que a gente tá vivendo, tem gente dizendo que a moda tá terrível hoje. Não tá, ela tá a cara do tempo”, completa. 

http://mdemulher.abril.com.br/moda/elle/o-fast-fashion-de-uma-marca...

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Respostas a este tópico

Só as marcas gringas? e o que a grifes brasileiras fazem escravizando os bolivianos pagando R$ 0,40 a peça? prática já usada até em polos de moda do estado do Rio.

E as grifes cheias de glamour que cobram R$5.000,00 por um vestido e pagam 3.500 para seu "diretor de marketing" que trafega na SPFW como se ganhasse milhões? 

E quando o dono da marca/estilita compra modelo feito por modelista a R$ 160,00, assina como se fosse seu e coloca no iguatemi por R$ 1.200,00?

Só as marcas gringas? sei....

Discordo completamente.

Esses termos politicamente corretos (e com objetivos nada corretos) distorcem a gramática e fazem os incautos acreditarem em algo que não existe.

Do dicionário: 

Escravo

substantivo masculino

1. Indivíduo que foi destituído da sua liberdade e que vive em absoluta sujeição a alguém que o trata como um bem explorável e negociável. = CATIVO


"escravo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/escravo [consultado em 04-08-2016].
Logo, se há pagamento por um bem, e se este foi produzido sem coação, não há escravidão.
E quem dita se os preços são altos ou baixos são as forças do mercado, baseadas na oferta, demanda e na valoração marginal de preços, ou princing power.
Se esta tecnologia (corte e costura) está difundida o suficiente ao ponto de permitir que um simples cidadão com poucos conhecimentos possa comprar seus equipamentos e produzir, é óbvio que os preços cairão até o ponto que tal atividade custe apenas o sustento de uma pessoa. A quem devemos isso? Ao próprio progresso do ser humano.
Há 20 anos uma máquina de costura profissional era privilégio de poucos. Hoje custa 1/10 do preço. 
A reclamação de empresários não tem nada a ver com o apreço ao bem estar dos bolivianos, chineses ou qualquer um desses trabalhadores, mas O SEU PRÓPRIO BOLSO. É duro aceitar que outros podem fazer o mesmo que você por metade do preço, e as alternativas são duas apenas: produzir coisas novas, ou chorar para que o governo imponha leis, barreiras de importação e todo tipo de coação comercial, que além de prejudicar milhões de pessoas, faz com que o país como um todo seja medíocre.
Diametralmente oposto a países com políticas protecionistas como o Brasil está a Suíça: moeda forte, zero tarifas de importação e mercado aberto a praticamente tudo. E são o povo mais rico do mundo.
Abraços,

Flavio Rocha Sou presidente da maior empresa de Moda do Brasil, a Riachuelo. Convido o Sr. Ronaldo Fraga para conhecer as nossas fábricas e entender como se produz uma peça de trinta reais em uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil. É preciso muita tecnologia, competência e economia de escala, e não sangue.

Helena Barbieri
Helena Barbieri · 15 amigos em comum
Ainda assim a receita é baixa qualidade (de matéria prima especialmente) e baixa remuneração para quem produz.
Abner Mendes
Abner Mendes com mais de 15 anos no ramo, acredito ser difícil um vestido de 30 reais ter uma qualidade razoável, não sou fã do Ronaldo Fraga, mas nessa estou com ele...
Elen Carla
Elen Carla Flávio então por que é comum encontrarmos peça mande in Bangladesh nas lojas da riachuelo? Não adianta lutarmos contra o trabalho escravo no Brasil e comprarmos peças de outros escravos.
Luiz Dos Santos
Luiz Dos Santos Parabéns Flávio. Tenho uma admiração pela a história das Lojas Riachuello
Marina Ferraz
Sarto Alencar
Sarto Alencar O pessoal ai que está achando impossível um vestido ter seu custo R$30,00, é o pessoal do varejinho, da produção caseira, da pequena fábrica, que por sinal, nada contra estão de parabéns também.Porém, eles não tem noção do que é uma produção em série e com as máquinas de ultima geração.O custo realmente cai, isso sem falar na compra da matéria prima que é infinitamente inferior aos que fazem pedidos de poucas peças.Isso na matéria prima e nos avios.Portanto, o custo de um vestido sair aos R$30,00 é sim possível.

