Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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O chamado "efeito Serra", que tomou conta do mercado na jornada passada, volta a pesar sobre o movimento dos juros futuros, no fechamento desta semana.

Eleições continuam no foco do mercado e juros futuros voltam a cair

SÃO PAULO - O chamado "efeito Serra", que tomou conta do mercado na jornada passada, volta a pesar sobre o movimento dos juros futuros, no fechamento desta semana. A aproximação do candidato tucano José Serra da petista Dilma Rousseff nas pesquisas para a Presidência da República continua a refletir em redução dos prêmios de risco na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), dada a avaliação de que Serra promoveria, logo de início, um ajuste fiscal, o que, naturalmente, afetaria a trajetória da taxa Selic.

Ontem, a primeira pesquisa de intenção de voto no segundo turno do Instituto Sensus para a Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostrou que Dilma continua liderando a corrida, mas que a relação de sua candidatura com a do candidato do PSDB, José Serra, é de empate técnico.

Há pouco, na BM&F, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2012 recuava 0,01 ponto percentual, para 11,25%, enquanto o DI de abertura de 2013 cedia 0,02 ponto, a 11,59%. O contrato de janeiro de 2011, por sua vez, mantinha o patamar de 10,65%.

Entre os vértices ainda mais dilatados, o DI do início de 2014 tinha queda de 0,03 ponto, a 11,50%, enquanto o contrato de janeiro de 2015 verificava baixa de 0,01 ponto, a 11,43%. O gestor de renda fixa e derivativos da Brasif Gestão, Henrique de La Roque, assinala que as eleições devem continuar a pautar o mercado de juros ao longo deste mês.

"Agora, o mercado vai ficar um pouco refém das pesquisas. Se o Serra vencer as eleições, os juros mais curtos tendem a fechar, enquanto a curva mais longa abriria, já que ele tem um lado fiscal mais forte e sempre falou em cortar a política de juros altos. Se a Dilma ficar à frente, o mercado vai começar a especular sobre os nomes que assumirão a Fazenda e o Banco Central", pontuou o gestor.

De La Roque continua apostando na manutenção dos juros básicos brasileiros no patamar de 10,75% ao ano pelo menos até o primeiro trimestre de 2010. "Se o Banco Central alterar a Selic, isso só deve acontecer ao fim do semestre", ressaltou.

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