Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Fonte:|ocnnoticias.blogspot.com|
Renato César Ribeiro

Feira de têxteis de Blumenau comemora 10 anos com presença de estrelas nacionais e importantes expositores da região. As marcas locais Lunender, Malwee, Elian, Mannes, Marlan, Bugaloo (BGO), Altenburg, Buettner, Dohler, Hering e Lepper se destacaram entre os 200 expositores.


O stand da Lunender estava abarrotado de gente no final de tarde da quinta-feira, 14 de maio, penúltimo dia da Texfair 2009, Feira Internacional da Indústria Têxtil, na Vila Germânica em Blumenau. O alvoroço era grande, centenas de fãs se exprimiam à espera da atriz global Cláudia Raia, garota-propaganda da Lunender, de Guaramirim. A chegada da estrela estava marcada para as 16 horas, mas, devido aos atrasos do vôo, já passava das 17h e nada dela.

De repente, todos se viram para um lado só, os flashs começam a pipocar de várias máquinas digitais amadoras, os câmeras das redes de televisão posicionam seus apetrechos e os fotógrafos profissionais disparam fotos sem parar. Essa é a chegada triunfal da sempre elegante Cláudia Raia. Com passos firmes e brilhando com um largo sorriso, a atriz destoa com sua beleza acompanhada de seguranças fortes e altos.

Ela é graciosa, dá atenção a todos na medida do possível e agüenta com tranquilidade as duas horas de autógrafos e fotos de fãs. Ouvem-se vários elogios vindos da multidão. Ela agradece a todos. Uma voz masculina pede: “Cláudia, casa comigo?”. Sem perder a pose, a atriz responde: “Não posso! Já sou casada”. Em meio ao turbilhão, flashs e todo o alvoroço que uma presença como a dela causa, Cláudia Raia teve um tempinho para responder a algumas perguntas da redação da Revista Nossa.

Entrevista Cláudia Raia

Revista Nossa: O que você acha de tanta comoção ao seu redor?

Claudia Raia: Que delícia! Que carinho gostoso! A nossa profissão a gente trabalha com o sonho, com a emoção. É tão gostoso quando você consegue emocionar as pessoas. Há tanto tempo que eu entro na casa dessas pessoas sem pedir licença, eu sinto que elas têm uma identidade comigo. Isso é muito gostoso. Eu gosto de fazer muitos trabalhos que são ao vivo, onde eu encontre com as pessoas. Para mim, isso é muito importante. Esse é o verdadeiro aplauso do artista.

RN: Você saiu da novela “A Favorita” recentemente e o que você está preparando agora?

CR: Estou preparando um musical que vou levar pelo Brasil, para lugares inusitados. Eu vou ao encontro de pessoas que não conseguem ver esse tipo de projeto no Rio de Janeiro e em São Paulo. Eu quero ir até essas pessoas, mas não a teatros exatamente. Eu quero ir a galpões, praças públicas, a lugares que as pessoas acham que eu não iria. Eu vou encontrar essa tribo, essas pessoas que geralmente não vão ao teatro. Eu quero mostrar o meu trabalho musical a elas.

RN: Faz tempo que você não faz musicais?

CR: Eu fiz “Sweet Charity” que foi dois anos atrás.

RN: O que você acha de cinema? Do cinema brasileiro?

CR: Maravilha. Eu fiz agora uma participação pequena no “Os Normais”. Acho que o cinema nacional está crescendo e crescendo e é isso aí. É para lá que tem que ir mesmo.

RN: Como você cuida da sua imagem? O que faz, o que não faz, ou deixa de fazer?

CR: Em geral, eu faço tudo que tenho vontade de fazer. Só tem algumas coisinhas: Não ir ao shopping center aos sábados, por exemplo, não ir à praia aos domingos... Coisas que você se preserva um pouquinho, mas dá para fazer tudo.

RN: Você é uma artista exemplo...

CR: Obrigada.

RN: Ao contrário de outras que bebem e não dão um bom exemplo, como a cantora Amy Winehouse. O que você diria para as pessoas em relação à vida?

CR: Eu diria para as pessoas se cuidarem melhor, terem carinho com si próprias. Acho que dá para fazer tudo, dá para se divertir, se quiser, dá beber um pouco – por um acaso, eu não bebo... Tudo com moderação, cuidando da saúde. E o mais importante de tudo: sendo feliz, porque isso não tem preço.



Expositores da região marcaram a Texfair 2009

A Malwee estava presente com suas três marcas: Malwee, Carinhoso e Zig Zig Zaa. O gerente de marketing Wilmar Raboch mencionou que a empresa participa da Texfair desde sua primeira edição. A novidade na feira desse ano é a incorporação da brasilidade nos lançamentos primavera-verão. “Fazemos uma pesquisa mundial contínua e, desta vez, decidimos adaptar a questão Brasil com todas as suas regiões”, explica Raboch.

No evento, a Malwee não estava vendendo roupas, apenas apresentando a coleção. Além disso, a empresa disponibilizava traslados de Blumenau a Jaraguá do Sul para visitar a fábrica. A linha intitulada Braço Brasil é carregada de símbolos, ícones de brasilidade, como a calçada de Copacabana e a cerâmica marajoara.

A Elian, sediada em Jaraguá do Sul, destacou a campanha “eu quero ser criança”. “Queremos trazer para o mundo das crianças as brincadeiras de nossos pais. Nada de eletrônico”, revela Edna Maria Felipe, da coordenação de marketing. Por isso, as roupas são confortáveis, para o dia-a-dia. Não são vestimentas como “mini-adulto”. As imagens trazem brincadeiras como cabo de guerra e esconde-esconde. A marca adulta da Elian é a E-way, que foi reposicionada assinada “estilo você”.

A Marlan, de Guaramirim, tinha o objetivo de divulgar a marca. “Viemos para consolidar a marca. A Marlan acompanha seus clientes desde os primeiros passos até a pessoa se tornar adulta”, expõe Isa Póvoas, responsável pelo marketing da empresa.

Alexandre Vaz, diretor da Mannes, de Guaramirim, afirmou que sua empresa entrou na Texfair para mostrar a nova coleção de travesseiros, de visco elástico, 100% látex. Antes, eles só trabalhavam com colchões. “Agora trouxemos a tecnologia líder de mercado da Mannes para os travesseiros”, diz.

Bom para alguns, ruim para outros

Para a indústria de roupas, o que mais foi dito era que as edições anteriores da Texfair tiveram melhores resultados. Apesar da presença de ícones como Claudia Raia, Henri Castelli e a ex-BBB Priscila Pires, a ausência da Marisol foi bastante sentida pelos concorrentes. “Em relação ao ano passado, menos pessoas passaram por aqui”, avalia o gerente de marketing da Malwee, Wilmar Raboch.

Isa Póvoas, marketing da Marlan, considerou o movimento “bem fraco” em relação às edições anteriores. Apesar de ser o primeiro ano da Marlan no evento, Isa Póvoas, já participou pela Malwee. Resultados positivos vieram da área de cama, mesa e banho. Quem aprovou a Texfair 10 foi Alexandre Vaz da Mannes. “Abrimos muitos clientes”, considerou.

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