Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

No meu Trabalho de Conclusão de Curso, venho levantar essa questão, o sutiã é uma necessidade ou uma vaidade da mulher atual?

Na atual sociedade a mulher usa o sutiã por necessidade e ao mesmo tempo por vaidade. Temos vários tipos de corpos onde uns com mais, outros com menos seios diferenciam o uso dos sutiãs. Há quem diga que essa peça de lingerie causa desconforto e usa apenas quando necessário. Entretanto há mulheres que não conseguem ficar sem.

O sutiã veio como uma pratica da sociedade que induz as mais jovens a usá-lo, por pudor, por estética e mais pra frente por vaidade. Quando chega a fase adulta a mulher usa o sutiã como forma de sedução, de modelar seu corpo e se sentir mais valorizada. Nessa fase quem tem pouco seio, recorre aos sutiãs que fazem maravilhas como aumentar, juntar, levantar ou vão às mesas de cirurgia plástica colocar, levantar e fazer seios que atendam ao seu sonho de estética perfeita. No mercado há inúmeros modelos de sutiã, com cores, tecidos e formatos diferentes para tentar agradar a todas as mulheres. Assim as que têm seis grandes e usam sutiã por necessidade, também pode usar o mesmo por vaidade, para que se sintam mais bonitas, mesmo que diante do espelho, transformando seu corpo, mesmo que por baixo de uma roupa, fazendo-a mais bonita.

Após cem anos da criação do sutiã - completados em 2007- reconhecê-lo como uma importante peça de vestuário é mais que classificá-lo apenas como roupa intima, é reconhecer que ele sustenta ate hoje um grande público, as mulheres e, além disso, é um dos alicerces a vaidade da sociedade, que vê nele uma forma de beleza e sensualidade.

Deona Wright, em um texto visualisado na internet, afirma que os sutiãs variam do funcional, que são os de sustentação e conforto, a á moda, com sutiãs feitos para despertar um clima de romance e de paixão. Tendo um papel duplo de função e forma.

 Conforme  TAWERET ( 2008, apud BRANCO, 2009 p. 31)

[...] é uma sustentação, né, pros seios, eu acho que protege, na verdade. Eu, por exemplo, como trabalhei toda vida com Educação Física, eu tinha que usar, né, porque, prá jogos, prá corrida, prá atletismo, enfim, tinha que fazer demonstração... E daí eu acho assim... Mesmo quando era bem moça, ra uma proteção, né?

 

Podemos ver como é relatado o uso do sutiã por uma mulher de 70 anos de idade. Ela que viveu no período de transformação do sutiã: de peça de proteção e sustentação em um ícone de vaidade e sensualidade, não acompanhou essa evolução na pratica, tendo em mente apenas a importância dada quando ainda era bem moça. Portanto a pessoas que nasceram em décadas passadas vêem o uso do sutiã de maneira bem diferente de uma jovem que esta hoje comprando o seu primeiro. Mulheres que passaram a sua juventude em um período de repressão sexual têm cabeças bem mais fechadas que as atuais. Onde jovens hoje em dia encontram facilmente peças intimas em exposição em grandes lojas e de fácil acesso. Mostrando a abertura de um novo e crescente mercado. Antes escondido embaixo das roupas e hoje exposto sem nenhum pudor.

 

Se puderem me ajudar com a minha pesquisa, me mandem um e-mail que estou enviando de volta um questionario para ajudar nesse dilema atual. meu e-mail: lucbabcal@hotmail.com

Obrigada a todos

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Comentário de Sam de Mattos em 23 setembro 2011 às 15:22

"Por que continuar usando um sutiã que aperta, sobra, sobe, machuca e incomoda?" Quando essa pergunta foi feita ao Sir Hillary depois de escalar o Everest, ou seja: "Porque voce escalou essa montanha?!" Sua resposta foi taxativa: BECAUSE IT WAS THERE!

Porque cintunuar usando o sutia: BECAUSE THE "PEITOS" ARE THERE!

Comentário de Textile Industry em 23 setembro 2011 às 14:57

Campanha nacional Liz Fit Sense recomeça
Por que continuar usando um sutiã que aperta, sobra, sobe, machuca e incomoda?

Para solucionar o problema que 80% das mulheres no mundo têm em relação ao seu sutiã, inicia-se a partir do dia 23 de setembro, a campanha nacional Liz Fit Sense. Em São Paulo, no MorumbiShopping, haverá um quiosque do projeto até dia nove de outubro e durante esse período, numa ação simultânea, todas as lojas homologadas da marca Liz, no Brasil participarão da campanha.

O projeto, que teve início em 2007, oferece consultoria personalizada e gratuita de tamanhos corretos (proporção entre a medida das costas e o tamanho do bojo, que varia em cada mulher) e estilos de sutiã.

Depois de saber qual o tamanho mais adequado, a sensação é de profundo alívio uma vez que o uso de sutiã incorreto proporciona um grande desconforto. Vale lembrar que para cada número de sutiã a Liz tem até sete tamanhos diferentes de bojo: A/B/C/D/DD/F e G.

Para saber quais são as lojas homologadas da marca para realizar sua consulta gratuita, basta entrar nosite do projeto.

LizFitSenseMorumbiShopping 270x450 Campanha nacional Liz Fit Sense recomeça

Via Lilica Mattos

Fonte:|http://modarevenda.fashionbubbles.com/beleza-e-saude/por-que-contin...
Comentário de Luciana Caldeira em 22 setembro 2011 às 23:56
Obrigada a todos pelas opiniões o trabalho continua crescendo e logo mais coloco novidades... mas a questão continua
Comentário de Sam de Mattos em 19 setembro 2011 às 18:49
Ponderando-se sob a otica de um Drag Queen, Transformista ou de um  Trans-Vestido: Nao seria para essa classe seleta o Sutia UMA NECESSIDADE? Como imagi-los sem o uso de ... de um Porta-Seios? Esta ate o tacanho do Pernambucano Erivaldo converia comigo... SdM
Comentário de Sam de Mattos em 19 setembro 2011 às 18:15

MY CUECAS SON LIMPIAS – y vasias!

