Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV


Há empresas do setor têxtil em Maringá que fecharam as linhas de produção e passaram a encomendar as peças na China, onde a mão de obra é mais barata. Tática adotada há décadas por grandes grifes. A mão de obra das costureiras locais sobrevive graças a um detalhe que os chineses ainda não conseguiram dar conta: o de atender a agilidade da moda feminina local. Para o Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest), é questão de tempo para que o mercado asiático se adeque à dinâmica da moda. Nesse caso, o resultado seria o fim da demanda por boa parte da mão de obra das fábricas.

O presidente da entidade, Cássio Murilo de Almeida, classifica o crescimento das importações como um processo de "morte lenta" da indústria têxtil brasileira. A concorrência dos chineses levou a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) a pedir abertura de investigação para a aplicação de salvaguarda no segmento de confecções.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que vai avaliar o caso. De acordo com a Abit, a concorrência das roupas produzidas na China já levaram à perda de 60 mil empregos no setor. Ainda assim, o segmento do vestuário maringaense tem a perspectiva de aumento dos negócios. "Estamos trabalhando para consolidar Maringá como o segundo polo da moda no País", diz Almeida.


O DIÁRIO - Associação Brasileira da Indústria Têxtil pede uma salvaguarda do governo brasileiro contra as importações da China. As roupas produzidas na China já provocaram algum impacto na indústria de Maringá?

CÁSSIO MURILO DE ALMEIDA -Com certeza. Muitas empresas que costuravam aqui na região, as chamadas facções, pararam com esse tipo de produção. Hoje, o que elas fazem é importar roupas e apenas colocar a etiqueta com a marca. O reflexo disso você vê nas vitrines. Em um grande magazine, por exemplo, você identifica que metade das roupas à venda é produzida na China.


Caso essa situação persista, qual a previsão do setor para o futuro?

Esse tipo de importação serve para desindustrializar o País. A consequência é que daqui a pouco tempo você não vai mais ter roupa com a produção usando a mão de obra local. Os grandes magazines estão deitando e rolando. O consumidor também pode até achar bacana no começo, mas em breve o resultado vai ser o desemprego.


Já há casos de empresas de Maringá e região que pararam de costurar e passaram a importar da China?

"Hoje, criamos uma nova China, que é o
Paraguai. Há empresas nacionais que
produzem as peças no país vizinho,
motivadas pelo baixo custo. O mais incrível
é que há suporte do governo brasileiro’’

Várias empresas de Maringá e região fazem isso. Não tenho um estudo para falar com exatidão quantas são, mas sei que temos muitas que estão nessa situação. Temos marcas que elaboram o projeto das roupas aqui, e elas são feitas na China. Os chineses enviam o produto da maneira que a equipe de desenvolvimento quer, e a peça chega ao Brasil com um custo mais baixo do que o artigo produzido aqui. Basta pegar um design daqui e mandar o projeto.


A qualidade do produto chinês não é inferior?

Não mais. Antes, a China tinha preço competitivo, mas baixa qualidade. Hoje, os produtos chineses já têm qualidade. Isso porque nós ensinamos eles a trabalhar, quando mandamos nossos estilistas para lá. A Europa, os Estados Unidos também tem a parcela de responsabilidade deles. Vá até uma loja nos Estados Unidos e confira as etiquetas das grandes marcas de roupas norte-americanas. É tudo fabricado fora, é "Made in China, Taiwan, Vietnan". As grifes do primeiro mundo produzem na China, e quando vem a crise, como a que observamos agora, surge o debate sobre a falta de emprego.


Os impostos estão entre os principais entraves do setor têxtil brasileiro?

Os encargos abalam nossa competitividade. Mas não é só isso, quando você vai comparar com a China. Lá eles não têm leis trabalhistas. Aqui no Brasil é o extremo oposto. O empregado quer vantagens que o empregador, muitas vezes, não tem condições de dar. Sem contar que ainda há multa quando se demite o funcionário depois do prazo de três meses de experiência. Até nos Estados Unidos você consegue contratar trabalhadores temporários sem todos os encargos que temos aqui.


Como o setor têxtil em Maringá consegue se manter diante da concorrência dos chineses?

Pela moda. A moda feminina é muito dinâmica, e conseguimos ficar antenados ao ponto de atender a essa dinâmica do mercado. Estamos consolidando Maringá como o segundo polo de moda no País, atrás apenas de São Paulo. Mas sabemos que se nada for feito, essa agilidade é uma situação que pode ser suprida pelos chineses. Logo, eles vão acompanhar a nossa velocidade.


