Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Recuo na indústria deixa máquinas paradas no maior polo têxtil do país

Não tivess

Não tivesse pisado em um chão de fábrica quando ainda era criança e tomado gosto pela tecelagem, a concorrência chinesa e a desvalorização da moeda brasileira, que torna a compra de produtos de outros países ainda mais atrativa, já teriam feito Cleonice fechar a pequena fábrica que mantém em Americana, no interior de São Paulo. A cidade, que concentra o maior pólo da indústria têxtil do Brasil vê, em 2011, o setor - que chegou a representar mais de 80% do PIB do município décadas atrás - perder ainda mais força na economia regional.

A indústria foi o setor mais afetado pela perda de ritmo da economia .... Pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta terça-feira (6), o setor teve contração de 0,9% no período, na comparação com o trimestre anterior – o pior desempenho desde o primeiro trimestre de 2009, quando recuou 6,4%.

Odair e Cleonice Pistolato, donos da Cleonice Indústria Têxtil, em Americana (Foto: Anay Cury/G1)Odair e Cleonice Pistolato, donos da Cleonice Indústria Têxtil, em Americana (Foto: Anay Cury/G1)

Cleonice Pistolato, 55 anos, divide com o marido Odair a administração de uma indústria que produz tecidos de seda pura - uma das poucas em Americana – e, para conseguir manter seu negócio de pé, trabalha durante todos os dias da semana e não tem hora para ir embora.

Em 2011, com o aumento da entrada de produtos asiáticos e a redução da oferta de matéria-prima, a produção da empresa de Cleonice caiu de 10 mil para 8 mil metros por mês e a máquina mais moderna que possuía, capaz de produzir mais tecido em menos tempo, teve de ser desligada.

“A gente poderia estar produzindo bem mais. Até começamos a modernizar nossa produção, mas a importação acaba nos derrubando. A China põe muita seda no mercado. Antes, havia de quatro a cinco fornecedores de fios de seda. Hoje, por causa dessa concorrência com os chineses, só sobrou um. E o preço acabou ficando mais alto”, contou Cleonice, enquanto mostrava o funcionamento de sua fábrica, que conta com 14 máquinas elétricas de madeira fabricadas entre as décadas de 1940 e 1950 e operadas manualmente por cinco funcionários.

Os números da pequena empresa refletem a desaceleração vivida pelo setor. De acordo com o presidente do sindicato das indústrias do pólo de Americana (Sinditec), Fábio Beretta Rossi, o parque fabril da região tem hoje capacidade para fabricar 200 milhões de metros de tecido por mês, mas a produção das máquinas não passa dos 130 milhões.

“Quando houve aquela crise no início dos anos 90, a gente produzia uns 120, 110 milhões de metros de tecidos por mês. Quando chegamos em 2000, essa produção ficou em torno de 80. Daí, houve modernização, em torno de sete a oito anos de crescimento ininterrupto. Em 2005, chegamos a 160 milhões de metros. E agora nós estamos a 120, 130... está voltando ao patamar dos anos 90, e a tendência é de queda para o ano que vem, se nada for feito”, disse Rossi, prevendo que a produção fique perto de 100 mil metros por mês em 2012.

No Brasil, de janeiro a setembro deste ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a produção do setor têxtil acumula queda de 16,63% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Das 28 máquinas da Pazolin, em Americana, 12 estão paradas (Foto: Anay Cury/G1)Das 28 máquinas da Pazolin, em Americana, 12 estão paradas (Foto: Anay Cury/G1)

Na indústria de tecidos para decoração Pazolin, também em Americana, a produção recuou, fazendo o proprietário Jailson de Oliveira Fagundes avaliar 2011 como um dos piores anos para o setor. “Eu trabalhei o ano todo com, praticamente, 50%, 60% da minha capacidade. Das 28 máquinas da pequena indústria de Fagundes, que tem 22 funcionários, 12 estão paradas.

No final do ano, a demanda da Pazolin costuma crescer perto de 40%, “na pior das hipóteses”, segundo o dono. Porém, considerando o desempenho dos negócios ao longo do ano, Fagundes já prevê que 2011 fechará sem qualquer crescimento. Com isso, o reforço do quadro de funcionários, que chegava a 15% do total, as horas extras de trabalho e a bonificação oferecida nessa época foram cancelados.

Ao perder mercado para os produtos de fora, em especial para os chineses, que trazem ao mercado nacional tecidos e roupas prontas a preços mais baixos, muitas empresas, mesmo reduzindo sua produção, veem seus armazéns entupidos de tanto estoque sem destino. Antonio Pilotto, dono de uma fábrica de tecidos para decorações, cortinas, capas para sofás e até malhas, disse que há pouco tempo vendia 150 mil metros por mês de gorgurinho, por exemplo. Hoje, conta que não consegue vender nem 30 mil.

"Eu trabalhei o ano todo com, praticamente, 50%, 60% da minha capacidade", disse Jailson Fagundes (Foto: Anay Cury/G1)
"Eu trabalhei o ano todo com, praticamente, 50%,
60% da minha capacidade", disse Jailson
Fagundes (Foto: Anay Cury/G1)

“A indústria está vendendo em torno de seis meses por ano aquilo que seria suficiente para se sustentar. Nos outros seis anos, não consegue atingir essas vendas. Então, aquilo que se programa para você conseguir, de custo, não consegue nesses seis meses. A venda dos meses bons acaba pagando a falta de vendas nos meses ruins. Então, está muito difícil conseguir lucro.”

No galpão de sua empresa, há pilhas de tecidos coloridos, prontos, e Pilotto mal consegue passar nos corredores sem esbarrar nos rolos. “Está vendo tudo isso? São R$ 2 milhões parados. Não tenho mais onde colocar isso tudo, não tem tido saída. Se continuar desse jeito, no ano que vem, vou ter que parar de produzir”, disse.

Empregos
Demanda baixa, estoques altos e concorrência cada vez mais presente se traduzem em diminuição das contratações. A previsão do sindicato das indústrias é que o polo de Americana empregue, formalmente, 3.000 pessoas a menos em 2011, em relação a 2010, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Ministério do Trabalho.

De janeiro a outubro deste ano, somente no município de Americana, de acordo com o Caged, a indústria de transformação acumula corte de 328 vagas e, em 12 meses, de 844. Os números mostram que os setores de serviços, seguido pelo de comércio, concentram a maioria dos postos de trabalho abertos no período.

Considerando a indústria têxtil brasileira, que também tem em Santa Catarina um forte polo, de janeiro a outubro deste ano foram geradas 18 mil vagas de emprego, enquanto no mesmo período do ano passado, ficaram perto de 80 mil. No polo de Americana, além de não contratarem mais, muitas empresas tiveram de dar férias coletivas prolongadas ou até mesmo demitir durante o ano e 2011 em todo o Brasil. De acordo com dados do sindicato dos trabalhadores da região, até novembro, foram registradas 2.016 demissões.

Michel Pelissari, 21 anos, é um desses trabalhadores que perderam emprego devido ao mau momento vivido pelo setor. Ele trabalhou durante dois anos e quatro meses em uma indústria têxtil na região de Americana e há pouco menos de um mês teve de deixar o emprego. “Foi uma surpresa, eu me dava bem com todos os chefes. A dona gostava de mim. A gente imaginava que alguém seria demitido, mas não que seria eu. A dona me chamou e, chorando, disse que teria que me demitir e pediu perdão, mas falou que poderia me recontratar em fevereiro, se as coisas melhorassem”, contou o jovem, que agora estuda para trabalhar com informática.

Antonio Pilotto tem R$ 2 milhões de tecidos em estoque na sua fábrica, em Americana (Foto: Anay Cury/G1)Antonio Pilotto tem R$ 2 milhões de tecidos em
estoque na sua fábrica, em Americana (Foto:
Anay Cury/G1)

“Não demiti porque é política da empresa não demitir em final de ano, porque a perspectiva era melhorar. Então, a gente segurou. Mas na empresa de amigos nossos mandaram pelo menos um terço do quadro de funcionários embora”, afirmou Jailson Fagundes.

O presidente do sindicato que representa as empresas, Fábio Beretta Rossi também lembrou que a alternativa de algumas empresas, a demitir funcionários, foi ampliar as férias coletivas. “Nós temos notícia de que algumas fizeram [ampliação]. Em vez de serem, tipo, dez dias de férias, deram 20 dias.

A empresa de Antonio Pilotto, por exemplo, teria condições de contratar mais 20 funcionários, além do quadro que já possui. “Se fosse olhar hoje, eu poderia ter uns 70 funcionários, mas não chegamos a 50. Tenho capacidade e maquinário, mas isso não é suficiente.” De acordo com dados da Abit, o setor têxtil emprega 1,7 milhão de pessoas - 75% desse total são mulheres – e é considerado o segundo maior empregador da indústria de transformação. Também ocupa o segundo lugar entre os maiores geradores do primeiro emprego.

O ano de 2011 ainda não fechou, mas a estimativa é de que as indústrias que integram o polo de Americana registrem queda de 10% a 15% na comparação com o ano anterior. “Esses números são de pesquisas que nós fazemos com os empresários, não falamos de valor. Umas empresas estão operando com 50% do parque, outras já estão paradas. O ano já acabou para muitas”, contou o presidente do Sinditec.

A diminuição do ritmo de crescimento do setor também tem outros motivos além dos tão falados chineses. Para Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Abit, há outras variáveis que atravancam o avanço das indústrias têxteis. “Em princípio, o que de pior o setor enfrenta é tributação superior a de outros países emergentes, burocracia infernal, custo da logística, que é o dobro da dos EUA, taxa de juros elevada, subsídios à exportação na China e crise pela qual passa a Europa, por exemplo”.

Michel Pelissari trabalhou por mais de dois anos em uma indústria têxtil, mas foi demitido há pouco menos de um mês (Foto: Anay Cury/G1)Michel Pelissari trabalhou por mais de dois anos
em uma indústria têxtil, mas foi demitido há pouco
menos de um mês (Foto: Anay Cury/G1)

De acordo com dados da associação, de janeiro a outubro deste ano, o volume de exportações totalizou US$ 2,26 bilhões, alta de 24,40% sobre o mesmo período de 2010. Já quando se fala de importação, o crescimento foi maior, de 34%, passando de US$ 4,12 bilhões de janeiro a outubro de 2010 para US$ 5,52 bilhões no acumulado em 2011. Só da China, foram importados US$ 2,4 bilhões em 2011, contra US$ 1,75 bilhão em 2010.

