Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

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Fonte:|adesalpastorisrael.blogspot.com|

 

I. Origem: antes do mais, diga-se algo sobre a etimologia de “Carnaval”.


Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio “carne vale”, isto é, “adeus carne” ou “despedida da carne”; esta derivação indicaria que no Carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias de jejum quaresmal. - Outros estudiosos recorrem à expressão “carnem levare”, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, ou seja, ao domingo da Qüinquagésima, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”. - Um terceiro grupo de etimologistas apela para as origens pagãs do Carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: donde a forma Carnavale.

2 – Historia:


Festa popular, o carnaval ocorre em regiões católicas, mas sua origem é obscura. No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. Hoje é uma das manifestações mais populares do país e festejado em todo o território nacional.

Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.
O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.
A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

 

Fonte:|recantodasletras.uol.com.br|

O significado do carnaval

O carnaval é uma enorme metáfora. E possui dialeto próprio contagiante. A tribo inicial incha e sob proporções dilatadas desfila triunfante sob paetês, lantejoulas, plumas, penas, e toda sorte de fantasia.

O operário durante o carnaval se traveste em rei, príncipe ou nobre importante. O empresário se traveste de malandro, mafioso ou sambista. E, todos trocam de papéis numa subversão consentida.

O mesmo operário vai ser o entretenimento dos camarotes, arquibancadas e terá sua fama e apelidos por todos conhecidos. As baterias das escolas de samba esquadrinham novas batidas, novas paradas, novos ritmos remodelando os samba-enredo, redesenhando a dança das mulatas, das passistas e dos espectadores. Que de tão expectante vibram a cada grito de guerra das escolas.

Os mestres das baterias verdadeiros maestros da percussão, alias conheci um pessoalmente que me assombrou pelo intenso conhecimento musical intuitivo. Salve ! Evoé! Mestre Jorjão.

Mas a metáfora do carnaval nos remete a reflexão sobre a preciosa expressão cultural e popular de um povo. De sua identidade cultural. Na redenção e catarse que significa aqueles parcos dias de folia. Na crítica satírica da realidade social e na inércia do poder constituído ante as agruras sofridas cotidianamente por um povo.

O submundo do carnaval abrigado nos barracões e, na terra do samba que efetivamente emprega grossos números de trabalhadores, num mercado absurdamente informal e injusto. Sem reconhecimento de vínculo laboral, sem remuneração de horas extraordinárias e nem recebimento de verbas rescisórias diante da demissão injustificada.

E os trabalhadores prejudicados sob o temor do poder inquestionável dos cappos, do submundo marginal, muitos deles sucumbem em silêncio perdendo seus direitos trabalhistas, sem sequer, ajuizar reclamação trabalhista.

Nas várias versões sobre a etimologia da palavra carnaval, tem que indique no dialeto milanês “carnavale” que significa: “o tempo em que se tira o uso da carne”. Os mais famosos carnavais são realizados em Veneza, Nice, Florença, Nápoles, Olinda, Salvador e Rio de Janeiro.

O carnaval desde sua origem romana (saturnálais) acontecia uma aparente quebra de hierarquia social, onde os escravos, soldados, filósofos, tribunos e patrícios se misturavam na festa em plena praça pública.

No Brasil um memorável carnaval foi o de 1888, ano da abolição dos escravos que despontou no Rio de Janeiro, lá perto da Cruz Vermelha. O carnaval antes uma festa de rua, se tornou o maior show da terra, e passou a ser uma autêntica liberação das privações da quaresma, tanto que alguns estudiosos alegam que o vocábulo carnaval vem do latim carnem levare que significa a abstenção da carne.

Nos paradoxos do carnaval onde existe a rainha da bateria que não sabe sambar, onde os puxadores empurram no muque ao longo sambódromo imensos carros alegóricos, e eles quebram no meio do caminho. E os destaques que deveriam desfilar nas alturas, seguem à pé, com o samba no pé, miudinho, sob pesadas fantasias, cantando alto a letra do samba-enredo.

No carnaval a plástica dos corpos vale mais que o conteúdo destes, vale mais que o pensamento, dialética e até metafísica. Tudo se resolve na mera e simples equação de alegria, folia solvida em quatro dias do ano.

