Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Fechamento da indústria de Tecidos Carlos Renaux, após 121 anos, reflete crise do setor no Brasil.

BRUSQUE (SC) - A Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, a primeira indústria têxtil de Brusque, em Santa Catarina, teve falência decretada em 15 de julho, encerrando uma história de 121 anos.

A empresa é uma das três fábricas centenárias abertas por imigrantes alemães e poloneses que formaram um polo têxtil na região e deram à cidade o título de "berço da fiação catarinense".

As outras duas pioneiras - a fabricante de tolhas Buettner, de 1898, e a indústria de tecidos Schlösser, de 1911 - também enfrentam grave crise e estão em recuperação judicial desde 2011.

Fábrica Tecido Carlos Renaux, primeira indústria têxtil de Brusque, fechou as portas após 121 anos

Tecidos Carlos Renaux fechou as portas em 9 de julho de 2013; máquinas pararam com tecido na bobina

Odelar Casagrande: vigia da fábrica falida já fechou as portas da loja e da fiação da Tecidos Carlos Renaux

Vilson Bluninig, 60 anos, 42 deles dedicados à Renaux: trabalho final é separar estoque para venda

Família do cônsul Carlos Renaux, fundador da empresa, tinha casa dentro do terreno da fábrica

João Marchewsky, presidente da Buettner, que passou de 1.400 para 600 funcionários entre 2005 e 2013

 

Claiton Bigliardi, da HAR Têxtil: empresa nasceu há 9 anos focada em camisetas promocionais

A Carlos Renaux pediu autofalência por não conseguir executar seu plano de recuperação judicial nos últimos dois anos.

"Tínhamos pedidos, mas a empresa não tinha fio e nem um centavo no caixa para matéria-prima. Cortaram a luz e os salários estavam atrasados. Não tinha como continuar", disse Rolf Bückmann, ex-presidente do conselho e bisneto do cônsul Carlos Renaux, fundador da empresa. 

 Nos galpões escuros, as máquinas paradas ainda têm tecidos nas bobinas. O chão está coberto de fiapos de algodão e restos de tecido. O fim da Renaux provocou 230 demissões. Outros mil empregos já haviam sido fechados na última década.

Hoje, só 28 pessoas frequentam o local. São funcionários contratados pelo administrador da massa falida, o advogado Gilson Sgrott, para fazer rescisões de contratos, separar o estoque que sobrou e garantir a segurança do prédio.

Um deles é Vilson Bluninig, 60 anos, 42 dedicados à empresa. Desde a falência, ele separa os tecidos que sobraram para a venda. "Meu avô, meu pai e minhas irmãs trabalharam aqui. Vi tempos áureos e decadência. Nunca imaginei que a empresa morreria antes de mim."

 


Origem. A crise nas fábricas centenárias de Brusque começou com a abertura comercial no País, nos anos 90. As indústrias sucateadas e mal geridas não conseguiram competir com as importações. Com produção verticalizada, faltou capital de giro para manter o negócio. O modelo dessas empresas concentrava na fábrica todo o processo produtivo, da compra do algodão à entrega da toalha ou tecido. Isso faz com que o prazo entre o investimento nos insumos e a receita com o produto fique mais longo, prejudicando a situação do caixa.

Outro golpe foi a crise do algodão, em 2011, que fez o preço da commodity triplicar em um ano. Na época, as empresas entraram em recuperação e ainda lutam para sair da situação. "Quando a empresa entra em recuperação, a nota de crédito cai para 'Z'. Não conseguimos crédito nos bancos e temos de tomar recursos a 3% ao mês com agiotas", disse o presidente da Buettner, João Marchewsky.

O faturamento da Buettner caiu de R$ 200 milhões, em 2005, para os atuais R$ 80 milhões. Desde então, a empresa demitiu 60% dos funcionários. Metade da fábrica está parada e a empresa começou a produzir para terceiros. "A margem é menor, mas não consome capital de giro", diz Marchewsky.

Um dos clientes é a conterrânea Schlösser, que fechou sua fábrica em dezembro de 2010 para férias coletivas e nunca reabriu. Em outubro de 2012, a Schlösser transferiu máquinas para a Buettner e começou a produzir lá. Sua fábrica antiga, que ocupa um quarteirão no centro de Brusque, só tem dez funcionários da área administrativa, que alternam o expediente entre o prédio vazio e o "puxadinho" na fábrica da Buettner. A empresa chegou a ter 1.900 funcionários nos anos 90. Hoje, o próprio diretor da empresa atende as ligações do PABX.

