Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Por que ele fez a diferença no mundo empresarial ( José Alencar)

Por que ele fez a diferença no mundo empresarial

José Alencar, o hábil e simples self made man que criou um império têxtil de R$ 3 bilhões, foi o avalista da estabilidade econômica na eleição de Lula. No poder, defendeu o setor produtivo e reinventou a vice-presidência

Por Denize Bacoccina, Rodolfo Borges e Guilherme Queiroz

 

 Clique e ouça um resumo da reportagem

 

O empresário e ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva (1931-2011) nasceu pobre em Minas Gerais e, ao morrer, na semana passada, deixou como herança material um dos maiores impérios têxteis globais. 

Para ele, no entanto, seu grande sucesso no mundo dos negócios não foi a gigante Coteminas, mas a pequena A Queimadeira, empresa que fundou  aos 18 anos em Caratinga, na Zona da Mata mineira, quatro anos depois de ter deixado a casa paterna em Muriaé em busca de um bom emprego. 
 
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"Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política"
 
Com seu olhar peculiar, Alencar considerava a modesta loja de roupas e calçados como sua grande vitória comercial: em um ano, ele havia triplicado o valor do investimento. Essa notável simplicidade com que encarava o próprio sucesso o acompanhou por 79 anos até a  terça-feira 29, quando sucumbiu ao câncer e deixou ao País um legado de perseverança e coerência no campo empresarial e político. 
 
Como empresário, sua face mais vistosa é a Coteminas (Companhia de Tecidos Norte de Minas), fundada por ele, hoje uma das maiores companhias do setor têxtil no mundo. A Coteminas encabeça um grupo com fábricas no Brasil, nos Estados Unidos, na Argentina e no México, com faturamento de R$ 3 bilhões, 15 mil funcionários e dona de marcas como Santista, Artex e Calfat, além de participações no varejo com M.Martan. 
 
Como vice-presidente de 2003 a 2010,  Alencar fez história ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Num primeiro momento, foi o fiador da estabilidade econômica junto ao empresariado.
 

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Durante oito anos, foi uma espécie de “grilo falante” do governo federal, ao defender o setor produtivo e reclamar constantemente das altas taxas de juros praticadas pelo Banco Central. Sua voz fará falta ao Brasil. “Todo mundo fica bom depois de morto. Mas José Alencar era bom em vida”, disse Lula, aos prantos, na terça-feira 29, ao comentar a perda do amigo, durante viagem a Portugal.  
 
Uma das principais qualidades de Alencar era sua habilidade para negociar, o que o credenciava tanto para a área empresarial, como para a política. Os amigos contam histórias de um empresário correto e objetivo. 
 
“É um homem tão correto que, mesmo tendo militado tanto tempo na política, nunca nenhum adversário ousou atacá-lo”, disse o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, conterrâneo de Alencar. 
 
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Em outro empreendimento que teve ainda jovem, a loja de tecidos Wembley, Alencar foi procurado pelo empresário Charles Lotfi, que buscava um parceiro para entrar numa concorrência de roupa de cama para o hospital da Polícia Militar de Minas Gerais. Alencar se animou quando ouviu a forma de pagamento. 
 
“À vista. É toma lá, dá cá”, prometeu Lotfi, que graças ao preço “especialíssimo” de Alencar venceu a licitação. “Era muito franco e assertivo, mas inteligente e atencioso”, afirma Lotfi. “E, acima de tudo, fiel às amizades.”
 
O império que construiu, que, além das fábricas da Coteminas, inclui participações em usinas hidrelétricas, fazendas de gado e fábricas de cachaça, agora é comandado pelo filho mais novo, Josué Christiano Gomes da Silva. 
 
“Alencar era muito dedicado às empresas”, diz o professor Alexandre Figueira Rodrigues, diretor-geral do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil, principal órgão  formador de recursos humanos da cadeia têxtil nacional, que tem Alencar como patrono.
 