HR Termocolante · 8 amigos em comum

É isso aí Flávio. Certíssimo.

Esses termos politicamente corretos (e com objetivos nada corretos) distorcem a gramática e fazem os incautos acreditarem em algo que não existe.

Do dicionário:

Escravo

substantivo masculino
1. Indivíduo que foi destituído da sua liberdade e que vive em absoluta sujeição a alguém que o trata como um bem explorável e negociável. = CATIVO

"escravo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/escravo [consultado em 04-08-2016].

Logo, se há pagamento por um bem, e se este foi produzido sem coação, não há escravidão. Se não é de graça, não é obrigado, logo trabalha por tal quantia quem estiver interessado.

Quem dita se os preços são altos ou baixos são as forças do mercado, baseadas na oferta, demanda e na valoração marginal de preços, ou princing power.

Se esta tecnologia (corte e costura) está difundida o suficiente ao ponto de permitir que um simples cidadão com poucos conhecimentos possa comprar seus equipamentos e produzir, é óbvio que os preços cairão até o ponto que tal atividade custe apenas o sustento de uma pessoa. A quem devemos isso? Ao próprio progresso do ser humano.

Há 20 anos uma máquina de costura profissional era privilégio de poucos. Hoje custa 1/10 do preço.

A reclamação de empresários não tem nada a ver com o apreço ao bem estar dos bolivianos, chineses ou qualquer um desses trabalhadores, mas O SEU PRÓPRIO BOLSO. É duro aceitar que outros podem fazer o mesmo que você por metade do preço, e as alternativas são duas apenas: produzir coisas novas, ou chorar para que o governo imponha leis, barreiras de importação e todo tipo de coação comercial, que além de prejudicar milhões de pessoas, faz com que o país como um todo seja medíocre.

Diametralmente oposto a países com políticas protecionistas como o Brasil está a Suíça: moeda forte, zero tarifas de importação e mercado aberto a praticamente tudo. E são o povo mais rico do mundo.
Abraços,



Livia disse:

Só as marcas gringas? e o que a grifes brasileiras fazem escravizando os bolivianos pagando R$ 0,40 a peça? prática já usada até em polos de moda do estado do Rio.

E as grifes cheias de glamour que cobram R$5.000,00 por um vestido e pagam 3.500 para seu "diretor de marketing" que trafega na SPFW como se ganhasse milhões? 

E quando o dono da marca/estilita compra modelo feito por modelista a R$ 160,00, assina como se fosse seu e coloca no iguatemi por R$ 1.200,00?

Só as marcas gringas? sei....

Adorei Livia, para um vestido sair por 30,00 há mal remuneração de funcionários sim, ja que a Riachuelo paga tipo 900,00 para alguns cargos dentro da loja, triste ganhar uma remuneração dessas, queria saber mesmo o salário das costureiras desta rede.

Também gostaria de saber.

A verdade é que estilista/administrador/proprietário de marcas que crescem e viram grifes de ponta são muito mal preparados!!! não delegam a administradores, centralizam tudo como se a marca ainda fosse como aquelas pequenas que o dono se vira em 1000 para dar conta, gerar empregos e pagar tributos altíssimos.

Gastam mais no marketing e na sua promoção pessoal do que em equipamentos para melhorar produção e reduzir custos. Ele vende a marca e se vende para fazer parcerias com loja de departamentos. Não é a toa que a identidade moda levou no bico os donos de grandes marcas brasileiras e fizeram "parcerias" a preço de banana derrotando as marcas. Cadê zoomp? Rosa chá? Isabela capetto? Fausen? falta de pé no chão e vontade de delegar.

Aqui mesmo em minha cidade, as fabricas fabricam camisetas , com uma qualidade incrivel, bordadas ou sublimadas, com precos que vao de 6,00 ha 8,00,  como eles conseguem nao sei, sei que eles vendem muito.

