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Maior desafio do Brasil é ‘livrar-se da força do real’, diz criador do ‘Bric’

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Maior desafio do Brasil é ‘livrar-se da força do real’, diz criador do ‘Bric’

12 de março de 2012 | 13h54

Sílvio Guedes Crespo

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“O maior desafio cíclico do Brasil é livrar-se da força do real.” O diagnóstico é do economista Jim O’Neill, do banco Goldman Sachs. Foi ele quem criou, em 2001, a sigla “Bric” – Brasil Rússia, Índia e China – passar destacar o que considerou os principais países emergentes. A afirmação foi veiculada pela agência Bloomberg.

O’Neill calcula que a moeda brasileira precise recuar 20% para ficar em um “nível sustentável”.Isso significa que o dólar deveria passar do atual R$ 1,78 para R$ 2,13.
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O economista disse, ainda, que a decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto, para 9,75% ao ano, foi “boa”.

As declarações de O’Neill vêm justamente no momento em que o governo voltou a acusar os países ricos de promover uma guerra cambial e ameaça usar suas munições para defender o real de uma apreciação forte.

Nos dois primeiros meses do ano, o real foi uma das moedas que mais subiram no mundo. Nas últimas semanas, o governo voltou a atuar para impedir que isso continue ocorrendo. De um lado, o Banco Central comprava dólares à vista e no mercado futuro; de outro, o Ministério da Fazenda mexeu no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para desestimular a entrada de capital especulativo.

‘Tsunami monetário’

A indústria avalia que o real valorizado a prejudica porque aumenta o custo dos produtos nacionais em comparação com os estrangeiros. Isso dificulta as exportações e também acirra a concorrência interna, com a entrada de mercadorias importadas. A queda do ritmo de crescimento da economia no ano passado deveu-se em grande parte do fraco desempenho da indústria brasileira.

No cenário internacional, países ricos têm despejado dinheiro no mercado para contornar a crise, um movimento que a presidente Dilma Rousseff chamou de “tsunami monetário”. Os quatro principais bancos centrais do mundo (dos EUA, da zona do euro, da Inglaterra e do Japão) jogaram US$ 8,8 trilhões na economia nos últimos três anos.

Como consequência, os investidores, com mais dinheiro nas mãos, aplicam em países emergentes – já que os desenvolvidos estão estagnados ou com crescimento baixo e permanecem com taxas de juros próximas de zero.

O Brasil se mostra particularmente atraente para esse tipo de investidor porque o governo paga juros altos (a taxa básica é de 0,75% ao ano, enquanto a dos Estados Unidos oscila entre 0% e 0,25%) e ainda conta com relativa estabilidade política, financeira e algum crescimento econômico.

Recentemente, o FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou que o controle de entrada de capital é uma opção válida em certos casos. Já os bancos, representados pelo Instituto de Finanças Internacionais (IFF, na sigla em inglês), criticam tais medidas e afirmam que a apreciação do real resulta principalmente não dos juros altos ou da emissão de moeda por países ricos, mas das boas condições econômicas.

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