O que fazer?
Diante de tantas barreiras ao crescimento do setor, que, em Americana, foi responsável por mais de 80% do PIB na década de 1990, e hoje representa 50% do PIB da região, outras alternativas encontradas por alguns empresários são cortar despesas, sem dispensar funcionários, e fazer empréstimos. Ainda que não sejam ideais, estão permitindo que as portas não sejam fechadas.

Para a Cleonice, só sobrevive no setor quem trabalha com equipe reduzida e reduz gastos dispensáveis. “Só não fechamos até agora porque trabalhamos de forma enxuta e com produto diferenciado. Se eu e o meu marido não trabalhássemos aqui, não teríamos condição de contratar mais duas pessoas e ainda ter algum lucro.”

Mesmo diferenciando a oferta dos produtos produzidos em sua indústria, Pilotto teve de fazer mais. “Prejuízo nós tivemos em 2008. Foi sério e estou pagando ele até agora. Agora, para poder tocar o barco, tivemos que entrar no banco, pagar no financiamento. Tem um que vou terminar de pagar em março, ainda de 2008. Quarenta parcelas de R$ 11 mil. Infelizmente precisamos de banco para trabalhar. Tenho R$ 200 mil de despesas fixas por ano. O mês em que eu não produzo, tenho que arrumar um jeito de pagar”, disse Pilotto.

Contra a situação enfrentada, o setor disse ter pedido ao governo que aja para impedir que a indústria têxtil perca mais espaço nos próximos anos. No último dia 25 de novembro, o ministro da Fazenda Guido Mantega, disse que o governo estudaria medidas para estimular a competitividade do setor... Na ocasião, o ministro disse que o sinal vermelho para o segmento havia sido aceso.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Americana, Luiz Carlos Martins, a desaceleração pela qual passa o setor têxtil teve menor impacto na economia de America porque , ao longo dos anos, houve diversificação das atividades na região, que deu lugar também aos setores de autopeças, de metalurgia, de tecnologia da informação e de serviços em geral. Hoje, o setor têxtil responde por um percentual que varia de 23% a 25% da economia do município.

Fonte:

Anay Cury Do G1, em Americana

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Respostas a este tópico

É evidente o descontentamento de todos!!! temos sim que chegar a deputados , senadores, ministros, presidente... etc...etc...mas lembre-se que ja temos as diversas entidades que nos representam......favor acessarem :  www.sinditec.com.br  

Acredito que todos podem enviar suas idéias e sugestões, seguramente serão avaliadas. Observem que temos tb a FRENTE PARLAMENTAR TEXTIL . Como todas estas entidades lutaram já há muito tempo atrás, e vem sempre desenvolvendo um trabalho contra a importação predatória, e ilegal.   Infelizmente não conseguiram pressionar o suficiente para que tivéssemos resultados positivos.

Acredito que poderíamos fazer uma caravana têxtil de pelo menos umas 1.000 pessoas....chegar em Brasília e ver no que dá. Não arredarmos o pé até termos resultados imediato benéfico para as empresas, pois afinal estamos lutando para nossa sobrevivência, queremos apenas um futuro promissor deste Brasil,.... queremos um Brasil melhor para as próximas gerações. Porém, se reunirmos diversos entidades, de todos os segmentos e de todos os estados, acredito que seguramente chegaríamos a 2.000 pessoas facilmente!!!! Ou vamos esperar que todos quebrem????

O quê acham??? Temos que realmente ""forçar"" esta situação que se torna insustentável a cada dia. Temos que fazer a nossa parte, já que o governo é devagar, deixa a economia  caminhar sozinha, são incapazes de administrar esta poderosa máquina , alegam apenas que a crise é mundial....vejam a nossa vizinha Argentina....está se industrializando paulatinamente.....e nós...????? Veja os exemplos que temos de Grécia, Itália, França Espanha,Portugal  Alemanha...as maiores economias foram sumariamente dizimadas  pelo China, e a nossa  por simples irresponsabilidade e incompetência de nosso governo em não conhecer, subestimar,  prever,   e saber avaliar riscos x benefícios de importação a esmo. Vejam novamente a reportagem acima do Sr Giussepe.....Tem toda a razão!!!!!

Em  minha opinião, chegamos a um ponto muito crítico,impossível permitir que continue assim!!!!!....e vejo que somente  resta   tomarmos posturas mais contundentes e radicais, para conseguirmos mudar o futuro desta nação, que a cada dia está empobrecendo e dando empregos na China. Chega de embolação e   tolerância!!!!!!! Chega de esperança em achar que no próximo mês vai melhorar!!! Chega de acreditar em falsas promessas deste governo oba-oba. Somente nos falta ATITUDE RADICAL E IMEDIATA. Até quando seremos omissos e coniventes ??????

Alguém se habilita a organizarmos algo????Sindicatos e outras entidades???

Adalberto

e-mail maxim_imp@terra.com.br

tel 19 9764 7960

ah...esqueci..desculpem.....VAMOS COMBATER OS IMPORTADORES SEJA QUEM FOR !!!!!!! DOA A QUEM DOER!!!!

ADALBERTO

Bom dia amigos do setor têxtil!!!!