Então, se o mercado local sobrevive por causa da moda, hoje já não vale mais a pena produzir peças simples, como camisetas sem estampa?

Não compensa. Isso já significa que estamos avançando em um processo de morte lenta. Aos poucos, você já não vai mais precisar produzir nada, estaremos reféns do mercado externo. Hoje, o preço deles é competitivo. Amanhã, eles colocam o preço que quiser.


A China é o único adversário do Brasil no campo da indústria têxtil?

Hoje, criamos uma nova China, que é o Paraguai. Há empresas brasileiras que produzem as peças no país vizinho, motivadas pelo baixo custo. O mais incrível nisso é que há suporte do governo brasileiro para o empresário que quiser produzir no Paraguai, temos órgãos estaduais dando suporte a isso.


Como reverter esse processo?

É uma situação complexa. Vai barrar a importação? A importação não é ruim, dependemos dela no mundo globalizado. Não adianta fechar as fronteiras, porque precisamos exportar também. Subsídio é outro recurso que não dá certo, porque ele acostuma com dinheiro fácil quem está produzindo. É o caso da Europa, que subsidiava os produto e na crise teve que fechar a torneira, gerando uma quebradeira geral. Subsídio cria o mau hábito, mas precisamos de incentivos.


Que tipo de incentivo, por exemplo?

"Isso já significa que estamos avançando
em um processo de morte lenta. Aos
poucos você já não vai mais precisar
produzir nada, estaremos reféns. Amanhã
eles colocam o preço que quiserem"

Não há financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pequenos e médios. Você consegue incentivo se for comprar uma colheitadeira por R$ 500 mil. Essa colheitadeira vai empregar um operador. Com R$ 500 mil, uma facção compra 250 máquinas de costura e emprega 250 costureiras. O Brasil tem que deixar de ser o País do agronegócio, futebol e Carnaval. Imagine você, promovemos um evento neste domingo em Maringá e todos os hotéis estão lotados (Leia mais sobre o projeto na reportagem de capa do Caderno D+). São cerca de 5 mil pessoas que visitarão a cidade e estarão consumindo aqui, comprando nas lojas, almoçando. Compare o dinheiro que esse setor tem gerado no País com os incentivos que o setor tem recebido.


No cenário atual, como o empresário deve agir para não fechar as portas?

Tem que colocar na cabeça: estou sendo competitivo? Estou sendo eficiente? Tem que fazer o dever de casa, investir na capacitação profissional. Há casos de funcionários produzindo cinquenta peças, quando poderiam produzir cem. Precisamos antes de tudo qualificar a nossa mão de obra e buscar meios de ter eficiência com menores custos.


Apesar da sombra das importações, o mercado de Maringá tem previsão de expansão?

Hoje temos em Maringá 500 lojas de roupas e acessórios nos shoppings atacadistas. A previsão é que o ano que vem sejam 750 lojas. Há pouco mais de dez anos, contávamos com um shopping atacista na cidade. Hoje, são quatro. Vamos lutar para cada vez aumentar mais.

Fonte:|http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/549326/faccoes-trocam-ma...

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Respostas a este tópico

Todo mundo está vendo o caminho que está sendo percorrido rumo à extinção do parque industrial têxtil do Brasil. É como colocar a bandeira brasileira na cabeça e pedir ao povo que adquira CDs por R$25,00/cada enquanto que nas feiras encontramos barracas vendendo 04 CDs por R$10,00, ou seja, R$2,50/CD. É complicado.

Barreiras nas importações são o remédio comumente aplicado e não se vê nenhuma atitude com fim de desonerar, de verdade, sem pirotecnia.

Sou pequeno empresário e estou a deriva nessa historia toda, não sei o que fazer..... Parece gado seguindo para o matadouro.

como sempre :

COTAS.....ESTABELECER COTAS E PONTO FINAL!!! + EMPRESTIMOS DE BNDS A PEQUENOS!!!!! É TÃO SIMPLES!!!!MAS ESTAMOS COM INCOMPETENTES NOS GOVERNANDO!!!  NAO É ZECA DIRCEU????

Parabens pela materia, o problema do Brasil nao e a importacao em si , ha de se importar maquinas equipamentos , mas nosso problema e extrema falta de incentivo real ao empreendedor via imposto + barato e simples.

