Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Coteminas tem Prejuízo de R$ 152 Milhões no Trimestre

SÃO PAULO - Queda no faturamento e piora no resultado financeiro da Coteminas convergiram para que a companhia apresentasse prejuízo líquido de R$ 151,2 milhões no segundo trimestre. No mesmo período do ano passado, a companhia teve lucro de R$ 8,4 milhões.

Na comparação trimestral, a receita líquida caiu 21,4%, para 530 milhões, enquanto o prejuízo financeiro subiu de R$ 1,2 milhão para R$ 46,3 milhões.

A Coteminas teve que fazer uma baixa contábil de R$ 37 milhões em função de uma reestruturação das operações nos Estados Unidos no período , o que impactou o resultado, apesar de não ter efeito no caixa da companhia.

Fonte:|http://www.valoronline.com.br/online/empresas/44/474551/coteminas-t...

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Sniff, sniff, tem fogo em algum canto, isso é cheiro de fumaça.

Tem que colocar os bombeiros para apagar já, antes que se alastre!

O rescaldo é importante, o fogo depois pode voltar. 

 

 

 

Crise americana derruba Coteminas
A crise nos Estados Unidos pesou sobre o balanço da Coteminas do segundo trimestre, que veio com um prejuízo de R$ 151,2 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 8,4 milhões em igual período de 2010.

O efeito negativo americano foi em praticamente todas as linhas. Começou prejudicando as vendas, em função do cenário econômico. A receita líquida caiu 21,4%, para R$ 530,1 milhões. Em volume, as vendas da principal controlada, a Springs Global, recuaram 39,1%.

O corte na receita só não foi maior porque o preço médio dos produtos subiu 21,7% no intervalo em questão, por conta de reposição de custos. A diminuição da atividade nos Estados Unidos fez com que a participação brasileira na receita aumentasse de 41,8% para 51%.

Nem a recuperação da margem bruta, em função do preço do algodão, compensou todos os efeitos negativos. A margem bruta da empresa subiu de 16,3% para 18,9%.

Isso porque no decorrer do balanço as perdas vindas do Hemisfério Norte foram se acumulando, pois a Coteminas decidiu fazer uma baixa contábil de R$ 37 milhões em função de uma reestruturação das operações naquele país. Esse ajuste fez as despesas gerais e administrativas subirem 25,2%, para R$ 136,7 milhões.

Essa decisão explica porque, antes do financeiro e dos tributos, o resultado operacional saiu de um lucro de R$ 1 milhão para prejuízo de R$ 36,3 milhões, na comparação anual.

A reorganização nos Estados Unidos levou também a um ajuste fiscal que trouxe mais perdas - de R$ 70 milhões. A empresa baixou ativos fiscais reconhecidos em anos anteriores. Por conta disso, a linha de impostos do balanço saiu de um positivo de R$ 8,6 milhões, no segundo trimestre de 2010, para um negativo de R$ 68,5 milhões, de abril a julho deste ano. Apesar dessa baixa, a empresa alega que os créditos fiscais continuam válidos por mais 17 anos.

Para completar a lista de efeitos negativos da crise americana, a apreciação do real frente ao dólar trouxe impacto negativo sobre a posição de hedge cambial da empresa. Com isso, a Coteminas registrou uma despesa financeira líquida de R$ 46,4 milhões, um salto ante o R$ 1,25 milhões registrado no segundo trimestre do ano passado.

Na BM&FBovespa, o cenário da companhia também é de perdas. No ano, a ação acumula baixa de quase 30%. O valor de mercado da Coteminas está em R$ 454,8 milhões - apenas 33% do valor patrimonial, de R$ 1,4 bilhão. Ontem, o papel ficou estável, em R$ 3,79.
Fonte:|http://www2.valor.com.br/impresso/investimentos/119/474593/crise-am...

Quando analisamos uma fortaleza que desaba com arremessos de catapulta, temos fazer sob duas óticas:

1) Observando o tamanho das pedras e a força do arremesso;

2) Observando a resistência do muro.

