Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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As inovações futuristas para a Copa de 2014

Fonte:|resellerweb.com.br|
Gilberto Pavoni Jr.

Será que em 2014 teremos uma bola com chip para avisar quando ela ultrapassa a linha do gol? Será que veremos esta e outras tecnologias?


Tecnologia e futebol nunca entraram em campo muito entrosados. Já estamos no século 21 e as mesmas discussões que causavam furor em uma mesa de bar na Copa de 1930 ainda continuam a pontuar as conversas apaixonadas sobre o jogo mais popular do planeta. Foi gol? Foi penalti? Foi impedimento? O juiz não viu ou fez que não viu? Há quem diga que reside aí a graça do futebol. O jogo perde a graça sem ter o que papear com amigos no dia seguinte. Mas, para outros, uma disputa mais justa e sem interferências nos resultados deixaria o esporte ainda mais emocionante.

Na história das Copas, o fato mais famoso sobre arbitragem que muda o destino de um jogo é a final do torneio de 1966, na Inglaterra. A partida envolveu a seleção anfitriã e a Alemanha Ocidental. Quando o placar assinalava 2x2 e a prorrogação se mostrava ainda mais disputada que o tempo normal, o inglês Geoff Hurst deu um potente chute que bateu no travessão e fez a bola quicar em velocidade estonteante logo abaixo. O juiz suíço Gottfried Dienst validou o gol. Mais de quatro décadas após o lance, ainda se discute se a bola entrou ou não. A mídia que transmitia o evento não pôde confirmar. Os fotogramas mostravam a bola instantes antes e depois de bater no chão.

Em 2005, um ano antes do mundial da Alemanha, a Cairos Technologies e a Adidas criaram uma bola com chip que evitaria tais confusões como as da Copa de 1966. O artefato envia um sinal ao juiz toda vez que ultrapassa a linha do gol. Contudo, a novidade foi recusada. O secretário-geral da FIFA na época, Urs Linsi, chegou a dizer que a tecnologia era interessante, mas levaria tempo até que se acostumasse a tal desenvolvimento tecnológico em jogos de futebol.

Em 2008, em reunião da International Board, que regula as regras do futebol profissional, a entidade decidiu banir a bola com chip de vez, preferindo discutir a colocação de mais árbitros na linha de fundo. Pode ser que o assunto volte até 2014. A Hawkeye Innovations, uma empresa que se dedica a este tipo de tecnologia para tênis e cricket, tem mostrado interesse no mercado de futebol.

Mas, se a bola com chip foi chutada pra escanteio e espera a reposição no jogo dos interesses, outras tecnologias podem começar a fazer parte da rotina do futebol até 2014. Sempre, é claro, levando-se em conta o conservadorismo da FIFA em relação à disputa dentro do campo.

As tecnologias devem evoluir mais ao redor do jogo do que no jogo em si. Um exemplo é o uso de ressonância magnética para evitar fraudes na idade de jogadores. Os aparelhos de Magnetic Resonance Imaging (MRI) serão testados no mundial sub 17, em outubro, na Nigéria.

Futuro do futebol

Esqueçam o replay para lances polêmicos. Embora o estudo Future of Footbal Report 2008, conduzido pela Future Laboratory a pedido da empresa de telefonia Orange, indique um campo lotado de sensores para ajudar a definir impedimentos, faltas e gols, o mais provável é que em 2014 o futebol seja muito parecido com o que vemos hoje.

O que não estará diante de nossos olhos é o que pode ser a grande revolução tecnológica do futebol até a Copa no Brasil. Olhe, por exemplo, para a chuteira Nike Vapor V Flywire. A tecnologia envolvida na sua criação ultrapassa um simples microchip numa bola ou um punhado de equipamentos num estádio. O produto, eleito um dos mais inovadores pelo site especializado www.footy-boots.com, foi criado para evitar desperdício de material na manufatura e evitar desgastes mesmo nos pés.

É apenas uma ideia do que poderemos ver em 2014. Há anos, a aproximação entre indústria têxtil e tecnologia tem ensaiado grandes momentos. A nanotecnologia começa a fazer parte desse setor, mas o que isso pode gerar até a Copa do Brasil é quase uma incógnita. O mínimo a se pensar é em uniformes inteligentes, que eliminam o calor e o suor. Mas há tantos avanços neste ramo que qualquer imaginação voa longe.

A Philips tem um tecido que pode emitir pequenos sinais luminosos e virar algo parecido com uma tela de TV ambulante. A novidade se chama Lumalive e já foi testada em eventos de moda. O estudo da Orange chega a citar a transformação que a publicidade terá em uniformes com soluções deste tipo. Em um mundo onde quase tudo virou mídia, quem inovar sai na frente.

As descobertas Projeto Genoma também devem fazer mais parte do dia a dia de atletas, encurtando o tempo de recuperação por lesões. Os avanços em nutrição também devem melhorar o desempenho de atletas. São desenvolvimentos que só são possíveis devido à imensa infraestrutura de TI que companhias farmacêuticas e de saúde possuem e continuam aprimorando.

Mas nada deve se comparar com a transformação que a tecnologia proporcionada ao se assistir o espetáculo. O estudo Future of Footbal indica isso. Ao entrar no estádio, o celular do torcedor pode virar uma câmera com imagens exclusivas do jogo. Um serviço prestado pela operadora local. O aparelho também pode servir de link direto com a lanchonete do estádio para pedidos.

Outras inovações tecnológicas de apoio ao evento devem ser decorrência do que vimos nas últimas Copas. A da França, em 1998, foi a primeira a ter transmissão digital em larga escala. Em 2014, pelas exigências da FIFA, isto será obrigatório. Já na Alemanha, em 2006, o mundo ficou conhecendo a convergência entre celulares e TV. Algo que deve ser também comum no Brasil. A melhoria destas tecnologias devemser o caminho mais seguro para a Copa de 2014, muito embora as televisões já começam a discutir 3D e holografias.

A única tecnologia que não está em qualquer estudo desenvolvido - e que muito torcedor gostaria de ver - é um botão para apagar técnico ruim e jogador pipoqueiro. Mas quem sabe não nos dão esta facilidade um dia!

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