Nossa cadeia interna tem de ter imposto simples que beneficie industria e comercio.

A politica deve seguir a economia e nao o contrario.

Nao e so isso brasileiro tem de confiar em brasileiro e dar credito ao brasileiro que deve tr juro barao pra ter condicao de investir , trabalhar e pagar.

Na Europa semana passada o governo derramou bilhoes de EUROS no mercado...aqui nao ha outro caminho a nao ser colocar dinheiro no mercado e restringir entrada do smart money ou seremos comprados a precos de banana...

O Brasil e rico e vasto , precisa de auto estima e perder a mania de ser bonzinho...Que nossa presidente seja iluminada e saiba separar o joio do trigo.

Cotas e uma boa ideia e o sistema antigo que tem de voltar, porque o mundo monetario do 1o mundo perdeu a referencia entao serao muitos anos nessa confusao financeira e o governo mesmo comprando dolares aqui nao segurara a cotacao.

Nao ha sentido o Brasil exportar algodao e nem 1 kg de fio de algodao!!

Obviamente, esses Capitães do Mato, digo, da Indústria fará bastante dinheiro. Devem ficar ricos. Não, chulamente “NOVOS RICOS”, crassos e ignorantes. Venderão seus carros nacionais e importarão um BMW ou LEXUS.

Conhecerão a LATRINE AMERICA (como aqui e conhecida, A AMERICA LATRINA) dos EUA, ou seja, Miami-Orlando.

Voltarão as suas pequenas vilas de ex-colonos, cheios de muambas, compradas na America. Com o celular de ultima geração, chamarão a si próprios e falarão alto com ênfases em esnobar o telefone. Também com as NIKON e CANON de ultima geração, colocarão as suas fotos bregas de Miami, no Face book.

A riqueza deles, como em escala maior, a do Josué e Eike, será motivo de mesmerizarão da plebe ignara e também dos próprios desempregados. E gente dessa laia, serão os próximos candidatos a Vereadores, Prefeitos e Deputados: E "Zé Povinho", como sempre, batera palmas e sonhando oniricamente com a genitália (No caso a riqueza deles) deles, batera palmas e cantarão “Hosanas”.

E assim caminha o POVO MACUNAINA, movido pela ignorância e satisfeito com migalhas que caem da mesa dos corruptos bem sucedidos e dos negociantes de caráter duvidoso.

O mais triste é que esses vagabundos ganharão leiloes de uniforme Brasil afora - e suas roupas importadas serão compradas pelos seus ex-funcionários, porque será “um pouquinho mais barata”. E a coisa é assim. Como poderemos modificar?

SdM

Obviamente, esses Capitães do Mato, digo, da Indústria fará bastante dinheiro. Devem ficar ricos. Não, chulamente “NOVOS RICOS”, crassos e ignorantes. Venderão seus carros nacionais e importarão um BMW ou LEXUS.

Conhecerão a LATRINE AMERICA (como aqui e conhecida, A AMERICA LATRINA) dos EUA, ou seja, Miami-Orlando.

Voltarão as suas pequenas vilas de ex-colonos, cheios de muambas, compradas na America. Com o celular de ultima geração, chamarão a si próprios e falarão alto com ênfases em esnobar o telefone. Também com as NIKON e CANON de ultima geração, colocarão as suas fotos bregas de Miami, no Face book.

A riqueza deles - como em escala maior,  a do Josué e a do Eike -, será motivo de mesmerizarão da plebe ignara e também dos próprios desempregados. E gente dessa laia, serão os próximos candidatos a Vereadores, Prefeitos e Deputados: E "Zé Povinho", como sempre, batera palmas e sonhando oniricamente com a genitália (No caso a riqueza) deles, batera palmas e cantarão “Hosanas” e os elegerão a cargos políticos!

Como o fazem com bicheiros, contraventores, sonegadores e outros “escarros” bem sucedidos financeiramente.

E assim caminha o POVO MACUNAINA, movido pela ignorância e satisfeito com migalhas que caem da mesa dos corruptos bem sucedidos e dos negociantes de caráter duvidoso e sempre a sonhar com um encosto num emprego publico ou uma "colocação" numa Estatal.

O mais triste é que esses vagabundos ganharão leiloes de uniforme Brasil afora - e suas roupas importadas serão compradas pelos seus ex-funcionários, porque será “um pouquinho mais barata”.

E a coisa, o texto e a historia são sempre assim. Como poderemos modificar esse quadro?

