Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Vai abrir uma loja de tecidos? Então veja essas dicas! | Abertura Simples

Voltado a clientes de toda a cidade de São Paulo, loja paulista A Gaivotinha inaugura o primeiro serviço de vendas virtuais e entrega a domicílio do segmento; estratégia de comércio online é essencial para que comércios tradicionais sigam vivos também no pós Covid

O serviço de delivery nunca esteve tão em alta. Impulsionado pela pandemia, com as pessoas cada vez mais dentro de casa por conta da contaminação, fazer suas compras sem sair de casa tornou-se mais do que uma comodidade - hoje já é um hábito. E o leque de produtos que estão sendo incorporados nessa cesta de opções não para de crescer. Uma das novidades que está chegando ao mercado é o delivery de tecidos. A loja especializada A Gaivotinha, está dando o primeiro passo para inaugurar essa tendência no país.

Localizada no bairro do Brás, em São Paulo (SP), uma das regiões mais importantes de venda do produto na cidade, a loja tem cerca de 70 anos de atuação e comercializa atualmente mais de 200 tipos de tecidos. Segundo o proprietário Ulisses Tadeu Giorgi, ele encontrou essa alternativa para suprir o atendimento a clientes que não estão circulando pela cidade por conta do coronavírus. "Implantar o delivery foi a alternativa que encontramos para resolver o problema dos nossos clientes que estão com medo de sair de casa e precisam do tecido com urgência".

Antes de colocar o projeto em ação, contudo, foi preciso estudar formas de viabilizar as entregas dos sem danificar os produtos. Para isso, contou com o suporte de fornecedores de longa data para que fosse possível colocar a iniciativa em prática. Uma das parceiras nessa empreitada foi a indústria têxtil Delfim, fabricante nacional responsável por diferentes tipos de tecidos - entre eles o primeiro produto 100% brasileiro com capacidade de inativação da COVID-19 em 1 minuto, entre outros vírus, bactérias e fungos.

"Desenvolver soluções adequadas às necessidades dos nossos clientes e contribuir com nosso conhecimento para promover melhorias ao setor sempre fez parte do DNA da Delfim nesses mais de 60 anos de história. A Gaivotinha nos procurou para entender quais seriam as formas de delivery seguras para os tecidos que fabricamos e que são revendidos em larga escala pela loja, bem como as demandas que mais ouvimos em nosso canal de relacionamento com o cliente. Poder apoiar e acompanhar de perto essa inovação na forma como esta marca tão tradicional do comércio de rua se relaciona com seus clientes é motivo de grande orgulho para nós", afirma David Deutsch, diretor Comercial e de Marketing da Delfim Tecidos.

Para ele, o olhar para a sustentabilidade da economia passa em grande parte pela atenção aos pequenos empreendedores. "A pandemia nos trouxe a oportunidade de exercitarmos um olhar de lupa para cada integrante da cadeia produtiva que movimenta o nosso segmento. Não é simples desenvolver uma estratégia que englobe o delivery de itens como metros e rolos de tecidos, delicados por sua própria natureza, mas a pandemia gerou uma demanda do público consumidor deste tipo de matéria prima para a confecção de itens de vestuário e artesanato que precisava ser solucionada. Por isso, a equipe da Delfim se manteve ativa junto à A Gaivotinha para que fosse possível ajudá-los nas etapas de entendimento do processo de transporte e assim validar o modelo de entregas. Esperamos que o exemplo ecoe e se torne uma prática de mercado entre as lojas de tecidos e armarinhos de todo o país", reforça.

David lembra ainda que a indústria têxtil, que atua exclusivamente com vendas B2B, já havia adotado um padrão de embalagens mais compacto para seus tecidos, antecipando-se à iminente tendência de vendas à distância entre essa parcela de revendas focadas no consumidor final - uma importante fatia de sua rede de clientes. Esse movimento facilitador para a prática do delivery por parceiros de pequeno e médio portes, todavia, ainda é uma praxe que engatinha entre os lojistas do segmento. "Acredito que em breve outros players da área também irão rever suas formas de embalar os tecidos que vão para o varejo voltado ao público final. É do interesse de todos o estímulo para a tão necessária retomada do fluxo de vendas", enfatiza o diretor da Delfim.

Desafios da venda à distância

A loja A Gaivotinha começa a operar o serviço de delivery a partir do próximo mês. Mas, de acordo com o proprietário, além da forma de entrega, os desafios enfrentados na implementação do projeto passou pela formatação de um modelo de venda digital que apresentasse os produtos de maneira a facilitar a visualização do material e suas principais características.

"As imagens dos tecidos muitas vezes ficam levemente diferentes da tonalidade original em um vídeo ou foto, e isso precisa estar claro para não comprometer a venda. A partir do momento em que eu corto um tecido, ele perde valor, vira retalho, por isso temos que reduzir ao máximo os riscos de devolução ou trocas por alguma divergência relacionada a isso. Levando essa questão em conta, o processo de maturação deste novo modelo de vendas teve como pilar o cuidado na forma de mostrar o produto realmente próximo da realidade ao cliente que está do outro lado da tela e com o máximo de clareza nas especificações técnicas", diz.

Para o Ulisses, é preciso que os compradores também entendam que o delivery de tecidos é diferente do de produtos como comidas, bebidas e até mesmo peças de vestuário, itens aos quais estamos mais habituados a adquirir à distância. "O tecido tem vida, não é um produto final acabado. Tem toque, peso, elasticidade, entre tantas outras características que o tornam particular de ser vendido no ambiente digital. Tudo isso foi levado em conta antes do lançamento desta nossa iniciativa".

A intenção, de acordo com ele, é tornar esse serviço não somente algo para o momento de pandemia que o país está vivendo. "Nós pretendemos continuar solucionando a demanda do cliente, não importa onde ele esteja. Já cheguei a colocar meu vendedor dentro do Uber para fazer uma entrega de tecidos pessoalmente em uma escola. Essa é efetivamente uma necessidade que está mudando o perfil de consumo mesmo para modelos de negócios que sempre foram caracterizados pela escolha por meio do toque e olho no olho. É uma quebra de paradigmas, mas estamos prontos para ajudar o nosso segmento como um todo e nossos clientes a abraçarem esse momento de evolução", conclui Ulisses Giorgi.

https://www.segs.com.br/mais/economia/279438-varejo-de-tecidos-se-r...

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Respostas a este tópico

Na verdade é uma bomba ...

Se rende por falta de viabilidade de venda atacado, mas na produção isso so tende a trazer prejuízos...

Não vai agregar nada a produção textil a longo prazo e se a moda pega vai inviabilizar a produção simples assim 

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