É comum ouvirmos mulheres preocupadas em exercer bem seus papéis de mulher, filha, mãe, esposa e profissional. Mas você já viu um homem preocupado com tudo isso?
É comum vermos mulheres trocarem de emprego e até mesmo de carreira porque o trabalho lhes toma as noites e/ou os fins de semana, ou exige que viajem frequentemente e o marido não gosta disso. Mas você já viu algum homem fazer o mesmo?
Dificilmente. Isso porque um homem que trabalha até tarde é visto como “dedicado”, mas a mulher é vista como “egoísta”.
As mulheres ocupam 23% dos cargos de alta gestão no Brasil, três pontos percentuais a menos que em 2012, de acordo com o International Business Report 2013, da consultoria Grant Thornton. Por quê?
Talvez porque um homem com atitude de liderança é visto como “líder” e uma mulher com a mesma atitude é vista como “mandona”.
As mulheres estudam mais, 63% dos diplomas de graduação no Brasil são conquistados por mulheres e 37% são conquistados por homens. E ainda assim se sentem inseguras?
Talvez porque um homem que fale bem e seja persuasivo é valorizado como “convincente” e uma mulher agindo da mesma forma é chamada de “convencida”.
Porque um homem bem vestido no trabalho é impecável; já uma mulher assim é considerada vaidosa e aparecida.
Difícil não se sentir insegura em uma sociedade assim, não é mesmo?
Como se não bastasse tudo isso, segundo o Ibope, 36% das mulheres brasileiras são chefes de família. E ainda assim elas ganham salários menores que eles, mesmo quando executam exatamente a mesma função.
Para viver em nossa sociedade e, principalmente, para sobreviver no mercado de trabalho, as mulheres são estimuladas a viver em uma constante busca pela perfeição, o que gera uma autocobrança excessiva, é frustrante e estressante.
Mas se, em vez de focarmos no que estamos perdendo ou não conseguindo, focarmos no que estamos efetivamente conquistando, se aceitarmos nossas imperfeições e as dos outros, zelarmos por nossas fragilidades, e se utilizarmos nossas competências de maneira potencializada, poderemos construir um jornada mais produtiva, leve e feliz. Sem competições homem x mulher ou mulher x mulher, mas de maneira colaborativa, compreendendo as diferenças e valorizando os pontos fortes de cada um.
Dia 8 de março é o Dia Internacional da Mulher e 30 de abril é o Dia Nacional da Mulher.
A moda é o setor que mais emprega mulheres no Brasil. Cabe a nós a força de redesenhar o papel da mulher do século 21, com competência, feminilidade e coragem para enfrentar nossos medos.
Angela Valiera é fashion career counselor/coaching de carreiras em moda, designer de inovação e novos mercados do Carreira Fashion – empresa de RH especializada em moda – e coordenadora da escola online EnModa.
angela@carreirafashion.com.br
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