Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Sesc Casa do Artesão apresenta Exposição Tecendo Arte

Fonte: |24horasnews.com.br|

Parece ser simples, mais quem confecciona sabe o quanto é preciso dedicação e concentração para produzir uma rede. Pode durar mais de 40 dias pra uma ficar pronta, dependendo da arte. Durante a “Exposição Tecendo Arte” que será realizada no Sesc Casa do Artesão a partir do dia 27 de julho e se estenderá até o dia 31 de dezembro, o público poderá conferir de perto a realidade das rederas. A exposição seguirá com peças rudimentares, como o descaroçador de algodão (utilizado para tirar o caroço do algodão) entre outros.

O historiador Ubaldo Monteiro, de Várzea Grande, certa vez escreveu sobre as rederas da cidade: “Redera, só você faz pintura sem tinta, sem pincel, nas linhas horizontais e verticais. Na arquitetura de um painel”.

Dizem que as rederas tem sua origem em Várzea Grande, mais precisamente em Limpo Grande. Lugar bucólico, onde o tempo parece passar no vai-e-vem das mãos, dos braços teando e da rede balançando. Lá estão as mais conhecidas e famosas rederas do Mato Grosso. As redes são feitas com dom artístico, desenho e meandros de criatividade e bom gosto.

“Esta atividade é importante para a identidade cultural de Mato Grosso, pois se trata de um dos ícones da cultura local, sendo também uma importante atividade econômica para as pessoas que residem no povoado, pois todos nasceram na própria comunidade e, em sua maioria, possuem laços de consangüinidade”, afirma a coordenadora da exposição, Laura Almeida.

O artesanato de Mato Grosso é resultado da mistura de várias culturas indígenas e européias com destaque para a ibérica. Os instrumentos de trabalho para fabricar este artesanato são da população rural, porém, o que chama atenção tanto pela tradição como pela beleza, é a tecelagem que tem a expressão das redes. “As redes são feitas por pessoas simples, porém, com muita experiência e sabedoria. Desta forma o Sesc Casa do Artesão valoriza a arte mato-grossense”.

Elas estão ligadas há séculos através de imensos fios de linha, das lembranças das tataravós aos dias de hoje. E, apesar da tecnologia, da indústria que coloca no mercado redes a preços convidativos, muito pouco se mudou na arte de tear. O ritual que acompanha as mulheres redera continua o mesmo, acordar cedo e logo começam a trabalhar.

Mato Grosso apresenta um colorido das redes que fascina porque todas são bonitas e feitas por mãos habilidosas das artesãs. Para elas não há fim de semana ou feriado, trabalham horas e horas sentadas no chão forrado por cobertor em frente aos teares.

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