Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Ana Paula Paiva/Valor / Ana Paula Paiva/ValorChieko Aoki: uma "queda" por louças de porcelana, cristais e prata

Elas estão acostumadas a tomar decisões que influenciam os rumos de grandes corporações ou mesmo o destino de impérios empresariais. Executivas poderosas, revelam também muito da expertise demonstrada no trabalho em suas compras pessoais. São consumidoras exigentes em relação à qualidade, conforto e praticidade, objetivas em suas escolhas e, ao mesmo tempo, atentas aos detalhes. Também entre elas há casos curiosos de simpatias inexplicáveis por determinados produtos ou marcas, extravagâncias e até superstições. Para todas, o conceito de luxo relativo a consumo é parecido e se revela mais nos benefícios que serviços e produtos proporcionam do que no preço.

"Luxo é aquilo que me encanta. Não é a coisa em si, mas a forma como é apresentada. Às vezes você entra em um lugar simples, mas que tem um luxo gigante porque é evidente o esmero, o carinho com que é tratado", afirma a presidente da Dudalina, Sônia Hess. "Não é aquele luxo que grita o tempo todo: 'Eu sou muito caro'." Sônia diz que a própria empresa é um exemplo dessa visão de luxo levada à risca e elege também o hotel Copacabana Palace como um modelo do "luxo do olhar educado pela beleza, a inspiração, o encantamento". "Não é o quarto de hotel mais bonito em que entrei, nem o mais moderno, mas tem um luxo fantástico, que não expulsa a pessoa."

Ana Paula Paiva/Valor / Ana Paula Paiva/ValorMoira Huggard-Caine: gosto pelos clássicos, mas sem iniciais de marcas

Também para a presidente da rede de hotéis Blue Tree, Chieko Aoki, o luxo transparece no cuidado com que um produto é feito ou um serviço é oferecido. Com uma "queda" por louças de porcelana, cristais e prata, ela vê em uma mesa bem posta um bom exemplo de luxo. "Toalha de mesa e guardanapos bem engomados, impecavelmente bem passados, e uma louça de tamanho adequado." A empresária menciona Frette e Trussardi entre marcas de toalhas à altura deste cenário, e, em relação às louças, conta que compra muito Meissen e gosta também da Royal Kopenhagen. "O que me impressiona é a beleza das peças. São tão delicadas que, só de olhar, parece que vão quebrar."

O olhar das executivas procura filtrar o que vê essencialmente pela qualidade. Precisa ser excelente. Os materiais utilizados, o design, o acabamento - tudo é escaneado na hora. Com a agenda sempre lotada de compromissos e muitas viagens, elas acabam encontrando nos símbolos de qualidade insuspeitada a maneira mais prática e rápida de tomar suas decisões. "Gosto de marcas, produtos e cores clássicas. Isso me ajuda a estar vestida adequadamente para qualquer tipo de ambiente. No meu dia a dia, não posso estar me preocupando se minha roupa está bem, se o sapato está apertando, etc. Isso tiraria o meu foco do que realmente importa", resume Janete Vaz, presidente do conselho de administração do Laboratório Sabin. Roupas Chanel, Armani e Martha Medeiros estão entre as prediletas. Mas um "fraco" mesmo ela tem é por calçados e lenços. "Quando vou comprar um sapato, geralmente saio com três pares. Gosto dos da Prada. E tenho duas gavetas cheias de lenços, de todas as marcas."

Para Moira Virginia Huggard-Caine, sócia responsável pela área de relações institucionais da TozziniFreire Advogados, a palavra zelo combina comodidade, conforto e durabilidade. Elege Max Mara para roupas e Salvatore Ferragamo para sapatos. "Gosto dos clássicos, mas não gosto de usar nada com iniciais de marcas." Ana Carmen Alvarenga, diretora da Tishman Speyer para a cidade do Rio de Janeiro, evita usar muitas marcas. "Procuro focar naquela com que me identifico mais no momento. Hoje é a Kate Spade New York. "Tem sempre uma cor bacana ou um modelo resgatado do passado, como uma mala antiga, só que com rodinhas. Ideias interessantes."

As executivas ressaltam que luxo é um conceito mais amplo e nobre, ligado ao valor das relações pessoais, o desfrutar da beleza da arte ou ao tempo - compras, na verdade, nem entram na lista. Mas, se considerado só o consumo, há sim ofertas mais luxuosas que outras. Para Ana Fleury, diretora de transformação da PepsiCo Brasil, esse "algo mais" está relacionado ao valor agregado que o produto tem e acaba refletindo no preço. "Para mim, tem a ver com o material utilizado e o pós-compra. Se, no caso de ter problema, conseguirei resolver, e não ficar naquela situacão de 'tem notinha, guardou notinha'." Qualidades que ela percebe em marcas como Louis Vuitton e Ferragamo. "Não compro por comprar. Procuro ver se o preço do produto condiz com o valor que eu percebo nele."

http://www.valor.com.br/empresas/3525592/escolha-superpoderosa

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