Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Custo da energia para a indústria no Brasil é 11ª mais cara do mundo

Custo da energia para a indústria no Brasil é 11ª mais cara do mundo


Por InfoMoney


O custo médio de energia indústria brasileira é 132% maior do que a indústria dos Estados Unidos

SÃO PAULO - O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking de custo de energia elétrica para a indústria entre 28 países. Segundo um levantamento realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), o custo médio do setor com energia elétrica é R$ 292,7 por megawatt-hora.

O valor do custo brasileiro está acima do valor médio dos países analisados, que é de R$ 269,07, ou seja 8,8% a mais. Na comparação com o custo dos Estados Unidos (R$ 126,16), a indústria brasileira tem energia 132% mais cara.

A Índia é o país com maior custo médio de energia, com R$ 630,92 por megawatt-hora. Em seguida aparecem a Itália (R$ 502,52), Cingapura (R$ 460,25).

Já na outra ponta da lista, com o custo médio de energia mais barata estão: Argentina (R$ 57,6 por megawatt-hora), Paraguai (R$ 97,8 por megawatt-hora) e Equador (R$ 112,2 por megawatt-hora).

Custo

Sobre o custo médio do Brasil de energia, a Firjan explica que a desoneração fiscal do governo federal e o processo de renovação das concessões provocaram queda efetiva no custo da energia, mas os reajustes das distribuidoras e o acionamento das térmicas já absorveram parte da redução.

“O custo médio da energia para a indústria no País caiu 20,8% entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013 (de R$ 332,23 por MWh para R$ 263 em janeiro deste ano). No entanto, apesar da redução de encargos e tributos, o custo da energia voltou a subir, atingindo média de R$ 292,16 por MWh no mês de novembro. Um aumento de 11,1%).

Para o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o Brasil avançou, mas reforça que a redução do custo da energia precisa continuar em debate, principalmente nas esferas estaduais. “O peso dos impostos, em especial do ICMS, encarece muito a energia e a produção da indústria, dilapidando sua competitividade. O governo federal foi corajoso, demonstrou que é possível reduzir o custo deste insumo. Agora é a vez de os estados avançarem nesta questão” ressalta.

Estados

Na análise das tarifas praticadas por todas as 63 distribuidoras brasileiras no mercado cativo, onde estão 94,4% das indústrias do país, aredução da tarifa variou de 18,50% a 25,10%, sendo a maior queda no Piauí e a menor, no Mato Grosso do Sul.

De acordo com os dados mais recentes, de novembro, o Amapá apresenta o menor custo de energia do país, de apenas R$ 71,37 por MWh, quase 70% abaixo da média nacional, mas é considerado um caso à parte porque a distribuidora do estado passa por um processo de intervenção. Em seguida, aparece Roraima, com custo de energia a R$ 229,39 por MWh para as indústrias do estado. O custo mais alto do país é de Tocantins, com tarifa de R$ 403,91.

O Rio de Janeiro ocupa o 5º lugar entre as tarifas mais caras do Brasil: R$ 343,45. São Paulo está na 18ª posição, com preço mais competitivo, de R$ 273,05, mas ainda está atrás do Rio Grande do Sul (R$ 266,49), Bahia (R$ 256,11) e Distrito Federal (R$ 248,98).

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