 

Temos, neste blog, 8.138 membros. Se analisarmos a proposta (ou plano, como queiram) do nosso amigo Adalberto, creio que 1.000 pessoas é muito pouco (representa 12,29% de membros), visto que a maioria das pessoas estão indignadas com a situação do setor. Creio que teríamos que unir nossas forças de maneira que pudéssemos agregar, pelo menos, 80% dos membros (em torno de 6.500 membros) e cada um desses membros, convidar, pelo menos, mais 1 pessoa (no mínimo. dá pra conseguir mais pessoas) que não participam deste blog, mas que são do setor têxtil, o que daria uma aglomeração de, pelo menos, 13.000 pessoas indignadas com a situação. Então, todos unidos, marcaríamos um ponto de partida (creio que São Paulo seria um bom ponto de partida, visto que temos muitas pessoas de outros estados - ou qualquer outra cidade), chamaríamos os principais meios de comunicação (TV, Rádio, Jornais) para cobrir este levante (ou como queiram), e partiríamos para Brasília em caravana (carros, vans e ônibus. menos de avião, para que se tenha um tempo, ou alguns dias de cobertura de toda a rede de comunicação nacional até chegarmos à Brasília), em data combinada, com ponto específicos (ou estratégicos) de paradas.

Meus amigos, pode até ser utopia, mas já imagino a concentração e a cobertura de todas as redes de comunicação de nosso país (e porque não dizer de todas as partes do mundo), obrigando nossos governantes a olharmos com mais cuidado para o setor.

Faríamos uma caravana organizada, e não uma baderna, dando motivos para dizerem que somos, somente, um bando de baderneiros e anarquistas.

Levaríamos barracas e acamparíamos na frente do Palácio do Planalto, ou na Praça dos 3 Poderes (ou em qualeur outro lugar estratégico).

Vale salientar que teríamos que nomear alguns líderes e, nesse caso, sugiro que o Sr. Erivaldo encabeçasse este grupo, juntamente com outros que ele escolhesse e, não presidentes de sindicatos algum que, até agora só vieram com balelas e nada fizeram de concreto.

Poderíamos organizar começar, organizando uma lista aqui no blog para ver o comprometimento de todos e, após, marcarmos uma data.

Meus amigos, resumindo: minha idéia é basicamente esta. Peço que analisem, de maneira que façamos, todos, um brainstorming (tempestade de idéias) e cheguemos à um denominador comum.

Resta dizer que, da minha parte, farei de tudo para que isso aconteça.

 

Abraços e um ótimo dia à todos!!!

Não adianta ficar ouvindo/falando que o Ministro precisa acordar. Enquanto os industriários não agirem de forma chocante (não violenta) ninguém ouvirá.

O setor sofre unido mas, não luta unido. Não adianta ficar esperando a ABIT fazer por todos. É necessário maior ação de todo o Têxtil (Fiação e Tecelagem, Tinturarias). Sou trabalhador do setor e a primeira empresa em que trabalhei por nove bons anos não conseguiu superar a alta dos preços de matéria-prima e concorrência chinesa.

Se a 2ª maior indústria geradora de empregos não gritar mais alto, nunca seremos ouvidos e o Têxtil em poucos anos não existirá mais no Brasil.

Vinícius.

edson...excelente!!!!

nao acredito que chegariamos a este nº entretanto temos outros setores, ( neste caso sim superaríamos este nº );pois podemos afirmar seguramente que toda a cadeia produtiva foi afetada ,independente de segmento/setor.

è  necessario, a participação de sindicatos, pois muito tem feito....vc tb mora em Americana, e deve acompanhar o trabalho ( muito antigo ) do SINDITEC....desde o fechamento da Anhanguera....etc...etc...Nao subestimando as gestões anteriores, vejo que a atual gestão tem feito e muito!!! um fator preocupante , é que uma parte do empresariado esta comprometida, visto que optaram em importar e muitos acabaram por desativar seus equipamentos!!!!....sinceramente estes empresarios eu nao acredito muito, pois alegam que é para se manter no mercado que se torna necessario a importação.....buscam ""equilibrio de preços""..... afinal o governo nada fez e quem tinha cx automaticamente tentou aumentar seus lucros, é óbvio!!!

o importante é ver agora é tomar uma  ATITUDE .

Quem  se habilita?????? e marcarmos uma data. acredito que Erivaldo tb pode dar um pontapé inicial neste blog.

vou estar em Americana nesta 5ª e 6ª feira...se possivel vamos conversar pessoalmente

meus dados :

maxim_imp@terra.com.br

tel 019 9764 7960

 

sds/adalberto



Edson Machado da Silva disse:

Bom dia amigos do setor têxtil!!!!

 

Temos, neste blog, 8.138 membros. Se analisarmos a proposta (ou plano, como queiram) do nosso amigo Adalberto, creio que 1.000 pessoas é muito pouco (representa 12,29% de membros), visto que a maioria das pessoas estão indignadas com a situação do setor. Creio que teríamos que unir nossas forças de maneira que pudéssemos agregar, pelo menos, 80% dos membros (em torno de 6.500 membros) e cada um desses membros, convidar, pelo menos, mais 1 pessoa (no mínimo. dá pra conseguir mais pessoas) que não participam deste blog, mas que são do setor têxtil, o que daria uma aglomeração de, pelo menos, 13.000 pessoas indignadas com a situação. Então, todos unidos, marcaríamos um ponto de partida (creio que São Paulo seria um bom ponto de partida, visto que temos muitas pessoas de outros estados - ou qualquer outra cidade), chamaríamos os principais meios de comunicação (TV, Rádio, Jornais) para cobrir este levante (ou como queiram), e partiríamos para Brasília em caravana (carros, vans e ônibus. menos de avião, para que se tenha um tempo, ou alguns dias de cobertura de toda a rede de comunicação nacional até chegarmos à Brasília), em data combinada, com ponto específicos (ou estratégicos) de paradas.

