Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

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Salários da economia criativa são maiores que a média nacional

Painel de Dados do Observatório da Fundação Itaú revela que profissionais ganham, em média, R$ 4,8 mensais, mas alerta para disparidades de gênero, raça e outros.

A economia criativa, que inclui os segmentos de moda, cinema, música, museus, arquitetura, entre outros, oferecem salários maiores do que o da média nacional.

É o que mostram dados do Painel de Dados do Observatório da Fundação Itaú, que avalia o emprego e a geração de renda no segmento. Os profissionais faturam R$ 4,8 mensais, o dobro dos R$ 3,2 mil que a média do restante dos brasileiros.

economia criativa

Os resultados indicam, contudo, que ainda existem disparidades no setor. Por exemplo, mulheres negras recebem R$2,2 mil — em média, 69% menos que homens brancos, que ganham R$ 7,1 mil em cadeiras culturais e criativas. Já os homens pretos ganham R$ 4,1 mil e os pardos, R$ 4,5 mil.

O salário de mulheres brancas fica em R$ 4,1 mil, enquanto o das pardas, R$ 2,5 mil. Além disso, a participação de mulheres diminuiu, de 46% no 3° trimestre de 2023 para 44% no mesmo período do ano seguinte. Enquanto isso, a quantidade de homens subiu para 56%, mesma porcentagem dos que se autodeclaram brancos, contra 54%. Do restante dos homens, 9% são pretos e 33% pardos.

Pessoas amarelas e indígenas, por exemplo, são 2% das empresas de economia criativa. Segundo a Fundação, o número se manteve estável em relação à análise de 2023.

Geração de empregos

O patamar de geração de empregos é o maior já registrado desde o início da série histórica do indicador, que teve início em 2012. Durante a análise, foram criados mais de 228 mil novos postos de trabalho, 3% a mais do que o mesmo período do ano anterior. São três trimestres seguidos de expansão.

O destaque vai para as artes cênicas, com uma alta de 109%, indicando para uma recuperação após queda entre o segundo e terceiro trimestres de 2023. Chamam a atenção, ainda, o mercado editorial, que gerou 17% mais empregos, design (+15%) e a publicidade (+10%).

Em contrapartida, a gastronomia foi o segmento mais registrou quedas, com 19% a menos de postos de trabalho. Na sequência, aparecem museus (-9%), cinema, rádio e TV (-9%), arquitetura (-9%) e museus e patrimônio (-9%).

Além disso, no terceiro trimestre de 2024, foi observado um aumento da informalidade em 7%, contra 2% do agregado da economia brasileira de maneira geral.

O estudo identificou, ainda, uma disparidade geográfica. São Paulo permanece na liderança, consolidando-se como o maior mercado da indústria criativa: o estado conta com 2,5 milhões de trabalhadores ativos. Apesar disso, o crescimento relativo de novos postos foi de 1%, abaixo da média nacional na análise do terceiro trimestre do ano passado.

Já em Roraima, a oferta subiu 37%, seguido de 21% em Sergipe. Mato Grosso, Pernambuco e Minas Gerais registraram 18% na alta de empregos. Destacam-se, ainda, Bahia (+15%), Ceará e Rondônia (+13%), Tocantins (+12%), Espírito Santo (+10%), Amapá (+9%), Goiás (+7%), Paraíba (+6%) e Amazonas (1%).

Quanto às quedas, Piauí teve 35% menos de vagas, enquanto Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul tiveram menos 10% de ofertas, e o Acre, menos 8%. Demais estados obtiveram quedas menos expressivas, como (-3%), Maranhão e Mato Grosso do Sul (-2%), e Santa Catarina e Distrito Federal (-1%). O Rio de Janeiro se manteve estável.

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