Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Brasil é um dos mais afetados por volatilidade nos emergentes, diz FMI

Brasil é um dos mais afetados por volatilidade nos emergentes, diz FMI

Por Gabriel Bueno | Valor
José Cruz/ABr
SÃO PAULO  -  O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou, em documento divulgado hoje, que o Brasil está entre os mais afetados pela recente onda de volatilidade em países emergentes.
Segundo a instituição, países com mais inflação e maiores déficits em conta corrente foram os mais afetados, entre eles Brasil, Indonésia, Turquia e África do Sul. No relatório preparado para o encontro do G-20 e divulgado hoje, o FMI lembra que a atividade econômica brasileira desacelerou no terceiro trimestre do ano passado, com a queda no investimento e uma piora na confiança das empresas.
O FMI diz que a perspectiva é de fortalecimento da recuperação econômica global, desde que a recente volatilidade tenha vida curta. No caso de países em desenvolvimento, porém, aponta que o crescimento segue fraco, diante de uma demanda interna modesta, em países como Brasil, Indonésia, Rússia e África do Sul, “ainda que na maior parte dos casos ainda seja esperado crescimento neste ano e no próximo”. 
“Para algumas economias, notadamente aquelas que elevaram a taxa de juros diante da pressão do mercado, o crescimento deve ser revisado para baixo”, diz o relatório.
O documento afirma que, na área fiscal, as economias emergentes precisam garantir a credibilidade de sua política, também reservando fundos para ter espaço para eventuais ações contracíclicas. Também diz que China e Brasil precisam reduzir suas operações para-fiscais, que aumentam os riscos contingentes para as finanças públicas, e devem melhorar a transparência dessas operações.
O FMI diz que a crise recente causou perdas de produtividade, empregos e investimento de mais longo prazo. Segundo o Fundo, algumas economias emergentes, como Brasil, Índia e China, estão passando por um período de menor potencial de crescimento.
No caso de Brasil e Índia, o FMI diz que a desaceleração reflete gargalos de infraestrutura e regulatórios. Em suas recomendações, o FMI afirma que o Brasil deve passar por um processo de consolidação fiscal, o que deve reduzir a dívida bruta.
O FMI ressalta no documento que o relatório foi elaborado pela equipe do Fundo e não necessariamente reflete a opinião de sua diretoria-executiva. 



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