SdM

Finalmente alguém disse algo diferente. Falar do custo de produção, do custo da logística, do custo de se demitir um funcionário, do custo da mão de obra na China (até eu já falei), etc... etc...

Mas ninguém havia falado do custo de se ADMITIR um funcionário. Principalmente aqui em São Paulo. Principalmente aqui na zona sul de São Paulo.

"Há caso de funcionários produzindo 50 peças quando poderiam produzir 100". Isso lá em Maringá. Aqui, temos casos de funcionários produzindo 20 e a gente ou fica satisfeito ou manda embora e, nesse caso, senta na máquina. Por que?

Porque aqui em São Paulo, na zona sul, brasileiro não quer mais trabalhar como costureiro/a. Prefere ganhar a metade e trabalhar numa loja de sapatos ou vendendo roupas trazidas da China, nas Di Gaspi da vida. E o pior: - Tem gente que ainda nos condena por usarmos bolivianos, paraguaios, peruanos.. mesmo legalizados.

E o "mais pior ainda": - Tem uns "clientes" Cara-de-Pau que, quando não conseguem trazer da China e são obrigados a comprar de nós, a primeira coisa que fazem, é perguntar se trabalhamos com bolivianos...  Medo do efeito Zara/Ahá? Não: - mera hipocrisia.

Só a título de informação: - Fazem 5 meses que estamos selecionando Costureiro(a) Retista. Recebemos 190 currículuns; pré-selecionamos 15; entrevistamos 7 e admitimos 3. Aproveitamento: 1,5%...  e nem somos tão exigentes assim. Em tempo: - continuamos selecionando.

Resumo da Ópera: - A culpa da falta de competitividade não é só dos governantes QUE VC E EU COLOCAMOS LÁ... a falta de competitividade não é SÓ DA INFRAESTRUTURA... a falta de competitividade é, principalmente, DA FALTA ... bem. Deixa prá lá. Quem sabe o Terry não tenha razão? Afinal de contas, trabalhar só pra conseguir o seguro-desemprego parece ser mais vantajoso.

Oscar acho que o pior dos problemas Brasil, hoje,  é bem por ai, a falta de mão-de-obra. Mas já não é mais a falta de mão-de-obra especializada, mas sim a falta de quem queira se especializar em costura.

Em nossa região, MG, por falta de centros de treinamento de costureiras os próprios empresários criaram programas de formaçao interna de costureiras. O problema é que de uns 2 anos para cá não temos pessoas interessadas em aprender este ofício. Percebo que o problema não está mais nos grandes centros e metrópoles, isso vem se estendendo também pelo interior. A verdade é que nao vejo hoje desemprego no Brasil e sim uma oferta altíssima de empregos, fazendo com a que a mão-de-obra da industria textil migre para  outros setores. E também, como sinal de evolução do país, o que é muito bom, o acesso a educação está cada dia melhor (ainda que a qualidade desta educação esteja longe daquilo que o país precise).

E não é mais uma questão de salários também, como eram há alguns anos atrás. Hoje, ao menos na minha região o salário de costureira é bem superior ao comércio. É mais uma questão cultural, pois as pessoas sentem vergonha em se dizer costureiras. Talvez tenha sido culpa também de nós empresários que não fizemos nada para que isso não acontecesse (ou não percebemos).

Deixo aqui meu questionamento, se travarmos as importações, teremos mão-de-obra interessada (não digo mais suficiente) para produzir o que o país demandar? Demanda essa que sabemos crescer a cada dia.

Oscar da Silva disse:

Finalmente alguém disse algo diferente. Falar do custo de produção, do custo da logística, do custo de se demitir um funcionário, do custo da mão de obra na China (até eu já falei), etc... etc...

Mas ninguém havia falado do custo de se ADMITIR um funcionário. Principalmente aqui em São Paulo. Principalmente aqui na zona sul de São Paulo.

"Há caso de funcionários produzindo 50 peças quando poderiam produzir 100". Isso lá em Maringá. Aqui, temos casos de funcionários produzindo 20 e a gente ou fica satisfeito ou manda embora e, nesse caso, senta na máquina. Por que?

Porque aqui em São Paulo, na zona sul, brasileiro não quer mais trabalhar como costureiro/a. Prefere ganhar a metade e trabalhar numa loja de sapatos ou vendendo roupas trazidas da China, nas Di Gaspi da vida. E o pior: - Tem gente que ainda nos condena por usarmos bolivianos, paraguaios, peruanos.. mesmo legalizados.

