Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Como os millennials podem destruir o seu negócio?

Trends NOVAREJO fala sobre o comportamento dessa geração que, somente agora, está impactando os negócios

Muita gente já ouviu falar sobre a Geração Y, os chamados millennials, nascidos na década de 80. Mas o que poucos sabem é que no Brasil, essa geração está começando a impactar agora os negócios. Estudo realizada pelo CIP – Centro de Inteligência Padrão e REDS (Research Designed for Strategy) mostrou que os millennials brasileiros nasceram cinco anos mais tarde do que os integrantes da geração no resto do mundo.

Isso significa que nossos millennials têm por volta dos 30 anos de idade, ao passo que a mesma geração no resto do mundo tem em média 25 anos de idade. E o que isso impacta os negócios no Brasil?  É que todas as transformações que estão sendo vistas no comportamento dos consumidores em outros países serão sentidas agora no Brasil.

“Os consumidores millennials mudam tudo e vão mudar tudo: eles são fieis à tecnologia, são educados, informados, inteligentes e escolarizados”, explicou Jacques Meir, diretor de Conhecimento e Plataformas de Conteúdo do Grupo Padrão. Ele abriu o Trends NOVAREJO, evento realizado nesta manhã (30), em São Paulo, e que reuniu as principais tendências e temas relevantes para o varejo vistos em diversos eventos importantes realizados em diversos países.

Apesar de ser importante olhar para o comportamento dessa geração e a forma como ela vai impactar no consumo, há outra característica que deve causar forte impacto nos negócios: eles querem mudar o mundo e, para isso, apostam na criação de negócios disruptivos. “Lá fora, neste momento, tem alguém pensando em alguma coisa que pode destruir o seu negócio”, afirma Meir.

O estudo, chamado de Comportamento do Consumidor Brasileiro – revelou que embora altamente escolarizados, os millennials estão desempregados. “Hoje, um em cada três jovens estão desempregados e muitos estão desempregados porque não sentem que se encaixam, porque não sentem que  as empresas têm propósito. Por isso, estão empenhados em criar novos negócios”, explica Meir. “Pra eles, a regra é não ter regra”, avalia.

Segundo ele, há cerca de 2,5 bilhões de pessoas dessa geração, que estará consolidada  a partir de 2020. “Eles não assistem publicidade convencional, eles não leem jornal, não falam ao telefone, não leem e-mail. Então, como vocês vão falar com eles? Com isso, o conceito de varejo muda”, afirma.

E se os millennials estão mudando o setor agora, imagine o que vem depois...”Esperem a Geração Z”, diz Meir. Sim, uma nova geração está despontando agora. Eles carregam muitas características da Geração Y, mas são ainda mais conectados. “Eles têm 16 anos, são nativos digitais, são super conectados, dominam tecnologia e são impacientes”, afirma Meir. Pensar sobre eles, conta, é uma questão de sobrevivência.

Eles encaram gênero de forma diferente, e eles não abrem mão da mobilidade e da interatividade. “Para eles, tempo não pode ser perdido. Fila, checkout não faz o menor sentido pra eles. Eles querem resolver tudo a um toque na tela”, avalia. A privacidade, para eles, pode ser negociada.

Esses comportamentos mudam a lógica do varejo físico. “Diante disso, uma das grandes conclusões do WRC [World Retail Congress] foi a transformação do PDV, que agora é um local de entretenimento, convivência social, bate papo. Na loja, eles buscam estímulos e cultura. A compra é uma eventualidade”, avalia.

Esse é o novo normal e os negócios precisam começar agora a se adaptar a eles. “Empresa agora precisa estar sempre em beta e ela não pode adotar um padrão. Quem penso que já chegou, morreu”, diz Meir. 

Escrito por  Camila Mendonça

http://www.portalnovarejo.com.br/index.php/estrategia/item/15991-co...

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Comentário de Márcio Moraes Gonçalves em 31 março 2016 às 10:37

Só não entendi por que os "nossos millenials" nasceram 5 anos mais tarde e são mais velhos?

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