Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Pouco tem sido feito para “virar o jogo” da indústria têxtil

escrito por Fábio Campos Fatalla, engenheiro e diretor da Interface Engenharia Aduaneira

O noticiário nacional vem mostrando, mês após mês, o crescimento dos importados em relação aos produtos nacionais no setor têxtil. De acordo com o jornal Valor Econômico, os produtos importados não apenas atenderam parte da expansão de consumo neste ano de 2012, como definitivamente "roubaram" uma parcela de produção que antes pertencia à indústria brasileira. Diante desse cenário, entidades de classe e sindicatos representativos do segmento imploram ao Governo a criação de salvaguardas contra a entrada de produtos fabricados em outros países, sobretudo na Ásia.

Apesar de todos os esforços e do clamor das associações de classe, falta efetivamente coragem ou interesse em atacar os problemas do setor. As salvaguardas não vão modificar o panorama e garantir produtividade à indústria nacional. Não basta estar no estatuto que defende o associado e gritar por isso na mídia. As entidades representativas têm que se fazer ativa e mostrar efetivamente que estão preocupadas com os associados.

É importante lembrar que vários dos integrantes da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), por exemplo, também são importadores. Importar não é demérito para ninguém, pelo contrário, demonstra um poder de adaptação ao mercado e competência para poder sobreviver e crescer diante do competitivo panorama internacional. O que é curioso é que muitos desses empresários têm medo de serem atingidos pelas medidas que poderiam ser pleiteadas junto aos órgãos governamentais.

Na verdade, para quem trabalha com idoneidade e com planejamento estratégico, isto não deveria ser fonte de preocupação. E o que é trabalhar de forma correta? Em geral, é fazer um estudo antes da importação da mercadoria para identificar as perfeitas características do seu produto, é levantar todos os dados necessários dentro da legislação vigente para saber como se comportar diante das exigências governamentais, entre outros cuidados.

Precisamos repensar se a condução da nossa representatividade não está cheia de vícios e situações que acabam privilegiando apenas alguns poucos empresários. Será que nós realmente não sabemos quem age de modo errado, já que nos meios comerciais isto, informalmente, é amplamente divulgado? Em função dessa situação, quando escuto ou leio que a indústria têxtil brasileira está definhando e perdendo cada vez mais a batalha para os importados, me questiono sobre o que foi feito até o momento pelas lideranças do setor e quais os caminhos que estão sendo traçados para “virar o jogo”.

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