Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Pensar em trabalho presencial é ideia que afasta 39% dos brasileiros

Segundo levantamento da Robert Half, evasão pode ser ainda maior no futuro. Maioria dos funcionários opta pelo modelo híbrido.

Imagem: Shutterstock

Se até o começo de 2020, o trabalho remoto não fazia parte da realidade da maioria dos trabalhadores brasileiros, hoje o cenário é outro. Levantamento da Robert Half, com 1.161 profissionais do Brasil, mostra que hoje o colaborador tem a consciência de que o trabalho remoto é um modelo  preparado para o futuro e não apenas um benefício.

Essa percepção é compartilhada por todas as categorias entrevistadas. Entre os empregados, 77% enxergam o home office como um modelo de trabalho. Já entre os recrutadores, 72% emitem a mesma opinião. Ao ouvir os desempregados, a porcentagem atinge 80%.

Já o retorno mandatório aos escritórios pode mais afastar do que atrair talentos. Segundo o estudo, 42% dos recrutadores revelaram que têm visto colaboradores buscarem um novo trabalho depois que a empresa optou pelo retorno presencial. Na percepção de 22% deles, por mais que ainda não sintam o impacto no dia a dia, essa evasão ainda pode vir a acontecer no futuro.

Entre os desempregados, 20% disseram que não aceitariam uma proposta de trabalho de uma empresa que não oferecesse trabalho remoto de maneira parcial ou integral e 39% dos colaboradores buscariam um novo emprego se a empresa onde trabalham atualmente decidisse não oferecer uma opção, ao menos, parcialmente remota.

O modelo híbrido, aquele que mescla dias no escritório e dias em casa, é, na visão de 77% dos empregados, o melhor modelo de trabalho. Em seguida, 17% indicam o trabalho remoto e apenas 6% o modelo integralmente presencial.

“Os níveis de desemprego da população em geral tem caído, mas ao analisar especialmente o mercado de profissionais qualificados, eles se mostram expressivamente menores. Para se ter uma ideia, no segundo trimestre de 2022, a taxa de desemprego para esse grupo ficou em 5,3%. Por isso, mais do que nunca é tão importante escutar sua força de trabalho”, analisa Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.

O estudo ainda demonstra que as empresas estão atentas ao desejo dos colaboradores, embora algumas não tenham um plano de retorno totalmente definido. A depender de 57% dos recrutadores entrevistados, as companhias para as quais trabalham devem adotar o modelo híbrido de trabalho daqui para a frente. Além deles, 33% indicaram que planejam retornar ao modelo 100% presencial e 10% disseram que permanecerão integralmente em home office.

“A evolução dos modelos de trabalho representou uma das maiores quebras de paradigma dos últimos anos e fugir disso seria caminhar em direção ao passado. Caiu por terra o pensamento que vinculava produtividade ao trabalho integralmente presencial. Portanto, as empresas que, sem justificativa, optarem pelo retorno completo ao escritório terão dificuldade para atrair talentos, que já não estão à solta no mercado, além de correr o risco de perder profissionais-chave para companhias mais flexíveis”, conclui o diretor-geral da Robert Half.

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