Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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A marca se pronunciou oficialmente com um comunicado em suas redes sociais, além de lamentar imensamente o ocorrido, iniciou uma parceria com o fórum de empresas e direitos LGBTI+ adicionando sua participação ao pacto global.

A Lojas Renner reforçou seu engajamento com a comunidade LGBTI+, após lamentável episódio de agressão homofóbica, ocorrido no último  Dia dos Namorados, dentro da filial do shopping Pátio Brasil, no Plano Piloto (DF).

O caso teve enorme repercussão nas redes sociais, depois da vítima, Vinícius Gama Furtado, ter compartilhado, através do seu Instagram, vídeo sobre o ocorrido.

Foto de Vinícius Gama a vítima da agressão homofóbica
Fonte: Instagram

Entenda o episódio de agressão homofóbica

 

Agressões verbais

 

Com o propósito de denunciar e não deixar impune, Vinícius Gama, postou vídeo com relatos, um dia após o ocorrido, quando ele e seu marido estavam dentro da loja olhando algumas roupas, e um homem, acompanhado de sua esposa, passou a observá-los, a fim de  fazer piadas ofensivas:  “Isso é roupa de viado….”.

Vinícius então se direcionou ao homem e disse: “Eu sou viado e não uso esse tipo de roupa. Tenha mais respeito com as pessoas e com o ambiente que você está!”, explicou.

De acordo com seu relato, bastou apenas este comentário, para que se iniciasse uma série de agressões físicas e morais: ”Ele começou a vir com impropérios para cima de mim. Ele pegou roupas na arara com cabide e tudo  arremessou no meu rosto”, disse.

O homem não satisfeito continuou a agressão física indo para cima de Vinícius : “Ele veio me empurrar e querer me peitar”. O marido da vítima tentou separar a situação, pois mesmo havendo um segurança no local, assistindo todo o episódio, ele não se manifestou de início: “Em todo o momento, o segurança vendo tudo, se omitiu, enquanto as pessoas da loja, já estavam cientes do que estava acontecendo”, conta.

O segurança da Renner só se manifestou, mediante a cobrança dessas pessoas para com o agressor. Porém, o chocante, é que o mesmo resolveu defender o lado do agressor e não o da vítima.

Vinícius conta que se exaltou um pouco, mas não agrediu o homem de volta: “Eu me exaltei, mas em nenhum momento parti pra cima dele”, assumiu. “Eu não revidei para me manter na razão”, conclui.

Conta ainda, que o homem passou a ameaçá-lo por estar gravando todo o ocorrido:  “Ele começou a falar que eu não sabia quem ele era, que não sabia com quem eu estava me metendo, que eu iria me dar muito mal se eu continuasse gravando”.

 

Agressões Física

 

O agressor se afastou e voltou logo em seguida acusando Vinicius de o ter machucado: “Olha o que você fez no meu braço, eu vou quebrar você”.  Foi quando ele voltou enfurecido, esbarrou no segurança que novamente não faz nada, e deu um tapa em seu rosto, como pode ver no vídeo a seguir.

Segundo Vinicius, o tapa foi tão forte,  que quase fez com que desmaiasse, seu marido resolveu então empurrá-lo. Neste momento o segurança finalmente resolveu intervir, não contendo o agressor, mas sim, segurando o marido de Vinicius. “Eu posso apanhar dentro da loja e meu marido não pode segurar o agressor, eu tenho que apanhar dentro das lojas Renner”, concluiu.

Ainda dentro da loja, a esposa do agressor procurou Vinicius para conversar, e ele o acusou de querer agredi-la. Um policial que também estava no local, fora do seu horário de trabalho, disse para Vinicius que ele é quem estava errado e que o mesmo deveria ir embora.

O marido da vítima ligou para a polícia durante o ato, logo, o agressor percebeu e foi embora, sem que nenhum segurança da lojas Renner ou do shopping Pátio Brasil impedissem sua fuga.

Veja o vídeo completo do relato de Vinicius sobre o caso:

 

Os desdobramentos da agressão homofóbica

 

Ao sair da Renner, Vinicius procurou uma delegacia, onde prestou ocorrência e fez exame de corpo de delito.

Após o ocorrido e com o boletim de ocorrência, Vinicius Gama também procurou a Delegacia Especial de Repressão aos crimes por discriminação racial, religiosa, por orientação sexual ou contra a pessoa idosa ou com deficiência (Decrin).

https://www.fashionbubbles.com/noticias/agressao-homofobica/

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Respostas a este tópico

Que Mundo é este? Ou melhor dizendo: no que se transformamos este Mundo?
Eu farei 67 anos nesta quarta-feira. É que na metade do século passado as coisas visíveis eram extremamente claras (Não estou julgando e nem o farei).

Hoje, de fato, o "obscurantismo" do século passado ganhou holofotes midiáticos e ostracismo de "estranhos" e/ou "diferentes" transformou-se num eloquente discurso apenas por estar e assumir ser!
Que besteira... é uma questão de ponto de vista...

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