Anônimas figuras que travam uma breve revolução cultural e social nas ruas, calçadas, clubes e passarelas que são liberadas para a manifestação espontânea de alegria, musicalidade e arte. Durante aqueles dias de folia se a felicidade não existe, ela é inventada.

Uma das mais antigas fantasias do carnaval é de um triângulo amoroso pierrot, arlequim e columbina todos personagens da Comédia Dell`arte surgida na Idade média européia.

Essas comédias eram espetáculos teatrais populares, sem texto fixo, e aconteciam nas ruas em pequenos palcos. Tais personagens eram sempre estereótipos exagerados. O Arlequim era o fanfarrão, esperto e trapaceiro. (bon vivant) Gostava das coisas boas da vida e se assemelhava a um bobo da corte. Já o Pierrot era o idealizador do amor, um clássico sonhador ingênuo e romântico.

Os dois eram apaixonados por Colombina, que era uma dama de companhia da corte e, que por sua vez, amava os dois por ter no amante Arlequim a realização carnal e no verdadeiro amor, Pierrot, a delicadeza, a fantasia e o sonho.

O que reforça o fato de alguns foliões buscarem ideariamente um grande amor nesses dias inebriante de alegria e, se possível unir o verdadeiro amor com seus dois vieses, o carnal e o espiritual.

Também é antiga a fantasia do clown ou clóvis ( ou bate-bola) inspirados nos palhaços fanfarrões é o terror das crianças, com sua roupa de seda (macacões) coloridos e máscaras com um orifício no lugar da boca, preenchido em geral por uma chupeta. E não se pode esquecer também da famosa bexiga amarrada a uma varinha que serve para fazer barulho e assustar a criançada.

Com o passar do tempo a indumentária do clown foi incorporando novas características como a sombrinha, o leque e que passaram a classificar os diversos tipos de clóvis. Atualmente através da Riotur se promove até concurso de grupos de clóvis.

Hoje, se tivesse que escolher uma fantasia popular, sairia de político com qualquer destas máscaras tão caricatas que são capazes de recriar e quem sabe revolucionar a realidade através da zombaria.
Gisele Leite

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Comentário de Otacilio Marinho Júnior em 7 março 2011 às 19:23

 

O Carnaval, essa festa que arrebata multidões para as ruas, promove desfiles suntuosos, comilança, excessos em geral e também muita violência, liberalidade sexual etc. Ao estudarmos a origem do Carnaval, vemos que ele foi uma festa instituída para que as pessoas pudessem se esbaldar com comidas e festa antes que chegasse o momento de consagração e jejum que precede a Páscoa, a Quaresma. 
Veja o que a The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 nos diz a respeito:

"O Carnaval é uma celebração que combina desfiles, enfeites, festas folclóricas e comilança que é comumente mantido nos países católicos durante a semana que precede a Quaresma. Carnaval, provavelmente vem da palavra latina "carnelevarium" (Eliminação da carne), tipicamente começa cedo no ano novo, geralmente no Epifânio, 6 de Janeiro, e termina em Fevereiro com a Mardi Gras na terça-feira da penitência (Shrove Tuesday)." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Em contra partida vemos que isso era apenas um pretexto para que os romanos e gregos continuassem com suas comemorações pagãs, apenas com outro nome, já que a Igreja Católica era quem ditava as ordens na época e não era nada ortodoxo se manter uma comemoração pagã em meio a um mundo que se dizia Cristão.