Meus amigos, pode até ser utopia, mas já imagino a concentração e a cobertura de todas as redes de comunicação de nosso país (e porque não dizer de todas as partes do mundo), obrigando nossos governantes a olharmos com mais cuidado para o setor.

Faríamos uma caravana organizada, e não uma baderna, dando motivos para dizerem que somos, somente, um bando de baderneiros e anarquistas.

Levaríamos barracas e acamparíamos na frente do Palácio do Planalto, ou na Praça dos 3 Poderes (ou em qualeur outro lugar estratégico).

Vale salientar que teríamos que nomear alguns líderes e, nesse caso, sugiro que o Sr. Erivaldo encabeçasse este grupo, juntamente com outros que ele escolhesse e, não presidentes de sindicatos algum que, até agora só vieram com balelas e nada fizeram de concreto.

Poderíamos organizar começar, organizando uma lista aqui no blog para ver o comprometimento de todos e, após, marcarmos uma data.

Meus amigos, resumindo: minha idéia é basicamente esta. Peço que analisem, de maneira que façamos, todos, um brainstorming (tempestade de idéias) e cheguemos à um denominador comum.

Resta dizer que, da minha parte, farei de tudo para que isso aconteça.

 

Abraços e um ótimo dia à todos!!!

Prezado Adalberto,

 

estou à Sua disposição para quando quiser, porém, infelizmente, não estou em Americana no momento. Estou no nordeste, visitando clientes.

Abaixo, segue meus dados para contato:

 

getempretex@gmail.com

(19) 9199-8556

 

Abraços.

 

Edson Machado

adalberto oliveira martins filho disse:

edson...excelente!!!!

nao acredito que chegariamos a este nº entretanto temos outros setores, ( neste caso sim superaríamos este nº );pois podemos afirmar seguramente que toda a cadeia produtiva foi afetada ,independente de segmento/setor.

è  necessario, a participação de sindicatos, pois muito tem feito....vc tb mora em Americana, e deve acompanhar o trabalho ( muito antigo ) do SINDITEC....desde o fechamento da Anhanguera....etc...etc...Nao subestimando as gestões anteriores, vejo que a atual gestão tem feito e muito!!! um fator preocupante , é que uma parte do empresariado esta comprometida, visto que optaram em importar e muitos acabaram por desativar seus equipamentos!!!!....sinceramente estes empresarios eu nao acredito muito, pois alegam que é para se manter no mercado que se torna necessario a importação.....buscam ""equilibrio de preços""..... afinal o governo nada fez e quem tinha cx automaticamente tentou aumentar seus lucros, é óbvio!!!

o importante é ver agora é tomar uma  ATITUDE .

Quem  se habilita?????? e marcarmos uma data. acredito que Erivaldo tb pode dar um pontapé inicial neste blog.

vou estar em Americana nesta 5ª e 6ª feira...se possivel vamos conversar pessoalmente

meus dados :

maxim_imp@terra.com.br

tel 019 9764 7960

 

sds/adalberto



Edson Machado da Silva disse:

Bom dia amigos do setor têxtil!!!!

 

Temos, neste blog, 8.138 membros. Se analisarmos a proposta (ou plano, como queiram) do nosso amigo Adalberto, creio que 1.000 pessoas é muito pouco (representa 12,29% de membros), visto que a maioria das pessoas estão indignadas com a situação do setor. Creio que teríamos que unir nossas forças de maneira que pudéssemos agregar, pelo menos, 80% dos membros (em torno de 6.500 membros) e cada um desses membros, convidar, pelo menos, mais 1 pessoa (no mínimo. dá pra conseguir mais pessoas) que não participam deste blog, mas que são do setor têxtil, o que daria uma aglomeração de, pelo menos, 13.000 pessoas indignadas com a situação. Então, todos unidos, marcaríamos um ponto de partida (creio que São Paulo seria um bom ponto de partida, visto que temos muitas pessoas de outros estados - ou qualquer outra cidade), chamaríamos os principais meios de comunicação (TV, Rádio, Jornais) para cobrir este levante (ou como queiram), e partiríamos para Brasília em caravana (carros, vans e ônibus. menos de avião, para que se tenha um tempo, ou alguns dias de cobertura de toda a rede de comunicação nacional até chegarmos à Brasília), em data combinada, com ponto específicos (ou estratégicos) de paradas.

Meus amigos, pode até ser utopia, mas já imagino a concentração e a cobertura de todas as redes de comunicação de nosso país (e porque não dizer de todas as partes do mundo), obrigando nossos governantes a olharmos com mais cuidado para o setor.

Faríamos uma caravana organizada, e não uma baderna, dando motivos para dizerem que somos, somente, um bando de baderneiros e anarquistas.

Levaríamos barracas e acamparíamos na frente do Palácio do Planalto, ou na Praça dos 3 Poderes (ou em qualeur outro lugar estratégico).

Vale salientar que teríamos que nomear alguns líderes e, nesse caso, sugiro que o Sr. Erivaldo encabeçasse este grupo, juntamente com outros que ele escolhesse e, não presidentes de sindicatos algum que, até agora só vieram com balelas e nada fizeram de concreto.