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Império: como empresário, Alencar tornou-se controlador de um dos maiores grupos téxteis do mundo,
a Spring Global, nome da antiga Coteminas, fundada por ele, com faturamento de R$ 3,1 bilhões e 15 mil funcionários
 
“Discutia detalhes desde a construção do prédio e a instalação das máquinas, além de acompanhar todo o processo produtivo.” Os amigos do seu tempo de maior dedicação aos negócios lembram-se  de Alencar como um batalhador. 
 
“Conheci o Alencar quando ele era dono de uma empresa que comprava resíduos da antiga América Fabril (que chegou a ser a maior tecelagem do País, mas faliu na década de 1960) para transformar em tecido e vender. Era um homem de hábitos muito simples, um batalhador”, lembra Fuad Mattar, presidente da Paramount Têxteis, um dos maiores lanifícios da América Latina. 
 
“Alencar é um exemplo para o setor têxtil nacional. É um menino pobre do interior de Minas que chegou a morar em corredor de hotel e se tornou um dos maiores empresários têxteis do planeta”, diz Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Graças a um trabalho árduo, ele criou a primeira indústria produtiva em Minas.”
 
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O caminho empresarial trilhado por Alencar tem uma trajetória de sucesso, mas não foi percorrido sem dificuldades ou percalços. O primeiro obstáculo foi a falta de mão de obra especializada para operar e manter os avançados teares suíços e japoneses que ele comprou – os melhores do mercado à sua época. 
 
Alencar encontrou a solução, contratando os melhores técnicos do mercado brasileiro e investindo em formação, em uma turma própria no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Apesar do esforço permanente para adquirir equipamentos modernos, a Coteminas não passou incólume à crise que abalou a indústria brasileira nos anos 1990, com a abertura do mercado. 
 
Foi o pior momento da empresa. Para superá-lo, a companhia ampliou sua capacidade de produção, aumentando as linhas de produtos e se internacionalizando. Enquanto boa parte do setor reclamava e esperava ajuda do governo, a Coteminas foi à luta. Em 1992, a empresa abriu o capital e vendeu metade das ações na bolsa. 
 
Com o dinheiro, fez os investimentos que precisava e  se diversificou, passando a produzir toalhas, lençóis e roupas de cama. Deu certo. Entre 1992 e 2004, a produção da Coteminas saltou de 15 mil toneladas para 170 mil toneladas de produtos têxteis e o faturamento aumentou 20 vezes, de US$ 35 milhões para US$ 700 milhões. 
 
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Homem de confiança: desde o começo, Alencar criticou os juros altos no Brasil. Mesmo assim,
ele manteve uma relação de amizade e se transformou no braço-direito do presidente Lula
 
Em 2006, fundiu-se com a americana Springs, líder mundial no setor de cama, mesa e banho e ficou com 50% do capital da nova empresa, batizada de Springs Global, uma gigante que no primeiro ano de atividade faturava US$ 2,4 bilhões. Mesmo com essa expansão, ela seguia a filosofia na qual Alencar fazia questão de sempre lembrar: “As empresas, mais do que paredes e máquinas, são feitas de pessoas.” 
 
Em meados dos anos 1990, o sindicato tentou por duas vezes organizar uma greve nas empresas, mas não conseguiu. Na conversa franca, Alencar convenceu os empregados a não parar.
 
Apesar de ter vocação política, Alencar demorou a exercer o primeiro cargo público. Ainda no comando da Coteminas, em 1994, candidatou-se ao governo de Minas Gerais. Não se elegeu, mas conquistou 641 mil votos – 10,7% do eleitorado – e a surpreendente terceira colocação no pleito. 
 
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Dali em diante, ganharia projeção como homem público. Em 1998, elegeu-se senador pelo PMDB, com 2,9 milhões de votos. No Senado, pautou sua atuação pela defesa dos interesses da indústria, chegando a ser escolhido presidente da Comissão de Infraestrutura, um cargo de prestígio, por analisar projetos importantes para o País, como grandes obras de geração de energia, estradas e portos. Licenciou-se do cargo para formar chapa com Lula nas eleições de 2002, pelo PL. 
 
