Funcionários da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe), localizada no Complexo Petroquímico de Suape, foram surpreendidos na última terça-feira (7) com um comunicado – divulgado pela diretoria da empresa – informando a abertura do programa de demissão voluntária. A orientação da empresa, repassada pelo conselho da Petrobras, é reduzir a equipe em dois terços.
Em números absolutos, significa uma redução de 360 para 140 funcionários, das áreas de produção e manutenção. Nos últimos anos, a empresa fez vários concursos para compor os quadros. A revolta dos funcionários é grande, porque muitos abdicaram de outros empregos em troca da estabilidade dada pela empresa, que faz parte da Petrobras.
Na tentativa de reverter a situação, o Sindicato dos Trabalhadores Têxtis de Ipojuca e região participou nesta quinta-feira (9) de uma reunião com o sindicato dos empresários da indústria e representantes da federação das indústrias têxteis. Mas de nada adiantou.
Documento divulgado pela diretoria da Citepe:
No encontro, a diretoria apresentou a cartilha do programa de demissão voluntária, redigida pela própria Petrobras, do Rio de Janeiro. Os trabalhadores que não quiserem negociar a demissão voluntária neste momento devem ser desligados nos próximos cinco meses, de acordo com o sindicato da categoria.
De acordo com o presidente do sindicato dos trabalhadores, Rodrigo Rafael, a direção da Petroquímica Suape atribui as demissões aos custos elevados da produção dos produtos. Mas, extraoficialmente, a crise que se instalou na Petrobras é vista como a principal culpada pela onda de demissões.
“A ideia do encontro não foi mais discutir se haveria ou não demissão. Não tinha mais jeito. O que fizemos foi discutir o plano para a demissão voluntária. Encaminhamos um ofício para o conselho de administração da Petrobras pedindo uma rediscussão do documento, que já veio pronto para nós”, criticou o funcionário.
O plano prevê o pagamento de cinco meses de salário-base, cinco meses de plano de saúde ou cursos de requalificação profissional para outra função.
POLO TÊXTIL – A Citepe integra o polo químico-têxtil da Petrobras e possui 64 máquinas do seu parque de produção de fios têxteis de poliéster, em Suape. No final de 2013, 18 unidades estavam em funcionamento e a previsão da empresa era operar outras 32 máquinas até agosto e concluir a implantação no segundo semestre de 2014.
Quando estivesse com carga máxima, a fábrica deveria produzir 85 mil toneladas de fios têxteis.
Em 2013, a Citepe fornecia poliéster para 140 clientes e produzia 12,8 mil toneladas de fios. A produção garantia à empresa a terceira posição de vendas no Brasil.
Na época, a expectativa da companhia era se tornar líder de mercado. A indústria utiliza a resina PET na fabricação do fio, que depois se transforma nas roupas que vestimos. Por isso, o complexo provoca um impacto na cadeia produtiva, estimulando as indústrias têxtil e de confecções.
http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2015/04/09/crise-na-petrobras-...
por Marcela Balbino
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Em 2013, a Citepe fornecia poliéster para 140 clientes e produzia 12,8 mil toneladas de fios. A produção garantia à empresa a terceira posição de vendas no Brasil.
JJ, o que é isto? Você nos julga ignorantes?
A colocação do Romildo não é das mais felizes, mas a sua é HORRIVEL. Não é a 1ª vez e nem a ultima, que nossos comunicadores, derrapam em seus comentários, mas JJ você foi longe de mais, Romildo é um paralelo a sua derrapadas NOS SEUS BLOgs. Coisa feia. O complexo da SUAPE, fora a ingerência do PT, teria sido uma enorme "EMPRESA" tipo PETROBRAS e VALE , que teria agigantado nosso complexo industrial. Um marco da indústria nacional. Mas tudo que fica ao alcance do PT, se deteriora, se esvanece as nossas faces. È LAMENTAVEL
Quero que fique claro uma coisa, não critico a ideia de nossos JJ e Romildo, eu os contesto, mas adoro, o que me deixa "FULO", é a pouca reverencia ao fato do distúrbio, pois Sauipe, deveria ser um MARCO, não uma tragédia. Mas quem fala da tragédia? Quem diz que por falsa diretiva, por corrupção, falsa moral/idoneidade , aquilo tudo foi ao chão? Alguem, hoje "NOS", devería falar aqui, que alguém , alguém muito safado, inescrupuloso, amoral, arrogante, nos fez engolir todo os atos de corrupção que fizeram minguar este projeto único para o desenvolvimento de alguns nichos de mercado, carentes. E nos do TEXTIL, ficamos a margem da fatia de mercado necessária ao crescimento. Desculpe meu "dejeto" pronunciativo, mas não aguento mais viver desta maneira, a beira de um colapso empresarial.
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