Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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O mercado de ações do Brasil foi, em 2013, um dos piores do mundo

Bolsa brasileira tem a 2ª maior queda entre 80 países em 2013; veja ranking

Sílvio Guedes Crespo

30/12/2013 17:36

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O mercado de ações do Brasil foi, em 2013, um dos piores do mundo. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 15,5% ao longo do ano.

Entre 83 índices acionários de 80 países monitorados pela agência Bloomberg, apenas um teve desempenho pior que o brasileiro: o da Bolsa do Peru, que despencou 24,4% (veja ranking completo ao final deste texto).

No outro extremo, a Venezuela liderou o ranking, com alta de 502,1% (o que não surpreende os leitores do blog Achados Econômicos; saiba mais). Em segundo lugar, aparece a Argentina, seguida por Gana e Paquistão.

Apesar de o ranking ser encabeçado por países não desenvolvidos, os emergentes mais importantes, como China, Rússia e México, além do Brasil, não foram bem.

Para quem investe em Bolsas de Valores, 2013 foi o ano de lucrar nos países ricos. As ações do G-7, grupo das sete nações mais desenvolvidas do mundo, tiveram uma alta de 27%, considerando a média simples dos principais índices desses mercados.

Já os emergentes conhecidos pela sigla Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) viram suas ações subirem apenas 2%, também pelo critério de média simples. Nesse grupo, a África do Sul (alta de 21%) e a Índia (10,6%) puxaram o número para cima, enquanto houve queda na China (-4,7%) e na Rússia (-1,2%), além do Brasil.

O Japão teve o melhor resultado entre as nações desenvolvidas. Suas ações dispararam quase 60% desde janeiro, acumulando sua maior alta anual dos últimos 41 anos.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones acumulava uma alta de 28,9% de janeiro até a tarde desta segunda-feira. O índice Nasdaq, referência para ações de tecnologia, avançou 39,5% no ano.

Na Europa, que está mergulhada em crise há pelo menos quatro anos, as Bolsas reagiram bem em 2013. Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha, quatro países que assustaram investidores nos últimos anos por suspeita de que dariam calote, tiveram neste ano alta acima de 20% em seus mercados de ações.

Também as grandes economias da Europa foram bem, com Alemanha e França subindo mais de 20% e Reino Unido acumulando 19%.

Destaques no Brasil

As maiores quedas do Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas do país, foram da OGX (-95%), que já não faz parte mais do indicador, e da MMX (-84%), duas empresas fundadas por Eike Batista. A primeira, de petróleo, entrou em recuperação judicial e já não pertence mais ao empresário.

Entre os destaques positivos, a Kroton, do setor educacional, liderou o ranking do Ibovespa, com alta de 71%, seguida pela Braskem (62%), da área química, e TIM Participações (54%), de telecomunicações.

Veja quais foram as maiores altas e baixas do Ibovespa em 2013.

Maiores altas do Ibovespa em 2013*

Ação Setor Variação (%)
Kroton Educação 71,36
Braskem Química 61,95
TIM Participações Telecomunicações 53,97
JBS Alimentos 48,31
Cielo Software e dados 43,24
  • * Até 27/12/2013
  • Fonte: Economática

Maiores quedas do Ibovespa em 2013*

Ação Setor Variação (%)
OGX Petróleo e gás -94,75
MMX Mineração -82,27
Brookfield Construção -67,84
Rossi Construção -55,16
Marfrig Alimentos -54,01
  • * Até 27/12/2013
  • Fonte: Economática

Ranking mundial

Na semana passada, circulou pela internet um levantamento segundo o qual a Bolsa brasileira teria registrado o pior desempenho em 2013.

Tal pesquisa, no entanto, abrangia apenas 48 países. Não incluía, por exemplo, o Peru – esta, sim, a nação com maior queda – e foi feita antes de o ano acabar, de modo que houve trocas de posições daquela data até hoje.

Veja abaixo o ranking completo, com 80 países.

Principais índices de ações de cada país em 2013*
País Variação (%)
Venezuela 502,09
Argentina 91,63
Gana 80,56
Paquistão 66,12
Japão 59,28
Nigéria 48,74
Costa Rica 48,08
Quênia 47,29
EUA (Nasdaq) 39,5
Irlanda 35,48
Finlândia 34,6
EUA (S&P 500) 31,76
Romênia 31,22
Qatar 30,86
Arábia Saudita 30,38
Grécia 29,55
EUA (Dow Jones) 28,88
Islândia 28,75
Egito 27,43
Espanha 27,19
Dinamarca 26,44
Suécia 26,25
Vietnã 26,03
Botswana 25,82
Alemanha 25,48
Maurício 24,42
Bélgica 23,81
Noruega 23,77
Omã 23,3
Suíça 22,94
Austrália 22,08
França 21,48
África do Sul 21,03
Portugal 20,68
Luxemburgo 20,65
Itália 20,53
Malta 20,46
Bahrein 20,3
Holanda 20,21
Lituânia 19,15
Reino Unido 18,76
Nova Zelândia 17,27
Letônia 16,22
Taiwan 15,16
Malásia 14,87
Bermuda 14,46
Canadá 12,7
Sérvia 11,91
Estônia 11,7
Israel 11,4
Índia 10,57
Equador 10,09
Áustria 9,42
Jordânia 8,85
Sri Lanka 7,57
Panamá 6,99
Eslováquia 6,78
Hong Kong 6,28
Croácia 5,27
Namíbia 3,98
Cingapura 2,75
Marrocos 2,49
Líbano 2,05
Hungria 1,94
Indonésia 1,07
Cazaquistão 0,95
Filipinas 0,75
Coreia do Sul 0,26
México 0,04
República Tcheca -0,41
Rússia -1,18
Polônia -1,67
Tunísia -2,63
Tailândia -3,79
Ucrânia -4,37
China -4,72
Colômbia -8,84
Chipre -10,01
Jamaica -10,31
Turquia -12,06
Chile -14,09
Brasil -15,5
Peru -24,4
* Fonte: Bloomberg

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