Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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EUA buscam política de comércio para empregos qualificados

EUA buscam política de comércio para empregos qualificados
texto publicado no site Portugal Têxtil e na linguagem padrão daquele país

Falando na International Sourcing, Customs & Logistics Integration Conference, a reunião anual da American Apparel & Footwear Association (AAFA) em Washington, , o senador Ron Wyden afirmou que «é a minha perspetiva que toda a discussão comercial deve agora concentrar-se em como a política de comércio pode ser um trampolim para empregos americanos altamente qualificados, com salários elevados».
«A minha filosofia básica no que diz respeito ao comércio é que eu quero ver os americanos crescerem e fazerem as coisas aqui, inovarem e acrescentarem valor para eles aqui e expedirem para outro lugar, seja em contentores, em aviões ou em bits e bytes eletrónicos. A minha opinião é que existem oportunidades para os EUA fazerem isso nos acordos comerciais com as nações de todo o Pacífico e Europa, mas vão ser necessárias novas políticas – adaptadas à atualidade – para que esses acordos comerciais funcionem para todos os americanos», explicou o novo presidente do comité de finanças do senado americano.
Relativamente aos próprios acordos de comércio, Ron Wyden quer ver acordos que tenham força executiva. «Sapatilhas Nike falsificadas (...) passam com muita frequência de forma despercebida através dos agentes fronteiriços da América. Uma política comercial do século XXI não pode funcionar se os agentes policiais na fronteira não fizerem um trabalho adequado», advogou.
Os acordos devem também «combater a nova geração de práticas predatórias que distorcem o comércio e os investimentos e custam empregos americanos. As empresas estatais chinesas, por exemplo, não têm o risco nem os custos dos empréstimos que os seus concorrentes americanos possuem».
E todas as partes devem estar comprometidas com o trabalho e o ambiente, defendeu Wyden. Acordos como a Parceria Trans-Pacífico (TPP), atualmente em discussão entre os EUA e outros 11 países (Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname) «têm que dar ao nosso país as ferramentas para nivelar o campo de jogo». E advertiu que «sob a minha alçada, o TPP será muito, muito diferente dos acordos mais antigos nestas áreas».
Especificamente, Ron Wyden quer garantir que os futuros acordos comerciais sejam «ambiciosos no vestuário e calçado», melhorem os direitos laborais em países como o Vietname e a Malásia, tenham uma abordagem efetiva para a proteção ambiental e ajudem os fabricantes dos EUA a aumentar as exportações.
Para garantir a aprovação do Congresso para acordos comerciais, o senador quer privilegiar a postura “smart-track” em vez da “fast-track”, ou uma abordagem “no-track” defendida pela autoridade de promoção do projeto de lei comercial introduzido no início deste ano, que daria à Casa Branca um poder arrebatador para negociar e concluir acordos comerciais. Em termos de detalhes, Ron Wyden referiu que “smart-track” iria tornar «os negociadores comerciais mais responsáveis perante o Congresso, mais responsáveis perante o povo americano», e «não apenas para grupos de interesses especiais».
As conversações que visam a elaboração da Parceria Trans-Pacífico (TPP) estão em curso desde 2009 e encontraram uma série de “pontos críticos”, incluindo os têxteis e o vestuário. As questões pendentes incluem as reduções tarifárias sobre produtos sensíveis, como o calçado, bem como a regra de origem “a partir do fio” em produtos têxteis e vestuário.
Os têxteis são, de resto, uma questão importante porque as partes em negociação incluem o Vietname, um grande produtor de vestuário que aprovisiona principalmente fios e tecidos da China e outras nações asiáticas. No âmbito da regra de origem “a partir do fio”, todos os materiais que integram numa peça de vestuário devem ser originários e montados num dos países parceiros do acordo comercial para entrarem nos EUA isentos de tarifas.
Sem esta regra, a indústria têxtil dos EUA receia que a China seja capaz de exportar mais vestuário através da circulação dos seus produtos têxteis através do Vietname para as operações de corte e costura, explorando o estatuto deste país de comércio preferencial.
A onda de investimentos diretos estrangeiros na indústria têxtil dos EUA ao longo dos últimos oito meses está também a ser atribuída à adoção da regra de origem “a partir do fio”, de acordo com os intervenientes que querem ver a condição continuar nos próximos acordos comerciais. No entanto, os importadores e retalhistas de vestuário dos EUA contrapõem que a norma, tal como está, é demasiado restritiva, prejudicando o desenvolvimento do comércio e os investimentos no sector.

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