Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano X

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Prós e contras da política Trump para a indústria têxtil e de vestuário

Prós e contras da política Trump para a indústria têxtil e de vestuário 

publicado originalmente pelo site Portugal Têxtil e escrito de acordo com o idioma do país europeu 

Um ambiente económico e politico em rápida mudança, a relação entre comércio e criação de emprego nos EUA, planos para um imposto de fronteira ajustável, a alteração ao Acordo de Comércio Livre da América do Norte (Nafta) e a Parceria Transpacífico (TPP) foram temas abordados numa conferência, recente, que o just-style.com transmitiu, onde especialistas analisaram o potencial impacto destas questões na indústria têxtil e vestuário.

Robert Antoshak, diretor-geral da Olah Inc, foi o moderador de um debate que juntou em Washington Julia Hughes, presidente da US Fashion Industry Association, e Augustine Tantillo, presidente e diretor-executivo do National Council of Textile Organizations.

Em relação à atitude do Presidente Trump de trazer empregos de volta aos EUA, Hughes acredita que a retórica tem sido um pouco mal direcionada. «Gosto da ideia e da crença de que queremos manter os empregos aqui nos EUA, porque certamente que do lado do vestuário e das marcas, os trabalhos aqui nos EUA são empregos criados pelo comércio. Os trabalhos com maior remuneração são o desenvolvimento de produto, design, as perspetivas criativas para as marcas, logística, cadeia de aprovisionamento, sourcing… e quando fazemos a análise desses empregos, 70% do valor dos produtos importados é, na verdade, emprego aqui nos EUA. Por isso a produção lá fora também apoia o emprego aqui», referiu.

A presidente da US Fashion Industry Association discutiu também os planos de Donald Trump para rever o sistema fiscal dos EUA com a introdução de um imposto ajustável na fronteira, que alguns na indústria acreditam que pode complicar imenso o sourcing de vestuário para o mercado dos EUA. «Claro que a reforma fiscal é algo que tem que acontecer, mas as propostas de impostos ajustáveis na fronteira que existem até agora, embora possam apoiar os produtores, para os que estão no sector dos serviços significa que não só iremos pagar as taxas mais altas mas agra também não poderemos deduzir o custo desses bens. Além disso, pagar impostos mais altos para algumas empresas, claramente o sistema não vai funcionar; vai aumentar os preços para o consumidor e vai fazer subir o dólar, o que não vai ser necessariamente bom para os nossos exportadores», destacou.

Augustine Tantillo concorda que a necessidade de um debate e revisão da política fiscal para as empresas «é devido há muito» e que «o peso da nossa estrutura fiscal devia ser reduzida». E acrescentou que «uma forma de conseguir isso é olhar para o imposto ajustável na fronteira. Há muita confusão e pânico mas devemos ter em conta que os EUA são a única grande economia mundial que não tem um sistema de impostos ajustáveis na fronteira».

Para além do imposto ajustável na fronteira, os acordos comerciais tornaram-se num foco primário para o Presidente Trump, que quer renegociar ou substituir o Acordo de Comércio Livre da América do Norte (Nafta) por um acordo entre os EUA, o México e o Canadá.

O presidente e diretor-executivo do National Council of Textile Organizations concorda que há a necessidade de atualizar o acordo – mas questiona a forma que isso irá tomar. «Estamos certamente a falar com os nossos membros sobre melhorias ao Nafta e parece que neste caso vai haver muita interação e inputs da indústria, por isso estamos prontos para tomar parte nisso. Estamos um pouco preocupados que possamos de ter de ser defensivos para proteger as coisas que estão a funcionar nesta cadeia de aprovisionamento no hemisfério ocidental, mas é uma discussão que estamos prontos a ter», revelou. Tantillo também apoia a continuação do Nafta, mas acredita na necessidade de uma revisão e de uma atualização.

No que diz respeito à Parceria Transpacífico (TPP), da qual o Presidente Trump retirou os EUA, Augustine Tantillo não tem a certeza se irá regressar à sua forma anterior. «Está numa profunda hibernação. Pode não sair dessa hibernação, mas parece que pode tomar uma forma diferente. O Presidente disse que está mais inclinado a fazer acordos bilaterais, por isso se pensarmos nos países que estão no TPP – a maior dos quais já tem um acordo bilateral com os EUA ou um acordo de comércio livre. Os países que não têm – Japão, Vietname, Malásia, etc. – será que são elegíveis ou bons candidatos para acordos bilaterais? Alguns deles, não creio. Mas provavelmente vamos assistir a alguma movimentação para um acordo bilateral entre o Japão e os EUA. Por enquanto, penso que vai ser o Nafta e talvez alguns acordos bilaterais», apontou.

 
 

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