Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

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Indústria diz a candidato que é preciso exigir contrapartida antes de abertura comercial

Medidas para o crescimento da economia e o fortalecimento da indústria, além da preocupação com eventual abertura comercial unilateral, foram alguns dos assuntos levantados em encontro na segunda-feira entre o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e representantes de seis entidades industriais.

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Segundo José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), um dos participantes da reunião, a entidades não deram apoio formal ao candidato, mas manifestaram interesse em ajudar a montar uma agenda de governo, caso Bolsonaro seja eleito.

Costurado pelo presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, o encontro aconteceu na casa de Bolsonaro, no Rio de Janeiro, e contou também com a participação dos presidentes da Abit, associação que reúne a indústria têxtil, da Abimaq, do setor de máquinas e equipamentos, da Abiquim, da indústria química, e da CBIC, do setor de construção.

Segundo Castro, todas as seis entidades se manifestaram contra a redução unilateral de tarifas de importação. A medida, que estaria em estudo pela equipe do presidenciável, retiraria os instrumentos de negociação nos acordos comerciais, diz o presidente da AEB. Para ele, a redução de tarifas deve acontecer paralelamente à diminuição do custo Brasil.

O presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, diz que, além de abertura comercial, foram discutidos o crescimento econômico, com ênfase em construção civil e infraestrutura, soberania nacional (garantia de conteúdo nacional), ajuste fiscal e reformas previdenciária e tributária. O encontro foi tranquilo, diz ele, e, depois que os executivos apresentaram as propostas, Bolsonaro afirmou que pediria a Guedes para "conversar sobre esses pontos com as associações".

Antes do início da campanha, a Abiquim encaminhou a lideranças políticas o documento "Um outro futuro é possível", no qual pedia que os futuros candidatos incluíssem a política industrial em seu programa. Depois, manteve reuniões com representantes de praticamente todos os presidenciáveis. Oficialmente, não declarou apoio a nenhum candidato, já que o estatuto da associação não permite manifestações de cunho político.

"Os setores industriais foram conversar sobre pautas que serão relevantes para o crescimento e a retomada do emprego. Colocamos que é importante manter esse diálogo com a indústria. Ele se mostrou aberto ao diálogo, o que nós elogiamos bastante", disse Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). A reunião, segundo o dirigente, foi republicana e muito produtiva e não houve declaração formal de apoio a Bolsonaro.

"O setor não está dizendo que apoia, até porque é formado por muitas pessoas. O setor se manifesta muito favoravelmente àqueles que dizem que vão trabalhar para tirar entraves à produção do Brasil", diz Pimentel. Ele acrescentou que está aberto a ser chamado para conversar com a equipe de Fernando Haddad antes de domingo.

Na abertura do encontro, o deputado federal pelo Rio Grande do Sul Onyx Lorenzoni (DEM), que intermediou o encontro e é cotado como chefe da Casa Civil em caso de vitória de Bolsonaro, afirmou que os executivos estavam ali para declarar apoio ao candidato.

O encontro foi uma "forma simbólica de demonstrar apoio a suas propostas", diz o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. Ele ressaltou que os estatutos impedem as entidades de exprimir apoio formal a candidatos. O encontro teve como objetivo, conforme Martins, "abrir um espaço de diálogo" com Bolsonaro.

Para José Velloso, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o encontro mostrou convergência de ideias sobre quais devem ser os rumos da economia do Brasil. "Foi uma questão de apoio a essas ideias que ele tem sobre a mesa. Nós apoiamos a iniciativa do candidato de querer reativar a economia através da reativação da indústria. Foi coincidente com o que a gente pensa", afirmou Velloso, que diz não haver apoio formal da entidade. (Marta Watanabe, Gustavo Brigatto, Chiara Quintão, Stella Fontes e Rodrigo Rocha)

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