Como vice-presidente, Alencar reinventou a liturgia do cargo. Com seu jeito ameno e a sutileza mineira, rompeu com o figurino de vices inexpressivos, fazendo-se ouvir com frequência. Mais empresário do que político, utilizou o prestígio do cargo para encampar bandeiras caras ao setor produtivo, que ajudara a se aproximar da candidatura de Lula. 
 
Num momento em que o ex-presidente ainda era visto com receio pelos empresários, Alencar foi um importante fiador da credibilidade da candidatura do petista. O atual presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, foi um dos primeiros a apoiar abertamente a dupla Lula-Alencar e logo no início da campanha de 2002 reuniu cerca de mil empresários mineiros para conhecer os candidatos. 
 
“Alencar teve a coragem de dar seu aval pessoal para uma candidatura da qual todos desconfiavam”, afirma Andrade. Foi ali, diz ele, que os empresários viram que era possível que o ex-sindicalista, dirigente de um partido de esquerda, pudesse ter objetivos idênticos aos deles para o País.  
 
“Todo mundo sabe que perdi muitas eleições. Eu tinha 30%, 32%, 34% dos votos e precisava encontrar o restante. Encontrei o restante no José Alencar”, disse Lula na terça-feira 29, ao lado da sucessora Dilma Rousseff, em Portugal (Lula recebeu o título de doutor honoris-causa da Universidade de Coimbra). 
 
Uma vez no cargo, Alencar não abandonou o discurso em prol do desenvolvimento e da produção. Ao contrário, usou a notoriedade da função – embora desprovido de poder real – para defender suas bandeiras. Reclamou muito das taxas de juros. E começou logo no início do governo. 
 
Num discurso inflamado para uma plateia de prefeitos, em abril de 2003, questionou a competência da autoridade monetária, que havia elevado a Selic ao nível de 26,5% ao ano, e criticou a política econômica do então ministro da Fazenda, Antônio Palocci. “Não podemos ficar à mercê desse pessoal que nos colocou no cabresto”, afirmou.
 
 Invariavelmente, tocava no assunto sempre que conversava com um jornalista. Dizia que não se conformava com os juros cobrados de quem decidia investir no País em vez de deixar o dinheiro rendendo no banco. Alencar reclamava publicamente, mas também queixava-se diretamente, sempre que tinha chance, ao ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. 
 
“Ele sempre concorda comigo, mas não faz”, disse uma vez Alencar, fazendo piada sobre como seus protestos, embora fossem respeitosamente ouvidos, não eram levados a sério. Em outros tempos, um vice-presidente que contestasse a política monetária do governo poderia abrir crises políticas e institucionais. 
 
Mas Alencar fazia suas críticas de forma tão clara e tão despidas de segundas intenções que elas ampliavam o debate econômico sem maiores sobressaltos – uma habilidade de poucos políticos no Brasil. Nem mesmo Meirelles sentia-se pressionado a deixar o cargo e, de vez em quando, recebia o vice-presidente para encontros informais com os diretores do BC. 
 
“Alencar foi a consciência crítica da sociedade no Poder Executivo federal e, ao mesmo tempo, um interlocutor do governo ante a população, as empresas, as entidades de classe e os sistemas produtivos”, diz  Paulo Skaf,  presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). 
 
Alencar era a voz dos empresários, mas não falava apenas por eles. Ele também dava ressonância a uma parte do governo que não podia se pronunciar com a mesma eloquência. O ex-vice-presidente também representava o pensamento do Ministério da Fazenda, pelo menos a partir de 2006, quando Guido Mantega assumiu o cargo. 
 
E, de certa forma, espelhava também a opinião do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, apesar de nunca envolver-se publicamente em discussões sobre a taxa de juros, no fundo concordava com os pleitos de Alencar por mais crescimento econômico. “A crítica que fez aos juros era feita por todos”, discorda Octaciano Nogueira, cientista político da Universidade de Brasília. 
 
“Não chegou nunca a avançar o sinal do governo.” Às vésperas da eleição de 2006, Lula chegou a procurar um novo vice. Mas manteve a chapa da eleição anterior. No segundo mandato, a relação entre os dois ficou ainda mais estreita.
 
