Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Fonte:|zerohora.clicrbs.com.br|

Setor de roupas íntimas movimenta R$ 10 milhões em município da Serra
Leandro Belles | Guaporé | leandro.belles@zerohora.com.br

O barulho das máquinas de costura que bordam sem parar dita o ritmo de um setor que cresce e se reinventa em tempos de dólar baixo. A fabricação de lingeries se tornou uma tradição em Guaporé, na serra gaúcha, onde 140 confecções operam e criam vagas de trabalho até em cidades vizinhas. Agosto é o mês de o município despontar no calendário, com dois eventos voltados ao setor.

Empresária, Elimara Coradi representa bem o perfil dos líderes de um setor que movimenta cerca de R$ 10 milhões no município. Há 13 anos, com uma sócia, fundou a Ellan, destinada à fabricação de peças de moda íntima. Hoje, comanda 70 funcionários (a maioria mulheres) que produzem peças vendidas em diversos cantos do país. Além de entender de costura, teve de aprender a lidar com as reviravoltas do mercado. A exportação, principalmente para países da América Central, já foi destino certo de cerca de 20% dos produtos, mas a desvalorização da moeda norte-americana mudou o foco do negócio.

– Ficou muito caro para o importador comprar aqui. O jeito foi vender no mercado interno. Mas o custo de máquinas importadas para a linha de produção baixou, e pudemos modernizar nossas fábricas – explicou.

Assim como a empresa de Elimara, muitas outras iniciaram as atividades há cerca de 15 anos. No início, funcionavam como alternativa para se produzir peças íntimas para as moradoras da cidade a custo baixo.

Mas o empreendedorismo local fez história. Boa parte disso deve-se ao perfil do que é produzido, já que o diferencial da lingerie de Guaporé é a qualidade dos produtos, destinados a um público mais exclusivo. Além disso, eles apostam em peças mais ousadas (como espartilhos, por exemplo) para conquistar o consumidor.

Fábricas buscam mão de obra extra nas cidades vizinhas

Para atender à crescente demanda por funcionários, a cidade tem uma unidade do Senai para treinar profissionais e utiliza mão de obra de outros municípios. Muitas confecções mantêm equipes fora de Guaporé para abastecer as indústrias. Isso faz do desemprego uma situação inexistente na cidade.

– Fiz o curso de um ano e já estou trabalhando. Dá para ganhar meu dinheiro e ajudar em casa – conta Patrícia Di Domênico, 16 anos.

Para divulgar a produção local, o município organiza dois grandes eventos. A Mostra Guaporé, que teve início na semana passada e vai até domingo, espera 15 mil pessoas nos dois finais de semana. No final do mês, é a vez da Intimasul.


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