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-fim-de-uma-historia-c...

MARINA GAZZONI , ENVIADA ESPECIAL - O Estado de S.Paulo

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Respostas a este tópico

Vamos pra cima , derrubar estes malandros que estão no poder só sugando,

vamos começar a comparar com Paises assim ,China ,Vietnam, Paraguay, Peru, Bangladech, India, Paquistão,,,quer mais, é comodo comparar com USA, Alemanha , França e outros,,vamos pra realidade , olha a nossa Caatinga,é igual a Bangladech 

Saad...infelizmente ainda veremos fechamento de outras e outras texteis!!! aliás nao são apenas texteis, porem estas sempre virão em primeiro lugar....vejo em Americana, inumeras texteis que se arrastam,pois nao existe $$$ para pagar passivo trabalhista.

o governo nada fará!!!! popis a arrecadaçao de impostos provenientes de texteis é muito pequena, preferem portanto ganhar nos tributos dos importados na nacionalização e ainda qdo estes dão origem a novos produtos, que acabam por gerar novos impostos.....enfim a cambada de abutres nao tem compromisso com o Brasil e seu desenvolvimento!!! pensam apenas nas proximas eleiçoes!!

o governo nao consegue baixar impostos....continuaremos na mesma até morrermos!!! e como solução tb vejo que temos que derrubar este governo e recomeçar ....como nao tem politicos honestops , exceto poucos, que tb ja estão contaminados, temos que colocar os militares...( nao ditadura)

adalberto 19 9764 7960
 
Saad Doher disse:

Vamos pra cima , derrubar estes malandros que estão no poder só sugando,

vamos começar a comparar com Paises assim ,China ,Vietnam, Paraguay, Peru, Bangladech, India, Paquistão,,,quer mais, é comodo comparar com USA, Alemanha , França e outros,,vamos pra realidade , olha a nossa Caatinga,é igual a Bangladech 

Adalberto, eu posso te dizer que,na Ditadura eu não tive problema nenhum,pois eu estava já trabalhando,e na epoca meu tio tinha uma tecelagem e confecção,não tinhamos problema nenhum.os impostos eram na faixa de 7%

Prezados

Acredito que os militares não são a solução, o melhor é desenvolver uma sensibilização da indústria têxtil em torno do problema, mobilizar todos na formulação de planos, metas e estratégias para a recuperação dos polos; e partir para a ação conjunta. Buscar apoio político e conquistar o que for definido.

Falo assim observando o plano de desenvolvimento de campanhas socioambientais que estudei em especialização pelo SENAC-SP.  Realmente fico sensibilizada com a má administração deste país e procuro contribuir.

Vamos para as ruas...

Saad...éramos felizes e nao sabíamos!!!rs....rs....
 
Saad Doher disse:

Adalberto, eu posso te dizer que,na Ditadura eu não tive problema nenhum,pois eu estava já trabalhando,e na epoca meu tio tinha uma tecelagem e confecção,não tinhamos problema nenhum.os impostos eram na faixa de 7%

Ana.....

veja que os militares ( pelo menos os antigos ) é que levaram o Brasil a verdadeira industralização, geraçao de emprego e renda ...Joao figueiredo, apesar de laços estreitos com havelanche que na epoca era presidente da FIFA, simplessmente negou o pedido para realizar a COPa no Brasil...alegando que o Brasil nao tinha $$$ para bancar tal evento. em contra partida, Lulla fez o impossivel para trazer a copa....e os elefantes brancos estão por aí!!! alem de gastarem $$ publico , priorizando banalidades e deixando para trás as reais prioridades do Brasil!!!

as barbaridades foram muitas, os desvios, as injustiças por legislçao inadequada, entre outrosinumeros  fatores, nunca visto em historia de qualquer pais!!!!!! a nossa politica é simplesmente nojenta!!! é um escarnio total!!!

desta forma , particularmente acredito na esperança dos militares tomarem o poder, e dar novo rumo ao Brasil. teve muitos erros, mas nada comparado a atual conjuntura!!! e vai piorar!!! nao temos mais nenhum politico que tenha hombridade para bater de frente comk inumeras situaçoes...fazem parte de uma panelinha ...vivem em verdadeiro conluio, prejudicando a todos os brasileiros!! nao existe moral, etica, capacidade...  etc..etc....se derem um bordel para administrarem seguramente o quebrarão, como esão fazendo com o Brasil!!! visam apenas interesse proprio e nao da comunidade, a qual deveriam zelar!!! e isto acontece atualmente nao apenas em grandes cidades, mas tb em cidades do interior , pequenas cidades com populaçao de 3 a 5.000 habitantes.....veja a relaçao das prefeituras  que estão quebradas, com atraso de pagamento, sem $$$ para manter o básico, simplesmente pelo fato do governo federal nao repassar verbas que s~ão desviadas para ""outros eventos""....