E o "mais pior ainda": - Tem uns "clientes" Cara-de-Pau que, quando não conseguem trazer da China e são obrigados a comprar de nós, a primeira coisa que fazem, é perguntar se trabalhamos com bolivianos...  Medo do efeito Zara/Ahá? Não: - mera hipocrisia.

Só a título de informação: - Fazem 5 meses que estamos selecionando Costureiro(a) Retista. Recebemos 190 currículuns; pré-selecionamos 15; entrevistamos 7 e admitimos 3. Aproveitamento: 1,5%...  e nem somos tão exigentes assim. Em tempo: - continuamos selecionando.

Resumo da Ópera: - A culpa da falta de competitividade não é só dos governantes QUE VC E EU COLOCAMOS LÁ... a falta de competitividade não é SÓ DA INFRAESTRUTURA... a falta de competitividade é, principalmente, DA FALTA ... bem. Deixa prá lá. Quem sabe o Terry não tenha razão? Afinal de contas, trabalhar só pra conseguir o seguro-desemprego parece ser mais vantajoso.

Sam de Mattos, quero votar para você - para que cargo estais sendo eleito?

Sam de Mattos disse:


Voltarão as suas pequenas vilas de ex-colonos, cheios de muambas, compradas na America. Com o celular de ultima geração, chamarão a si próprios e falarão alto com ênfases em esnobar o telefone. Também com as NIKON e CANON de ultima geração, colocarão as suas fotos bregas de Miami, no Face book.

(TODOS MADE IN CHINA)

A riqueza deles, como em escala maior, a do Josué e Eike, será motivo de mesmerizarão da plebe ignara e também dos próprios desempregados. E gente dessa laia, serão os próximos candidatos a Vereadores, Prefeitos e Deputados: E "Zé Povinho", como sempre, batera palmas e sonhando oniricamente com a genitália (No caso a riqueza deles) deles, batera palmas e cantarão “Hosanas”.

O mais triste é que esses vagabundos ganharão leiloes de uniforme Brasil afora - e suas roupas importadas serão compradas pelos seus ex-funcionários, porque será “um pouquinho mais barata”. E a coisa é assim. Como poderemos modificar?

SdM

SILVITA BORGES: Não faças isto comigo Guria. Tu me corromperas. Vote em mim como escritor: Leia  O PAPA BESOUROS, (vários comentários no www.google.com. Redes Editora, POA e vendido Nas Livrarias Cultura e Loyola e tb. Na Editora), que é a Minha Vida, a minha Luta, contada quase que autobiograficamente por um personagem chamado BINO TEDESCO. Tu veras um estudante de engenharia que foi forçado pela Ditadura a fugir do Brasil. Crime? Bocão. Falar o que pensava em época errada. O Bino/Sam abandonou o amor de sua vida, A Escola de Minas de Outro Preto e sua amada Republica PUREZA. Seu amigo Newton Esculacho estava desaparecido. Bino / Sam não pode sair do Brasil de avião. Todas as cias de aviação passavam a lista de passageiros e nr. de passaportes para o DOPS. Dai, com uma mochila nas costas, saiu do Brasil disfarçado de Hippie, fui para o Sul, Argentina etc., cruzei os Andes para Santiago e pela Carretera Pan Americana, ano e meio depois cheguei a uma Califórnia (1971) onde me formei pela Universidade da California em long Beach. Longa historia. Numa Califórnia cheia de Drogas, Black Power, Hippies, LSD, anti-cultura, Janis Joplin, Jimmy Hindrix e por ai vai. Depois veio o Movimento contra a Guerra do Vietnam e a estória para o Bino continua. O PAPA BESOURO era um ônibus que tinha vários besouros grudados em seu radiador. Ele simbolizava o Bicho Papão DOPS e STAUS QUO da época, que comia os besouros (estudantes, etc.), através do DOPS. Foram tempos difíceis. Doeu, doeu e dói. E ainda estou mais ou menos em autoexílio. Mas amo o Brasil Igual. Todos os meus filhos e netos tem o PASSAPORTE E CIDADANIA Brasileira, malgrado aqui estar ha 42 anos. Dói falar nisto. Não, querida Silvita: Vote-me como AUTOR. Como escritor. E deixe-me ficar entre meus amigos fiadores, tecelões e lideres da Industria "direitos”. Beijo , Sam de Mattos

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