Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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“A indústria têxtil é acomodada”, diz Oskar Metsavaht

Fonte:|chic.ig.com.br|
Maíra Goldschmidt

A terça-feira foi agitada para o setor têxtil. Diretores e diversos representantes da área se reuniram para debater a moda brasileira. Enquanto a estilista Alessandra Migani declarou se sentir culpada por comprar tecidos chineses – já que são mais baratos do que os nacionais –, coube ao diretor da Osklen responsabilizar a indústria pela falta de opção. "A indústria têxtil é acomodada, só está preocupada em soluções a curto prazo. Fica contente em vender para C&A e Renner, por exemplo", falou o estilista durante a mesa redonda “Moda brasileira e negócios mundiais” promovida pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), ontem (28.07), em São Paulo.

Além dos dois designers, estavam presentes Fernando Pimentel, diretor superintendente da Abit; Marco Aurélio Lobo, gestor da área de moda da APEX-Brasil; João Luiz Pereira, presidente da Associação Brasileira de Técnicos Têxteis; Maurício Borges, diretor de negócios da APEX-Brasil; Rafael Cervone, diretor do Texbrasil; Vicente Moliterno, diretor de negócios jeanswear da Santista Têxtil; Alfredo Bonduki, diretor da Bonfio; Fernando Cunha, sócio-diretor do showroom Clube de Estilo; Cristiano Buerguer, diretor de marketing da Tecnoblu, e Beatriz Dockhorn, diretora da marca de roupa de ginástica Bia Brazil.

Para Oskar, "falta alinhamento entre a produção da fibra e as marcas. Nunca me chamaram para desenvolver um projeto desde o início". João Luiz Pereira, da ABTT, justificou que valorizar as confecções é uma das prioridades da casa, assim, cria-se um “um centro competitivo” (com o mercado externo).

O dono da Osklen também reclamou que não há um trabalho organizado de relações públicas capaz de fortalecer a "marca Brasil" no exterior. A saída, segundo ele, é estabelecer o país como referência em desenvolvimento sustentável e criatividade. "Na França a 'marca' é o glamour; na Itália, é o ben fatto. Aqui, é o lugar do sustentável que, para mim, é o novo luxo".

Para finalizar, Oskar descarta a possibilidade de apresentar suas coleções em semanas internacionais - a Osklen tem lojas em Tóquio, Madri, Nova York, Lisboa e Roma. "Desfilar lá fora sem showroom ou marca estruturada é galanteio. Para meu ego seria ótimo; preferiria até Paris, mas tudo tem seu tempo", disse.


Maíra Goldschmidt

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