Quando o glamour da imagem própria do estilista quer se sobrepor a competência administrativa, ao avanço da tecnologia, a capacidade criativa onde o bonito não é obrigatoriamente o complexo, e principalmente a democratização da moda, que torne possível e acessível para todas às camadas sociais a possibilidade de se sentirem tão bonitas quanto, ou mais que a "socialite" que, por vaidade e prepotência diz: este meu vestido é um: "nome do estilista X ou Y" e que na verdade não está nem tão bonita, nem pagando a peça, e sim a marca. Quando isto acontece, vem mostrar o quanto a falta destes conhecimentos possibilita que alguém diga este tipo de afirmação, Sr. Fraga, conheça mais o que a "indústria de Confeccoes do Brasil" tem de bom, saia só um pouquinho do seu habitat natural, que verá como não é verdadeira a sua afirmação "sangüinária". Não generalize.
Talvez aceitando o convite do empresário Flavio Rocha, o sr mude o seu ponto de vista.
Tem sim; FAST FASHION, sem pingar sangue!

Comparar Brasil X Suíça, não dá, outros exemplos podem ser dados, mas não aquele país totalmente diferente do nosso em todos os sentidos.

Henrique Zucatelli disse:

Discordo completamente.

Esses termos politicamente corretos (e com objetivos nada corretos) distorcem a gramática e fazem os incautos acreditarem em algo que não existe.

Do dicionário: 

Escravo

substantivo masculino

1. Indivíduo que foi destituído da sua liberdade e que vive em absoluta sujeição a alguém que o trata como um bem explorável e negociável. = CATIVO


"escravo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/escravo [consultado em 04-08-2016].
Logo, se há pagamento por um bem, e se este foi produzido sem coação, não há escravidão.
E quem dita se os preços são altos ou baixos são as forças do mercado, baseadas na oferta, demanda e na valoração marginal de preços, ou princing power.
Se esta tecnologia (corte e costura) está difundida o suficiente ao ponto de permitir que um simples cidadão com poucos conhecimentos possa comprar seus equipamentos e produzir, é óbvio que os preços cairão até o ponto que tal atividade custe apenas o sustento de uma pessoa. A quem devemos isso? Ao próprio progresso do ser humano.
Há 20 anos uma máquina de costura profissional era privilégio de poucos. Hoje custa 1/10 do preço. 
A reclamação de empresários não tem nada a ver com o apreço ao bem estar dos bolivianos, chineses ou qualquer um desses trabalhadores, mas O SEU PRÓPRIO BOLSO. É duro aceitar que outros podem fazer o mesmo que você por metade do preço, e as alternativas são duas apenas: produzir coisas novas, ou chorar para que o governo imponha leis, barreiras de importação e todo tipo de coação comercial, que além de prejudicar milhões de pessoas, faz com que o país como um todo seja medíocre.
Diametralmente oposto a países com políticas protecionistas como o Brasil está a Suíça: moeda forte, zero tarifas de importação e mercado aberto a praticamente tudo. E são o povo mais rico do mundo.
Abraços,
O que este senhor é bom mesmo é em se autopromover, arrancar dinheiro do governo da paraiba, o segundo estado mais pobre do brasil, é o que? montar aquele circo com a história das sereias, arrancando dinheiro da prefeitura falida de joão pessoa é o que, os contratos milionarios com o antigo MDA, para fazer projetos sociais e nunca ter feito nada de concreto e continuo é o que? o que ele arrancou de dinheiro nos anos dois mil do governador cassio cunha lima, aquele corrupto que foi cassado, foi uma fabula, e quando chegaram no desfile para ver o algodão colorido, ele tinha feito forro de vestido e uma camiseta pra ele com a bandeira da paraiba para pousar com o governador, ele arranca dinheiro deste estado pobre a mais de dez anos, isto tambem é arrancar o sangue, é tirar a oportunidade de quem tem talento e nao chega la fora por falta de dinheiro publico, dinheiro este que é arrancado por ele, tem varias formas de sujar as maos e as deste ai nao estão nada limpas
É só comparar uma produção feita aqui no sul e uma feita no nordeste... e verás a diferença...
Outra coisa...900 reais é pouco, mas é melhor que não tem serviço....
Temos que cuidar mais com as críticas...

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