Em oito anos como vice, exerceu a Presidência por um período equivalente a um ano e três meses. Por 15 meses, acumulou também o Ministério da Defesa. Resumiu assim sua atuação como chefe de Estado. “A função do vice é (ser) um substituto eventual do presidente. Uma coisa é substituto e outra coisa é sucessor. Nunca sucedi o presidente. Sempre o substituí.” Mas era prestigiado pelo presidente. 
 
“Ele sempre fala: ‘Alencar, você está na Presidência. O que você fizer eu assino embaixo’.” Se prolongou o sofrimento dos amigos e familiares de Alencar, o longo período de tratamento também contribuiu para que o vice-presidente se conformasse com a possibilidade de morrer. 
 
“Estou preparado para a morte como nunca estive nos últimos tempos. A morte para mim hoje seria um prêmio”, disse em setembro de 2009. “A doença me ensinou a ser mais humilde. ” Alencar disse que Deus foi generoso com ele. “Sempre fui um atrevido. Se não o fosse, não teria construído o que construí e não teria entrado na política”, completou. Com seu otimismo e perseverança, mais do que um político, Alencar foi um exemplo de vida.
 

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Respostas a este tópico

Desculpe pela minha ignorancia, mas o que ele fez para o setor textil ao lado do Lula?

FEZ MUITO.

PELA EMPRESA DELE, A COTEMINAS

CLAUDIO E.ROCHA disse:

Desculpe pela minha ignorancia, mas o que ele fez para o setor textil ao lado do Lula?

Perdoe-me,  mas a ignorância não é  jamais  para  ser perdoada. Convive-se  com ela,  compreende-se, tolera-se, ajuda-se   a  quem carrega  este fardo, frequentemente   até  o  túmulo, e que  nele  coloca um  epifácio:  "  Desculpem a minha  ingorância" que terá que carregar por  todavida. Bem..poderá  também  utilizar o google que ajuda até os  que não conseguem chupar um chicabom e  andar  ao  mesmo  termpo

 

O empresário e ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva, entre as muitas qualidades humanas, empresariais e políticas, recebeu homenagem que por si só, a mim bastaria:

"Professor Honoris Causa, concedido pelo Conselho Técnico Administrativo do Senai/Cetiqt, do Rio de Janeiro, em julho de 2003"

 

Precisa  sua  colocação. Alencar  foi  e  é  uma unanimidade no stor  têxtile no mundo empresaria. Estivesse ele  vivo  certamente não teria havido a brutal intervenção  no  CETQT. O atual interventor  não  entraria  na  Escola  nem para usar  o banheiro

Ingo Joachim Schymura disse:

 

O empresário e ex-vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva, entre as muitas qualidades humanas, empresariais e políticas, recebeu homenagem que por si só, a mim bastaria:

"Professor Honoris Causa, concedido pelo Conselho Técnico Administrativo do Senai/Cetiqt, do Rio de Janeiro, em julho de 2003"

 

O Vice-Presidente Jose de Alencar era um grande negociador, homem correto e cumpridor de sua palavra. Uma vez dada a sua palavra, ela era imutavel.

Mas o que mais me impressionou nele foi o seu altissimo QS (Quociente Social).

E isso num homem de sucesso eh infinitamente superior a um alto QI (Quociente Intelectual).

Sua memoria deve ser muito respeitada. Se nai pelo seu valor, pelo menos pelo fato de ele nao estar mais aqui para se defender, o que julgo desnecessario.

SdM

JOSÉ DE ALENCAR é um dos muitos homens certos, nos lugares certos e no tempo certo.

É inquestionável o que ele fez como empresário e como cidadão.

INFELIZMENTE, "rei morto, rei posto..."

A COTEMINAS, fruto do seu empreendedorismo e da sua garra, está em maus lençõis.... oooops Desculpem-me pelo trocadilho.

Ela pode reagir? Pode e, na minha opinião DEVE. Mas tudo depende da VONTADE DE MUDAR, principalmente dos aciionistas majoritários. Isto implica em mudança profunda na CULTURA DA EMPRESA, para começar...

