Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Alta do Algodão e do Petróleo Reduzirá Produção Têxtil na Região de Americana

Fonte: jornal TodoDia - Americana/SP  - Impacto pode chegar a 20% no primeiro trimestre; teares estão parados.

A produção da cadeia têxtil na região de Americana deve reduzir entre 15 a 20% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O motivo é o aumento de preços das matérias primas básicas usadas na indústria têxtil, como o algodão e os produtos derivados do petróleo para a fabricação de fios sintéticos. Alguns teares estão parados. As malharias e tecelagens começaram a repassar o aumento de custos. O consumidor passa a sentir no bolso os efeitos disso.

As roupas importadas da China já estão, em média, 11% mais caras e o tecido, 20%, se comparado com as importações de fevereiro de 2010. Já no mercado nacional, a coleção de inverno, que chega agora às vitrines, deverá apresentar aumento entre 10% e 20%. Os dados são do Sinditêxtil ( Sindicato das Indústrias Têxteis do Estado de São Paulo).

No primeiro trimestre de 2010, as tecelagens da região de Americana produziram 64,25 mil toneladas, as fiações, 19 mil toneladas, e as malharias, 3 mil toneladas. Agora, a expectativa é de queda de até 20%. Levantamento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) mostra que a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro do algodão em caroço, no atacado, acumula taxa de 170,56%, a mais forte em 11 anos, neste tipo de comparação.

" Com a disparada do aumento do algodão para a produção de fibras naturais, o setor regional passou a misturar a matéria prima com viscose e poliéster, a partir de outubro passado, buscando a redução de custos", disse o presidente do Sinditêxtil, Alfredo Emílio Bonduky. Americana, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré são responsáveis por 25% da produção nacional de tecidos planos de fibras artificiais (como a viscose) e sintéticas (como o poliéster).

Com a maior demanda, o preço das matérias primas básicas para a produção dessas fibras químicas também subiram. Com os confrontos na Líbia, o terceiro maior produtor africano, o preço do barril de petróleo aumenta a cada dia. " No final de 2010, o barril custava US$ 80 e está próximo agora de US$ 120 ", disse Bonduky. Os fios de poliéster são fabricados a partir, basicamente, de dois derivados de petróleo, o paraxileno (PX) e o monoetilenoglicol (MEG). " Esse produtos subiram entre 50% e 60% ". Segundo ele, os preços das malhas e dos tecidos subiram em todos os mercados internacionais, inclusive na China.

O preço em dólar, segundo Bonduky, acaba por impactar menos o mercado brasileiro do que está impactando nos países asiáticos, pois o Brasil está com a moeda nacional valorizada. " Por outro lado, as importações chinesas conseguem ainda chegar mais baratas ao País do que os produtos brasileiros ", avaliou. " Diante do aumento de custos, as empresas da região de Americana pararam alguns teares, até para que possam ter capital de giro ".   

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Comentário de Fernando Bio em 25 março 2011 às 17:37
A crise começou lá atrás nas fiações e agora chegou pesado também nas Tinturarias. Se não acontecer nada de diferente teremos muitas demissões no setor. É uma pena!! 
Comentário de Farneis Berberian em 25 março 2011 às 12:25
Parece haver uma conjunção de fatores a contribuir para uma maior utilização de fios feitos a partir de garrafas PET recicladas.

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