Poderíamos organizar começar, organizando uma lista aqui no blog para ver o comprometimento de todos e, após, marcarmos uma data.

Meus amigos, resumindo: minha idéia é basicamente esta. Peço que analisem, de maneira que façamos, todos, um brainstorming (tempestade de idéias) e cheguemos à um denominador comum.

Resta dizer que, da minha parte, farei de tudo para que isso aconteça.

 

Abraços e um ótimo dia à todos!!!

Quero começar o meu post provocando todo mundo:

Provérbio chinês: "Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos".

 

Abaixo um comentário colocado por alguém no podcast Café Brasil de Luciano Pires (http://www.podcastcafebrasil.com.br/podcasts/272-ding-ling).

Não coloco o crédito porque não há informação sobre o cidadão que o postou (apenas o pseudo "aLx"). Vale a pena ler, quem sabe alguém de Franca possa confirmar que a "história da indústria do calçado" da cidade é essa mesma. Vamos lá: 

 

"... antes de me mudar para São Paulo, vivi por quase 20 anos em Franca, interior paulista. Como muitos devem saber, Franca é a capital do calçado e foi duramente atingida por dois movimentos. A migração das fábricas para o Nordeste e a invasão chinesa.

Em meados dos anos 90, ainda antes da mudança das fábricas para o Nordeste, vários gerentes de produção das grandes fábricas de calçados foram assediados por fabricantes chineses.

As propostas eram indecentes! Salários em dólar. Valor muito acima da média nacional. E o mais incrível: não precisavam se preocupar com o idioma, pois teriam disponível um intérprete em tempo integral.

Pois lá se foram os gerentes babando pelos seus dólares e por uma vida que jamais conseguiriam aqui no Brasil.

Chegaram à China e encontraram um parque industrial muito mal estruturado. As fábricas eram rudimentares e a metodologia de trabalho, péssima. 

Começaram a treinar suas equipes para que trabalhassem de forma parecida com o que faziam em Franca. Em um ano os resultados começaram a aparecer. Os intérpretes transmitiam as instruções aos operários, que, como todo bom oriental, se esmeravam em fazer o seu melhor. 

Desta forma, a metodologia de trabalho brasileira foi facilmente integrada ao parque industrial que havia levado os nossos gerentes. 

Aí vem a surpresa. 

Depois de perceber que estas fábricas já haviam aprendido o "jeito brasileiro" de trabalhar, estes gerentes começaram a ser dispensados de suas funções. Eles foram substituídos por seus intérpretes. 

E assim, vários gerentes que viram a possibilidade de uma vida nova na China, acabaram voltando para a velha vida no Brasil. Evidente que com a dificuldade de se recolocar em um mercado de trabalho que eles haviam deixado para trás e com concorrentes muito mais capacitados para enfrentar."

 

 

Confesso que às vezes vejo comentários aqui que me deixam perplexo. Apesar de tudo o que está ocorrendo com a cadeia têxtil e de confecções, ainda assim parecem defender a China e seus preços baixos.

Não percebem que as INDÚSTRIAS BRASILEIRAS não competem com as INDÚSTRIAS CHINESAS.

Não! As indústrias brasileiras (e de outros países) competem com algo muito diferente. Competem contra o ESTADO CHINÊS. Competem contra o GOVERNO CHINÊS.

Um estado que financia e subsidia seu parque industrial, um governo ditador comunista que oprime e subtrai de seu povo os mais elementares direitos individuais.

Há uma expressão que diz que "governos democráticos custam caros demais". Não deveria, mas é a realidade. Olhe os déficits de todas as grandes e avançadas (inclusive tecnologicamente) economias. É não é papo de analista econômico nem "história da carochinha" como alguém postou recentemente.

Muitos tratam as questões econômicas como se tudo fosse apenas preço baixo. A ciência econômica vai muito além disso. Tem como objetivo maior trazer bem estar para a sociedade como um todo. 

Para estes, pergunto:

- Qual o valor da liberdade de expressão?

- Qual o valor da liberdade de ir e vir?

- Qual o valor de decidir quantos filhos quer ter?... e etc.

Alguns deles têm preço? Pergunte aos chineses, quem sabe eles possam responder.

Recentemente participei de um evento para empresários brasileiros com representantes do governo de uma região da Flórida (EUA). Vieram ao Brasil para tentar atrair investidores brasileiros que queiram abrir empresa e criar novos empregos lá. Oferecem vários benefícios (green card, inclusive). Confessaram-nos que em alguns locais o índice de desemprego chega a 27%, mesmo sendo pessoas altamente qualificadas. Estão sofrendo duramente com o desemprego.

É isso que queremos aqui ???

Vale ter um monte de coisas "balatinhas" e ver um monte de gente desempregada sem acesso a elas???

E mais: Quando destruírem todo nosso parque industrial os preços continuarão pequenos??? Aposto que não! Certamente os comunas saberão usar o lado duro do capitalismo selvagem: "Sou um dos poucos que tem e quero tanto. Vai pagar???".

Jamais pregaria e concordaria que deveríamos nos fechar para o mundo, muito pelo contrário. Temos que usar a concorrência externa para nos aperfeiçoar, saber como outros estão fazendo as coisas e procurar melhorar continuamente, sem contudo abrir mão do que é o interesse nacional.