Mas lamento que o nome do JOSE DE ALENCAR seja usado ciomo bandeira para um movimento surreal e reacionário de saudosistas do passado, ávidos pela proteção do Estado.  

 

 

Apoiado Jonathan: O culto a pessoas, o veneracao de seu sofrimento, a sua emptia com o povo sao virtudes pessoais do homem que jamais poderao ser atribuidas a ninguem - ainde que de genetica proxima. Isto e deploravel. Em caipires e confundir uma tomada eletrica com um FOCINHO DE PORCO! SdM

Jonatan Schmidt disse:

JOSÉ DE ALENCAR é um dos muitos homens certos, nos lugares certos e no tempo certo.

É inquestionável o que ele fez como empresário e como cidadão.

INFELIZMENTE, "rei morto, rei posto..."

A COTEMINAS, fruto do seu empreendedorismo e da sua garra, está em maus lençõis.... oooops Desculpem-me pelo trocadilho.

Ela pode reagir? Pode e, na minha opinião DEVE. Mas tudo depende da VONTADE DE MUDAR, principalmente dos aciionistas majoritários. Isto implica em mudança profunda na CULTURA DA EMPRESA, para começar...

Mas lamento que o nome do JOSE DE ALENCAR seja usado ciomo bandeira para um movimento surreal e reacionário de saudosistas do passado, ávidos pela proteção do Estado.  

 

 

Em   "maus lençóis"  ,  está  mesmo    é o mundo  ,   e não  só,  se  estiver  ( e  em que  aspectos estará),  a  Coteminas. Os  EUA  estão  em maus lençóis,  a  União  Européia  está em maus lençóis,   e  a China está em maus lençóis,  porque tem que  impor condições  sub-humanas  de seus  trabalhadores estando, se  acreditarmos  nos  relatos  de visitantes,   sempre  à  beira de  explosões  sociais. O  Brasil  está em "maus lençóis" ,  e estimo, que  não muito distante,  a situação  irá  agravar-se.  Nós,  brasileiros, não poderemos viver  só  de  cavar  a terra  e  exportar  essa  terra impregnada  de  minerais. O preço  das  commodities  está  caindo, e poderá  cair  mais ainda. No nosso meio o que não aconteceria , falo  do  setor  têxtil, o  único órgão capaz  de inovar  (  CETIQT) , e que  que  participou de um  plano em alto nível    do  governo  para o  setor, com  ampla  participação de  empresários, cientistas  e  educadores, não estaria  sob intervenção  brutal. O  CETIQT (  que desde a década de  40  interage  com os  EUA-NCSU) está  invadido  por um  analfabeto  na   área  têxtil,  e acima dele ,  no  CNI  está um  cara  acusado de enriquecimento  ilícito-  esse  é  nosso Brasil  de hoje. A entidades  patronais estão infiltradas  por pelegos e  incompetentes. Os verdadeiros empre3sários  estão na s  suas  repectivas  empresas. Soma-se  a  isso, alienação, omissão,  covardia, num  País que  aingiui  o  fundo  do poço  moral..  José  de  Alencar  foi um grande  amigo  do  CETIQTe  de nossa  indústria,um homem e importante  para o  Brasil.  -  vice-presidente, que ajudou a acalmar  os empresários  em relação ao  Lula. Um grande    homem