Eri: Detesto os gestos sem criatividades, mas paradoxalmente, no fundo, admiro demagogos Latino-Americanos dramáticos (como o Peron), se gesticulando em discursos antigos de filme preto-e-branco. Gosto muito (e, por favor, mantenha sigilo) dessa do caudilho latino americano arrancar suas camisas violentamente, esparramando uma chuva de botões de madrepérola sobre o proletariado delirante e sobre o palanque bradando: “Soy un capesino como Usteds. SOY UN DESCAMISADO".

Mas essa Borra (de vidro) de DESCAMISADO já esta muito batida. Quero ser mais dramático e ate mais criativo. Tem horas que penso em subir na rampa do Palácio do Planalto, e num arroubo de protesto arrancar furiosamente as cuecas e gritar. "SOY UN DESCUECADO". E mais: “Por aca nao hay nada para esconder el dinero!” Mas essa dramatização criativa sempre me escapa, lamentavelmente, por não poder ser –nem viver como -um DESCUECADO. Bem, nesse caso me limito bradar  timidamente contra a corrupção dizendo: "MY CUECAS SON LIMPIAS - Y VASIAS!"

Comentário de Textile Industry em 19 setembro 2011 às 16:40

Caro Sam,

Apenas você mesmo, para se apoiar em Shakespeare a fim de tirar a cueca.

Abraços,

Erivaldo

Comentário de Sam de Mattos em 19 setembro 2011 às 16:27

 

Shakespeare deveria também ter escrito isso: “Usar ou não a cueca, eis a questão”. Hoje, matutando no assunto - e ponderando sobre o descuecamento do Joe Soares -, decidi fazer uma experimentação. Coloquei o meu jeans sobre a pele nua. Ainda que coberto de Denim: foi uma atrapalhação geral, coisas desorganizadas lá por baixo, troca-troca de pernas e ajeitação (discretíssima) de coisas e o escambau. Sai cedo para a casa e causando o espanto a minha mulher coloquei uma boa cueca e disse: "Cueca para mim é uma necessidade". SdM

Comentário de Luiz Roberto Saraiva em 19 setembro 2011 às 14:15

Poxa luciana,é um curiosidade que devemos parar e pensar com mais detalhes,mas sem dúvida acredito na minh a humilde opinião que hoje em dia acabou se tornando vaidade.De qualquer forma parabésn pelo excelente trabalho de conclusão.l rsaraiva@bol.com.br  Luiz Roberto,Fique em paz,Luiz Roberto

Comentário de Edgard Martins Gonçalves em 18 setembro 2011 às 18:54

Oi Luciana, após trabalhar por mais de 30 anos em uma Fiação aqui em Nova Friburgo, me aposentei, infelizmente esta empresa fechou suas portas após 100 anos de atividades e eu fui parar dentro de uma confecção justamente para produzir sutiãs. Por isso me interessei e gostei muito de sua matéria. Estou começando neste ramo e se Deus quizer quero crescer nele.

Parabéns em um forte abraço.

 

Comentário de Sam de Mattos em 18 setembro 2011 às 16:52

CUECAS: VAIDADE OU NECESSIDADE?

Negar o utilitarismo do sutiã é tentar minimizar os efeitos da gravidade nos peitos: É burrice. Discutir aestetica de peito caído ou não, eh discussão fútil e medieval. Aestetica, esta nos olhos do apreciador: No Tocantins, peito das vovós índias em pratos de sopa é normal, é cotidiano. Nos Jardins em São Paulo, pega mal. Fazer da sutiã algo sexy é o dever dos designers. Agora o sutiã ser tornou também um instrumento de vaidade: Quer silicone na hora: Use um Bombshell da Victoria Secret. Quer peitos firmes e acentuados: O Unforgetable, da mesma firma. Tem peitos esparramados? Se ajeite com o Wireless (sem armação). Tem peitaria e não quer entrar no Bisturi? Ha o Perfect Coverage, para um desaparecimento milagroso do excesso. Não tenho Fetiche por sutiãs. Mas minha mulher trabalha na Victoria Secret. Quanto ao tópico, necessidade ou vaidade? Muito ampla a questão. Podemos viver sem cuecas, calcinhas e sutiãs. SIM PODEMOS. Então o uso dessas peças não seria uma necessidade VITAL. Mas HÁ UMA NECESSIDADE de manter os Cojones e os seios confortáveis. Sim: Aí ha uma necessidade de CONFORTO. Vaidade? Claro. Vaidade é parte integrante da vida, da auto-estima. Até os índios não vivem sem as sementes do urucu a seiva de jenipapo e as coloridas penas de pássaros. Temos vaidade em um comprar um paletó bem talhado, em usar um jeans todo esculhambado - mas de grife. Vaidade em uso de sapatos, na escrita, no carro porque o bicho humano e um bicho dado a aestetica. Respondendo Finalmente a pergunta: Ha uma vaidade sim - e também uma necessidade de conforto. Se Usted acha que esse papo não é embasado em fatos, usemos a CUECA CONFORTAVEL e de suporte como parâmetro: Pergunte ao seu marido ou namorado como ele se sente com os cojones para o lado direito? Respondo a pergunta original do seu artigo, com outra pergunta sobre um assunto que entendo melhor: CUECAS: Vaidade ou necessidade?

 


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