"Provavelmente originário dos "Ritos da Fertilidade da Primavera Pagã", o primeiro carnaval que se tem origem foi na Festa de Osiris no Egito, o evento que marca o recuo das águas do Nilo. Os Carnavais alcançaram o pico de distúrbio, desordem, excesso, orgia e desperdício, junto com a Bacchanalia Romana e a Saturnalia. Durante a Idade Média a Igreja tentou controlar as comemorações. Papas algumas vezes serviam de patronos, então os piores excessos eram gradualmente eliminados e o carnaval era assimilado como o último festival antes da ascensão da Quaresma. A tradição do Carnaval ainda é comemorada na Bélgica, Itália, França e Alemanha. No hemisfério Ocidental, o principal carnaval acontece no Rio de Janeiro, Brasil (desde 1840) e a Mardi Gras em New Orleans, E.U.A. (dede 1857). Pré-Cristãos medievais e Carnavais modernos tem um papel temático importante. Eles celebram a morte do inverno e a celebração do renascimento da natureza, ultimamente reunimos o individual ao espiritual e aos códigos sociais da cultura. Ritos antigos de fertilidade, com eles sacrifícios aos deuses, exemplificam esse encontro, assim como fazem os jogos penitenciais Cristãos. Por outro lado, o carnaval permite paródias, e separação temporária de constrangimentos sociais e religiosos. Por exemplo, escravos são iguais aos seus mestres durante a Saturnália Romana; a festa medieval dos idiotas inclui uma missa blasfemiosa; e durante o carnaval fantasias sexuais e tabus sociais são, algumas vezes, temporariamente suspensos." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997.Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

A Enciclopédia Grolier exemplifica muito bem o que é, na verdade, o carnaval. Uma festa pagã que os católicos tentaram mascarar para parecer com uma festa cristã, assim como fizeram com o Natal. Os romanos adoravam comemorar com orgias, bebedices e glutonaria. A Bacchalia era a festa em homenagem a Baco, deus do vinho e da orgia, na Grécia, havia um deus muitíssimo semelhante a Baco, seu nome era Dionísio, da Mitologia Grega Dionísio era o deus do vinho e das orgias. Veja o que The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997 diz a respeito da Bacchanalia, ou Bacanal, Baco e Dionísio e sobre o Festival Dionisiano:

"O Bacanal ou Bacchanalia era o Festival romano que celebrava os três dias de cada ano em honra a Baco, deus do vinho. Bebedices e orgias sexuais e outros excessos caracterizavam essa comemoração, o que ocasionou sua proibição em 186 dC." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

Essa descrição da Bacchanalia encaixa como uma luva em Carnaval

"Da Mitologia Romana, Baco era o Deus do vinho e da orgia. O filho de Semele e Júpiter, Baco era conhecido pelos gregos como Dionísio. Sua esposa era Ariadine."

"Dionísio era o antigo deus grego da fertilidade, danças ritualísticas e misticismo. Ele também supostamente inventou o vinho e também foi considerado o patrono da poesia, música e do drama. Na lenda Órfica Dionísio era o filho de Zeus e Persephone; em outras lendas, de Zeus e Semele. Entre os 12 deuses do Monte Olimpo ele era retratado como um bonito jovem muitas vezes conduzido numa carruagem puxada por leopardos. Vestido com roupas de festa e segurando na mão uma taça e um bastão. Ele era geralmente acompanhado pela sua querida e atendido por Pan, Satyrs e Maenades. Ariadine, era seu único amor."

"O Festival Dionisiano era muitas vezes orgíaco, adoradores algumas vezes superavam com êxtase e entusiasmo ou fervor religioso. O tema central dessa adoração era chamado Sparagmos: deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne, e a bebida desse sangue. Jogos também faziam parte desse festival." (The Grolier Multimedia Encyclopedia, 1997. Traduzido por Irlan de Alvarenga Cidade)

O Festival Dionisiano então, não parece ser a mesma coisa que a Bacchanalia e o Carnaval? 
Nós, os Cristãos, não devemos concordar de modo algum com essa comemoração pagã, que na verdade é em homenagem a um falso deus, patrono da orgia, da bebedice e dos excessos, na verdade um demônio. Pense nisso.

Gostaria  que todos lessem este texto, para que dentro de se faça uma reflexão espiritual.Também faço das palavras de SARA ROSANGELA , que podemos e lemos tudo mas as vezes nos falta conhecimento da palavra de Deus sobre o assunto . OBrigado a todos
Comentário de Sara rosangela bauer em 7 março 2011 às 17:17
o carnaval e a pior festa que existe pornografica e com certeza pagã, colocam coisas demoniacas, digitem apocalipse666 para verem quantas coisas vão encontrar.
Comentário de Sam de Mattos em 6 março 2011 às 11:25
FAN TAS TI CO Gisele.  Historico, instrutivo e com um otimo e realista "Punch", SdM

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