Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Chegamos novamente a um final de ano, e, com ele toda a euforia das pessoas com a ano que está por vir. Contudo, a realidade sempre nos impõe uma série de desafios que, infelizmente, contraria esse clima de felicidade e boas novas que a época nos traz. Por óbvio, não devemos nos deixar deprimir com o Brasil que temos hoje, pois em todos os aspectos está muito aquém do real potencial que nosso país possui, todavia não podemos nos deixar levar pelo encantamento natalino e crer que tudo irá ser resolvido apenas pela nossa vontade.

Nosso ano se encerra de forma cruel para o país, tendo em vista que na economia temos uma inflação em viés de alta, apesar de o Banco Central (Bacen) insistir em afirmar que a tendência é momentânea, superávit não alcançado e nosso [des] governo, como de costume, manobrando para esconder seus erros, ou melhor dizendo, sua própria incompetência. Balança comercial deficitária, o país em um processo claro de desindustrialização e o governo comemorando que saímos de uma recessão técnica pelo fato de o PIB haver crescido 0,1% no último trimestre. Seria cômico se isso não fosse trágico.

Não há dúvida que 2015 será um ano difícil do ponto de vista econômico, entretanto, caso seja para virmos a atingir o Brasil que queremos será muito mais tranquilo passar por ele

Na esfera política o problema não é menor, visto que o país permanece seguindo um claro rumo de bolivarianização da nação. Recentemente, foi feito uma publicação em uma rede social por um apoiador do governo afirmando que: “o governo aumentou os juros, colocou uma equipe econômica neoliberal e uma ministra da agricultura ligada ao agronegócio. E ainda tem gente que acha que estamos transformando o país em um socialismo”. As medidas adotadas pelo governo na nova equipe econômica não foram feitas porque gostava ou concordava, mas ditadas pela necessidade. O aumento dos juros se deve a conjuntura econômica e veio tarde, diga-se de passagem. Quanto à ministra da Agricultura já era prevista essa possibilidade.

Agora o que mais chama atenção é o fato que seus militantes possuem uma enorme dificuldade de separar o econômico do político. A implementação de um regime bolivariano no país possui muito mais um caráter político que econômico. O que parece a recente decisão da Unasul em eliminar fronteiras entre os “países amigos”, todos de matriz socialista, coincidentemente. A tentativa de criação dos Conselhos Populares via decreto, derrubado no Congresso Nacional, lembra muito os “Sovietes Supremos” da extinta União Soviética (URSS), assim como a forma escolhida para sua criação, decreto, lembra muito o tão criticado regime militar. O pior aspecto da democracia é o fato que o termo se presta para qualquer ditadura que existe, especialmente as de esquerda, que adoram evocar o “poder popular” para legitimar seus abusos.

A equipe econômica que foi anunciada apresenta uma perspectiva e visão correta das necessidades econômicas para o país, dentre elas profundos cortes no gasto governamental, provável aumento nas taxas de juros, cortes nos empréstimos subsidiados sem objetivos claros para o Estado e a única parte merecedora de críticas sérias dos planos dessa equipe: aumento de impostos. Não há dúvida que 2015 será um ano difícil do ponto de vista econômico, entretanto, caso seja para virmos a atingir o Brasil que queremos será muito mais tranquilo passar por ele. Mas, nosso país nunca foi um país simples, assim sendo, nada a que não estejamos acostumados.

http://imil.org.br/artigos/brasil-temos-brasil-queremos/

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