Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

O historiador Ricardo Medeiros Pimenta diz que o fim das fábricas de tecidos no Rio levou muitos trabalhadores a perderem sua identidade social. As consequências do fim das indústrias são tema de seu livro ‘Retalhos de memória’, que traz relatos da vida de homens que trabalharam na confecção de tecidos entre as décadas de 1920 e 1960.

—Por que o sr. se interessou por esse tema?
—Sempre me interessei por profissões que entraram em extinção. Um dia, observando as chaminés das indústrias, me dei conta de que muitas eram de fábricas de tecidos. Isso acabou despertando meu interesse pelos trabalhadores têxteis. Resolvi pequisar: fui ao Arquivo Geral da Cidade e à Biblioteca Nacional e entrevistei parentes e ex-trabalhadores de fábricas no Rio.

—O que sr. descobriu?
—Vi que esses trabalhadores, todos idosos, tinham sua identidade muito atrelada ao espaço de trabalho. Com a falência do setor, a partir dos anos 50, os mais antigos, que não tinham uma formação técnica, não conseguiram se realocar no mercado. Ao se aposentarem, a única referência que tinham de vida social se apagou. Eles falam do trabalho na fábrica com uma carga nostálgica muito grande. Quando a conversa vem para o presente, eles se sentem esquecidos e desvalorizados.

—Como eram aquelas fábricas?
— Entre os 1920 e 1940, havia um ambiente insalubre. Mas as pessoas que entrevistei falam disso com muito orgulho. O importante era ser trabalhador.

Fonte:|http://odia.ig.com.br/portal/rio/informe-do-dia-a-nostalgia-do-apit...

.

.

.

.

.

.

.

.

Para participar de nossa Rede Têxtil e do Vestuário - Clique Aqui

Exibições: 670

Responder esta

Respostas a este tópico

 

 

 

Grande  dica  de livro. Vou  comprar. Em tempo: m  dos versos mais  belos,  senão o verso mais  belo, da  nossa música popuplar ,está na letra  abaixo

 

Três Apitos

Noel Rosa

Quando o apito da fábrica de tecidos
Vem ferir os meus ouvidos
Eu me lembro de você
Mas você anda
Sem dúvida bem zangada
Ou está interessada
Em fingir que não me vê
Você que atende ao apito de uma chaminé de barro
Porque não atende ao grito
Tão aflito
Da buzina do meu carro
Você no inverno
Sem meias vai pro trabalho
Não faz fé no agasalho
Nem no frio você crê
Mas você é mesmo artigo que não se imita
Quando a fábrica apita
Faz reclame de você
Nos meus olhos você lê
Que eu sofro cruelmente
Com ciúmes do gerente
Impertinente
Que dá ordens a você
Sou do sereno poeta muito soturno
Vou virar guarda-noturno
E você sabe porque
Mas você não sabe
Que enquanto você faz pano
Faço junto ao piano
Estes versos pra você

 

Ouça

 

Três apitos

Também quero comprar !

Os apitos das Fábricas que trabalhei, até hoje, escuto em em meus ouvidos e distingo cada um deles, as vezes misturados ao barulho da tecelagem...... 

"Quando o apito lá da fabrica de tecidos,

Vem ferir os meus ouvidos

Eu me lembro de você” ...

Esse apito foi eternizado no Samba de Noel. Realmente é um tema saudoso e por que não poético?

Responder à discussão

RSS

© 2022   Criado por Textile Industry.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço