Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Sondagem da CNI Indica Ritmo Fraco da Indústria


EDUARDO CUCOLO / BRASÍLIA

 
A indústria brasileira começou 2012 em ritmo fraco e com estoques elevados, mas os empresários estão otimistas em relação à recuperação ainda no primeiro semestre.

De acordo com Sondagem Industrial divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a produção recuou em janeiro, mas em intensidade menor que a queda verificada em dezembro do ano passado. O indicador de produção ficou em 45 pontos, quinto mês consecutivo de retração. Valores abaixo de 50 indicam queda na atividade.

O levantamento também mostra aumento de ociosidade na indústria. O uso da capacidade instalada continua abaixo do usual, em 41,7 pontos, menor valor desde 2009. O porcentual médio de utilização caiu de 71% em dezembro para 69% em janeiro.

"Estamos no momento mais fraco da produção industrial", afirmou o gerente-executivo da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca.

Apenas o setor de derivados do petróleo apresentou crescimento da produção e uso da capacidade acima do usual em janeiro. A indústria de bebidas teve a maior piora nos dois indicadores em relação a dezembro.

Os estoques continuam acima do planejado pelos industriais, em nível pouco acima do apurado em dezembro, principalmente nos setores têxtil, de máquinas e equipamentos e de calçados. O número de empregados registrou nova queda em janeiro, com destaque para a indústria de vestuário.

Expectativas. Apesar desses resultados, as perspectivas dos empresários para demanda, exportações, compra de matéria-prima e emprego para os próximos seis meses melhoraram. O indicador passou de 56,2 pontos para 59,3 pontos.

Industriais de todas as regiões se mostram mais otimistas sobre todas essas variáveis em relação à sondagem anterior. A exceção é a avaliação das indústrias do Sudeste e Nordeste sobre as vendas externas, que ainda é pessimista, mas menos do que o verificado na pesquisa divulgada no mês passado.

Para a CNI, a tendência é de crescimento da atividade ao longo do semestre, mas essa recuperação deve demorar. Segundo a entidade, a indústria terá de reduzir a produção ainda mais para diminuir os estoques. E só depois poderá voltar a um ritmo de produção mais acelerado.

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