tome o exemplo da reforma do aeroporto de guarulhos, que estava orçada em 380.mi e o exercito acabou fazendo, sobrando e devolvendo ao governo federal nada menos que 150. mil. !!!!

poe estes e outros motivos, eu espero que realmente aconteça algo, a qualquer custo, mas somente  os militares ainda inspiram carater, retidão, honestidade, segurança...etc..etc...e para reindustrializar o Brasil novamente, somente com eles!!! estou farto de promessas de governo, ( há mais de 25 anos ) que estamos neste problema de importação e preços abaixo de nosso mercado, em funçao apenas de alta corrupção e carga tributaria sem nenhum proveito para a populaçao!!

abç/adalberto 19 9764 7960
 
Ana Rezende disse:

Prezados

Acredito que os militares não são a solução, o melhor é desenvolver uma sensibilização da indústria têxtil em torno do problema, mobilizar todos na formulação de planos, metas e estratégias para a recuperação dos polos; e partir para a ação conjunta. Buscar apoio político e conquistar o que for definido.

Falo assim observando o plano de desenvolvimento de campanhas socioambientais que estudei em especialização pelo SENAC-SP.  Realmente fico sensibilizada com a má administração deste país e procuro contribuir.

Vamos para as ruas...

Então Adalberto...

Mesmo com os militares no poder será preciso organizar a viabilidade econômica do setor, vou conhecer mais sobre o assunto. Realmente não tenho a experiência de vocês para palpitar, obrigada pelo retorno.

Boa noite a todos!

OS FUNCIONARIOS QUE ME PERDOEM, MAS SE ESTA FALATANDO MAO DE OBRA NO SETOR EELS NAO VAO FICAR DESEMPREGADOS MUITO TEMPO, POREM O MEIO AMBIENTE AGRADECE O FECHAMENTO DESTA UNIDADE, POIS A PRODUCAO DA FIBRA DE VISCOSE E UMA DAS MAIS POLUIDORAS DO SETOR TEXTIL, E TANTO QUE PAISES DE PRIMEIRO MUNDO NEM AUTORIZAM INSTALACAO DESTAS UNIDADES PRODUTIVAS EM SEUS TERRITORIOS, QUANTO A INCENTIVOS, A VICUNHA NAO BRIGA POR INCENTVOS PRO SETOR E SIM INCENTIVOS PRA ELES E POR ISTO O SETOR NAO TEM FORCA NENHUMA PORQUE FICAM EMPRESAS USANDO SEUS NUMEROS PARA TEREM BENFICIOS EXCLUSIVOS, ESTE FECHAMENTO DESTA UNIDADE TEM O LADO BOM, O MEIO AMBIENTE AGRADECE, O BRASIL PRECISA MESMO E DE INVESTIMENTO EM FIBRAS NATURAIS, POIS A SEDA ESTA SE ACABANDO POIS ESTA NA MAO DE UMA UNICA EMPRESA QUE NAO QUER FAZER NENHUM TRABALHO DE MELHORIA DA VIDA DO HOMEM DO CAMPO, O RAMI NINGUEM NEM FALA, O PROBLEMA E QUE NINGUEM QUER INVESTIR EM DESENVOLVIMENTO DE NOVAS FIBRAS, POIS BRASILEIRO QUE O PRATO FEITO NA MESA E JA MASTIGADO, QUE FECHE ESTA UNIDADE, E QUE VENHAM EMPRESAS NOVAS COM A MENTE ABERTA, QUANTO AO DIRETOR ATENDER NO PABX, QUE OTIMO QUE ELE DEIXOU DE SER DEUS, PORQUE LA FORA CLIENTE FALA E COM O DONO E NAO COM A SECRETARIA DA SECRATARIA DA.... E O DONO NUMA REDOMA DAR NISTO.

"Tínhamos pedidos, mas a empresa não tinha fio e nem um centavo no caixa para matéria-prima. Cortaram a luz e os salários estavam atrasados. Não tinha como continuar".

TRISTE E VER O SONHO DELES INDO EMBORA E TANTO DESEMPREGO POR NEGLIGENCIA DO GOVERNO

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