É louvável tudo que se falou do Sr. José de Alencar, com quem tive também alguns contatos e conheço um pouco da historia de sua vida empresarial que ele contava a todos que dele se aproximava em nossos Congressos Têxteis os quais, ele sempre participava. Não tenho dúvidas de sua valentia e capacidade de comando no mundo de negócios têxteis e politico, mesmo que, as vezes, mau acompanhado ! Mas Edison, eu creio que, indiretamente, ele e seus companheiros mineiros, são responsáveis pela colocação desse empresário Robson Andrade (que era amigo dele e de seu filho Josué), na Presidência do C.N.I.  O Sr. Robson Andrade, foi quem colocou o Sr. Marcos Fonseca, um ilustre desconhecido das Cadeia Têxtil, à frente do CETIQT e também quem escolheu os novos membros do Conselho de Administração de nossa velha Escola, que se não tomarmos uma atitude vai fechar. Portanto, não vamos misturar as coisas. Observe que na reportagem foi citado que O Sr. Robson, foi o primeiro empresário a reunir mais de 1.000 outros para apoiá-lo no apoio (infelizmente!) que deu ao Lula . Com interesse ou sem interesse não me interessa, não foi bom para o País e essa reportagem me parece ser matéria paga e não concordo que, acalmar os empresários em relação ao Lula tenha sido "UMA BOA ATITUDE", apesar dele ter sido um grande personagem brasileiro. 

SEM DUVIDA LUIZ: Materia paga foi. Eh o tal de ter o rgasmo usando de genitalia alheia. Sei exatamente onde isso quer chegar, mas nao comentei para nem dar ideia de por sombra na linda imagem de um bom homem,

Luiz Barbosa Lima disse:

É louvável tudo que se falou do Sr. José de Alencar, com quem tive também alguns contatos e conheço um pouco da historia de sua vida empresarial que ele contava a todos que dele se aproximava em nossos Congressos Têxteis os quais, ele sempre participava. Não tenho dúvidas de sua valentia e capacidade de comando no mundo de negócios têxteis e politico, mesmo que, as vezes, mau acompanhado ! Mas Edison, eu creio que, indiretamente, ele e seus companheiros mineiros, são responsáveis pela colocação desse empresário Robson Andrade (que era amigo dele e de seu filho Josué), na Presidência do C.N.I.  O Sr. Robson Andrade, foi quem colocou o Sr. Marcos Fonseca, um ilustre desconhecido das Cadeia Têxtil, à frente do CETIQT e também quem escolheu os novos membros do Conselho de Administração de nossa velha Escola, que se não tomarmos uma atitude vai fechar. Portanto, não vamos misturar as coisas. Observe que na reportagem foi citado que O Sr. Robson, foi o primeiro empresário a reunir mais de 1.000 outros para apoiá-lo no apoio (infelizmente!) que deu ao Lula . Com interesse ou sem interesse não me interessa, não foi bom para o País e essa reportagem me parece ser matéria paga e não concordo que, acalmar os empresários em relação ao Lula tenha sido "UMA BOA ATITUDE", apesar dele ter sido um grande personagem brasileiro. 

Minha intenção com o que eu  coloquei  aqui sobre  José  de Alencar  (  não sei se  outros  colocaram algo)  foi  ressaltar o exemplo de  um empresário   que  sempre  apoiou  a nós  técnicos  têxteis, e  por  extensão sempre apoiou o  CETIQT,  onde esteve,  já muito  doente, e  bem  perto de  sua  morte.  Quanto ao ao senhor  Robson Andrade  ,se  é quem penso,  o que  sei dele    é  estar  acusado (  não  estou dizendo ,  a priori, que  seja   culpado)  de  enriquecimento ilícito , o que hoje não causa surpresa  a ninguém. Do outro , o interventor,    nada entende  de têxtil,  sendo que nada se  sabe , a ningém foi  dito,  qual o propósito, de tantas e  apressadas demissões  a não  ser o  Maquivélico principio  de que  " o mal deve  ser  feito  rapidamente) . Como o diheiro  que  suporta  todas sinecuras no  Brasil  é nosso  o SENAI  não é  senzala  de nehum homem  , seja  ele político , ou  empresário fracassado que  compõe  a  maioria,  com  honrosas , mas  poucas  exceções. Inovação não se faz  com  truculênciaem  nehum Centro  de  ensino  e inovação, pricipal  ator na análise  e propostas feitas  pelo  CGEE para orientarem o  Ministério  nas  aus  políticas  de  Ciência e  Tecnologia. Quanto à política mineira  entendo  nada,  e meu interesse  é  extamente  zero quanto  à  este  aspecto. E nada entendendo dess  política mineira , fico  calado

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