 

Aqui só conhecemos a primeira.

 

Quando atinge uma gigante com um impacto dessa envergadura e sinal que a coisa está mais do que crítica.

 

E aí, ou o Brasil se mexe ou...

 

...bye bye cadeia têxtil.

Diante da disparidade dos números (mesmo período do ano passado e atual período), creio que o cheiro de fumaça ocorreu no ano passado. Hoje já é fogo puro!!!

 

Abraços à todos!!!

 

Edson Machado

A fumaça e o fogo no ramo têxtil ja vem desde 2008 quando da crise nos EUA.As empresas conseguiram segurar as pontas porque o cenário do mercado interno era bom, com a reduçao do consumo interno, o aumento dia-a-dia da entrada de importados(China, India, Malasya, etc.) o "estouro" do preço do algodão ocorrido no ano passado( que beneficiou poucos e prejudicou muitos) as empresas foram se afundando, portando, ja estamos no terceiro ano de CRISE, porem se ve pouco e nada de ação do governo. Enquanto isso continuamos lutando e esperando ações mais fortes e abrangentes.
abraço a todos e bons negócos!!

Textile Industry disse:
Crise americana derruba Coteminas
A crise nos Estados Unidos pesou sobre o balanço da Coteminas do segundo trimestre, que veio com um prejuízo de R$ 151,2 milhões, comparado a um lucro líquido de R$ 8,4 milhões em igual período de 2010.

O efeito negativo americano foi em praticamente todas as linhas. Começou prejudicando as vendas, em função do cenário econômico. A receita líquida caiu 21,4%, para R$ 530,1 milhões. Em volume, as vendas da principal controlada, a Springs Global, recuaram 39,1%.

O corte na receita só não foi maior porque o preço médio dos produtos subiu 21,7% no intervalo em questão, por conta de reposição de custos. A diminuição da atividade nos Estados Unidos fez com que a participação brasileira na receita aumentasse de 41,8% para 51%.

Nem a recuperação da margem bruta, em função do preço do algodão, compensou todos os efeitos negativos. A margem bruta da empresa subiu de 16,3% para 18,9%.

Isso porque no decorrer do balanço as perdas vindas do Hemisfério Norte foram se acumulando, pois a Coteminas decidiu fazer uma baixa contábil de R$ 37 milhões em função de uma reestruturação das operações naquele país. Esse ajuste fez as despesas gerais e administrativas subirem 25,2%, para R$ 136,7 milhões.

Essa decisão explica porque, antes do financeiro e dos tributos, o resultado operacional saiu de um lucro de R$ 1 milhão para prejuízo de R$ 36,3 milhões, na comparação anual.

A reorganização nos Estados Unidos levou também a um ajuste fiscal que trouxe mais perdas - de R$ 70 milhões. A empresa baixou ativos fiscais reconhecidos em anos anteriores. Por conta disso, a linha de impostos do balanço saiu de um positivo de R$ 8,6 milhões, no segundo trimestre de 2010, para um negativo de R$ 68,5 milhões, de abril a julho deste ano. Apesar dessa baixa, a empresa alega que os créditos fiscais continuam válidos por mais 17 anos.

Para completar a lista de efeitos negativos da crise americana, a apreciação do real frente ao dólar trouxe impacto negativo sobre a posição de hedge cambial da empresa. Com isso, a Coteminas registrou uma despesa financeira líquida de R$ 46,4 milhões, um salto ante o R$ 1,25 milhões registrado no segundo trimestre do ano passado.

Na BM&FBovespa, o cenário da companhia também é de perdas. No ano, a ação acumula baixa de quase 30%. O valor de mercado da Coteminas está em R$ 454,8 milhões - apenas 33% do valor patrimonial, de R$ 1,4 bilhão. Ontem, o papel ficou estável, em R$ 3,79.
Fonte:|http://www2.valor.com.br/impresso/investimentos/119/474593/crise-am...

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