A China faz exatamente isso! Cuida rigorosamente do seus próprios interesses. Dúvida??? Vá lá com uma mala cheia de dinheiro e tente abrir uma empresa com 100% do capital controlado por você, achando que vai deitar e rolar e depois responda-me o que ocorreu.

Desafio qualquer um a provar que é possível atualmente concorrer contra o governo chinês. Não com blá blá blá, mas com números corretamente levantados e que demonstrem financeiramente exatamente o que ocorre lá e cá.

A globalização saudável não é esta que está acontecendo. É injusto comparar democracias com ditaduras, porque sabemos muitos bem como estas últimas são construídas. Sadam e Gaddafi são bons (ou melhor, péssimos) exemplos, ou seja, “...tudo para o rei e os poucos amigos do rei, para o povo as migalhas”.

Francamente, espero que o governo brasileiro entenda o segmento industrial (cadeia têxtil inclusa) como algo importante para e economia do país, e assim sendo, adote medidas que de fato permita uma concorrência mais justa.

Se isso não ocorrer muito rapidamente, seremos mais uma cadeia a ser extinta.

Sou um pequenino industrial e amo o que faço. Sofri (e ainda sofro muito) por cada funcionário que deixei de ter nesse ano. Perdi capital pessoal tentando não desligá-los. Tenho a leveza de perceber que todos eles, ainda que sofrendo também, entenderam que me esforcei para que não ocorresse.

Ainda assim tenho capacidade para mudar, para fazer outra coisa na vida, pois sou apenas um menino de 45 anos.

Apenas temo muito pelo que estaremos plantando e o que colheremos lá na frente enquanto nação.

Em tempo: Também estou engajado e vou onde for para fazer coro com os brasileiros que defendem nossa cadeia têxtil.

 

 

Baro....a situação é identica para todos os setores....os que demandam mais mao de obra são os mais sofridos, no caso do textil.

por favor, vamos começar a movimentar urgente e termos UNIÃO  para atingir nossos objetivos.  todos sabemos que vai sobrar ""pepinos"" para empregadores e empregados.....o governo nada fará, portanto somente com uma ampla movimentação que haja participação inclusive da sociedade é que poderemos mudar o futuro. E tem que ser muito rapida!!!!

sds/adalberto 

Senhores técnicos e engenheiros têxteis e administradores especialistas. Isentos de paixão, reflitam: É com este parque que pretendemos fazer frente a invasão Chinesa? É a partir destas máquinas e destas empresas que vamos cerrar fileiras pedindo protecionismo? O parque têxtil Chines que visitei não possuía máquinas de madeira e o leiaute era bem diferente das fotos desta reportagem. Para onde foi o capital obtido nos anos de 200 milhões de metros/mes, que não foi aproveitado para modernizar este parque? Provavelmente para as chácaras de Vinhedo, apartamentos de Moema ou para as Hylux que fazem racha na Anhanguera nos fins de semana...

Caro Tadeu, 

Por favor, não fique com alusões ou acusações injustas, e acima de tudo não seja estúpido se pautando por "provavelmentes". Aponte! Diga quem fez ou faz isso. Dê "nome aos bois". Se a maioria faz isso é certo que você terá um monte de nomes pra nos contar.

Você certamente foi à China só pensando em dinheiro e se esquece de que todo aquele parque moderno foi construído em sua maioria por um governo ditador e comunista e não por investidores privados tal como ocorre nas economias democráticas.

Qual a origem do capital que investiu em todo aquele parque industrial? Como foi conseguido?

Você não enxerga que lutamos, não contra empresas chinesas, mas contra o estado chines, com seus dumpings, triangulações, descaminhos e etc. Isto por si só já é uma aberração.

Lutamos contra importações ilegais, contra entradas irregulares de produtos sem pagar qualquer imposto (leu matéria sobre a ação de apenas 3 dias no aeroporto do Galeão?) 

Afinal, diga-me: Você apoiaria que o Brasil adotasse todo o modelo chinês de nação???

Você deixa claramente exposto em seu comentário que pouco se importa com seu país. O que importa é o seu bolso.

Desculpe-me. Pesquise mais. Levante melhor os dados e aprenda a avaliá-los. Estude mais antes de escrever bobagens.

E melhor. Se você for bom mesmo, traga um monte de máquinas modernas da China e produza no Brasil, com todos os custos trabalhistas e tributários, com câmbio valorizado e tudo mais.

Não tem dinheiro para isso? Pois não. Dirija-se a um banco e faça isso através de empréstimos.

Mostre-nos que você é um pessoa dinâmica e visionária, muito diferente dos empresários daqui, afinal se todos os empresários daqui são tão ruins assim, eis aí uma oportunidade incrível.

Mostre que você é capaz de fazer diferente e melhor que todos os empresários nacionais (que segundo você só sabem gastar com porcarias).

Apesar de pequenino confeccionista, investi em máquinas eletrônicas e em sistemas de gestão e de modelagem de última geração e ainda assim não consigo competir porque simplesmente é impossível competir com os preços praticados na China. E a razão para mim são muito claras. Os números mostram isso claramente. São cálculos financeiros e não blá blá blá.

Agora, se você não é capaz de provar o que acusa ou isso parte de uma minoria, por favor, não se paute por alusões ou acusações infundadas como se a maioria fizesse isso.

Desculpe-me mas não dá para ler comentários sem pé nem cabeça e ficar calado. Paciência tem limites.



Tadeu Bastos Gonçalves disse:

Senhores técnicos e engenheiros têxteis e administradores especialistas. Isentos de paixão, reflitam: É com este parque que pretendemos fazer frente a invasão Chinesa? É a partir destas máquinas e destas empresas que vamos cerrar fileiras pedindo protecionismo? O parque têxtil Chines que visitei não possuía máquinas de madeira e o leiaute era bem diferente das fotos desta reportagem. Para onde foi o capital obtido nos anos de 200 milhões de metros/mes, que não foi aproveitado para modernizar este parque? Provavelmente para as chácaras de Vinhedo, apartamentos de Moema ou para as Hylux que fazem racha na Anhanguera nos fins de semana...
Sr. Edson
Minha intenção ao escrever o comentário é trazer outras linhas de raciocínio que possam contribuir para a melhoria da rentabilidade deste importante segmento econômico. Por sua foto, posso deduzir que minha experiência e contribuição na atividade Têxtil remonta a algo muito próximo a sua idade, mas, não desejo polarizar aqui questões pessoais. Passei do momento de realizar um investimento pessoal; limito-me a propiciar a empresários empreendedores brasileiros, a transferência do conhecimento adquirido ao longo dos 42 anos de trabalho exclusivamente na indústria têxtil e de confecções a serem competitivos e, graças a Deus e aos sistemas e processos implantados, possuo um portfólio de clientes que recuperaram a lucratividade e a competitividade em menos de um cada para cada caso, agindo simultaneamente em duas vertentes em que nosso segmento é muito pobre: profissionalismo e planejamento.
De resto, sem nomes, neste mesmo tempo assisti centenas de "falências" (aqui mesmo neste blog a meses atras foi montada uma relação só de têxteis) onde em muitas delas os herdeiros ou sócios estão muito bem de vida. O cartório de registro de imóveis de Vinhedo pode fornecer os proprietários da região.
Acompanhei a desmontagem do parque fabril de calçados de Franca na década de 90 e visitei a cidade várias vezes década passada, e lá estive este ano. Franca só cresceu, ao mesmo tempo que várias cidades do Ceará também cresceram por estarem lá as fábricas saídas de Franca, mas mantidas em Franca suas unidades de pesquisa e desenvolvimento de produto, além do comando operacional e comercial. Franca está deixando de ser industrial para aumentar o setor de serviços. Isto é capitalismo. Capitalismo saudável, q

Caro Tadeu,

Penso sempre que devemos ter cuidado com generalizações.

Sempre haverá empresários desonestos que usam o resultado de seu negócio para outras atividades que não a modernização de sua empresa, mas quanto % isso significa do todo?

Às vezes surgem as tais "lendas urbanas". Sabe aquela coisa de uma pessoa saber que um determinado empresário tomou empréstimo em banco para investir em máquina mas comprou um carro zero?

Pois é. Às vezes é um mil, mas corre na boca das pessoas como se a maioria fizesse isso.

Vim do setor financeiro, inclusive fui auditor por muitos anos, e sei o quanto o Banco Central é rigoroso em relação ao setor financeiro. Ainda assim ocorrem problemas? Claro que ocorrem, mas são minoria, não o contrário.

Certo dia perguntei ao experiente gerente de um outro banco (BB) se esse tipo de boato na região ou em relação ao segmento era uma "lenda" ou era um fato. Ele respondeu que não era verdade. A grande maioria dos empréstimos nascem com o próprio equipamento vinculado ao contrato e o pagamento é feito normalmente ao fornecedor do bem. Está claro que bancos não "rasgam dinheiro".

Creio que você é muito mais experiente que eu no segmento e na idade, pois tenho 45 anos de idade, quase o mesmo tempo de sua experiência no setor.

É uma grande oportunidade para você usar sua enorme experiência para contribuir positivamente. Cuidado com "informações genéricas" (ou deformações) que às vezes soam como levianas, ainda que não tenha sido a sua intenção.

Acredito que temos que olhar as coisas boas de outros países, inclusive da China, para melhorarmos nosso ambiente de negócios.

Estou certo de que temos muito o que avançar em nosso país, temos enormes deficiências, mas não podemos comparar com o que é incomparável.

Estados de direitos democráticos são muito diferentes de ditaduras. Não se compara.

O que a China está fazendo é ilegal, é imoral. Usam de uma estratégia conhecida como "gafanhoto" que é destruir concorrentes sem importar qual o meio utilizado. Manipulam vergonhosamente sua moeda para tornar seus produtos ainda mais baratos, não obstante a todos os outros meios que não condizem com estados democráticos e de respeito aos direitos humanos elementares.

Temos que lutar até o fim. Se realmente nossos governantes virarem as costas para o nosso setor e demonstrarem que não se importam conosco, paciência. Vamos fazer outra coisa na vida.

Os investimentos que fizemos são exatamente para trabalharmos com produtos premium, de maior valor agregado. Mas não olho só para minha empresa. Preocupo-me com os milhares de pequenos negócios que trabalham com produtos de menor valor, haja vista que a grande maioria da população brasileira tem poder aquisitivo reduzido. O produto premium é para um nicho de mercado relativamente limitado e pequeno.

Não foi minha intenção ser grosseiro.

Apenas acho que devemos colocar nosso querido Brasil sempre em primeiro lugar. É nosso chão. É nossa pátria. É aqui que a maioria de nossos filhos viverão.

Cordiais saudações.

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