Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Chavez, Venezuela, Petroleo Mahmoud Ahmadinejad e Obama.

CHAVEZ, VENEZUELA, PETROLEO MAHMOUD AHMADINEJAD E OBAMA.

Já li sobre a suposta morte do Chavez aqui no blog. Estando ele vivo, ou morto na geladeira, moribundo ou em processo de cura, para mim não faz muita diferença. Alias, sob uma perspectiva humanista, ate estimo as suas melhoras.

Estabelecido essas premissas iniciais vamos ao assunto: O que sera da Venezuela pos-Chavez? Não sei, mas é bem provável que continuaria na mesma e com sorte, no partido desse sairia um Politico com o caráter de uma Dilma Russef, que tem sido boa guardiã do Brasil, malgrado a vicissitude politica do seu partido e dos demais outros.

Mas paremos de conjecturar as coisas e vamos fazer uma breve, mas abrangente analises do país nesse momento: A Venezuela é um dos maiores produtores de petróleo (de qualidade alta) do mundo. É o quarto maior exportador para os Estados Unidos. Mais agressiva do que o Brasil, os seus postos de gasolina CITGO (recentemente mudando de nome). Estão espalhados por muitos estados da costa leste e do sul dos EUA. Eu mesmo abasteço meu carro lá, quando o preço da gasolina esta favorável.

Quanto ao fato do Chavez se alinhar com outros países latinos americanos em direção oposta aos Estados Unidos, é entendível e é uma prerrogativa dele, de Lula, da Dilma, do Jose Mojica, Cristina Fernandez de Kirchner, Evo Morales, e alguns outros lideres.

Pragmaticamente, sem puxar a brasa para nenhuma sardinha pessoal, a possibilidade de alinhamento hoje, com a Rússia esta fora do páreo. Os dois maiores líderes agora são os Estados Unidos e seu bloco politico e a China, Coreia do Norte, Iran e seus coligados. Se as luzes desses dirigentes latinos os orientam a seguir uma determinada corrente, que o façam se esse é o anseio do povo.

O antiamericanismo na América Latina é antigo, tem raízes profundas, tens os seus mitos, razoes, etc. e literalmente ha milhares de livros, tratados, teses e artigos de fundo que tentam explica-lo com dezenas de hipóteses. Aqui eu não pretendo expor mais uma tese sobre esse assunto, ou mesmo uma explicação. Só sumarizo isso dizendo que agradeço a Deus não ter nascido num mundo Nazista (E amigos, foi por pouco...) e fui peãozinho de Guerra Fria, onde a opção era de ser “dominado” pelos automóveis da Ford, Chevrolet, por gasolina Esso, óculos Ray Bans, Jeans, Chicletes e Coca-Cola ou ser tomados por tropas e tanques, como foi a Poloniza, Hungria, Checoslováquia, Romênia, Lituânia, Estônia, Ucrânia e outros países.

Optei pelo mais aprazível menos doloroso. Nunca fui favorável ao Brasil se tornar uma nação vassala de Pais nenhum e ele nunca se tornou. Mas na Guerra fria estar no grupo liderado pelos EUA, creio ter sido preferível ao que ficou dominado pela antiga União Soviética.

Voltemos ao Hugo Chaves, voltemos ao nosso tema: O Chavez está coligado ao Iran por laços estreitos. Não creio que ele pretende eliminar a macumba (Santeria) da Venezuela, nem o Cristianismo e encher a o seu País de mesquitas e cobrir com burcas o rosto das lindas Venezuelanas. Mas eu não vejo futuro para o povo da Venezuela essa relação intima com o Ahmadinejad, por inúmeras razoes obvias.

A Venezuela esta, definitivamente, substituindo a Cuba dos anos sessenta, subsidiando guerrilhas na Colômbia, nos Andes do Peru e na América Central. Suponhamos que o Chavez faz por ser antiamericano, muito bem. Mas com o dinheiro de quem é bancado esse movimento? Não seria do povo da Venezuela? Mas é essa a vontade dos Venezuelanos? Não creio: A situação do povo da Venezuela esta bem pior do que a dos Brasileiros. Não creio que miséria seria o anseio do povo.

Chavez também anda ingerindo em países periféricos e na América Central promovendo a venda de eletrônicos da China para produtos de telecomunicações e afins. É essa a posição de um estadista? Ser menino de vendas de outra nação e desviar o erário para conduzir a sua Revolução Bolivariana fora de suas fronteiras?

Para vocês mais cultos o termo Alemão REALPOLIK (longa e complexa definição vinda da politica do Bismark de governar numa posição de força, com pragmatismo e sem muitas considerações morais) explica realisticamente a politica em geral: Realpolitik foi usado pelo PT em consolidar o seu poder. É usada do Vaticano a Igreja Universal. Também o foi por Mussolini, Hitler, Stalin e é a realidade da politica. Claro o ideal seria algo mais benigno, mais isso seria Utopia, Poliana. Para se chegar a um termo médio entre a Realpolitik Selvagem e a Utopia formulamos nas Democracias um sistema de freios e divisão de poderes, para que o Executivo não descambe em Totalitarismo, Ditadura, Nepotismos e afins. Mesmo com todas essas salvaguardas, vemos os excessos nas Democracias todos do Mundo, dos EUA, ao Brasil e Ate na Argentina.

Também em nações mais carentes de educação, a Ditadura fica muito mais fácil de ser estabelecida e de ser mascarada de forma nepotista com o Populismo. Populismo ditatorial ou não, como o de Vargas, Peron, Evo Morales, Chavez e ate certo ponto o Lula.

O Populismo é tão pragmático e cínico como um governo Ditatorial, mas é MASCARDO de legitimidade, pelo pretenso voto, da maioria popular. Mas de todos os sistemas este tipo de Realpolitik-Populista é o mais perverso, pois é mantido pela indústria da fome, da sede, da deseducação (não julgo um semialfabetizado ser um “educado”), do empreguismo, do caciquismo, coronelismo, da desonestidade e gera a ruina de um povo, mas de uma maneira sutil: disfarçado pela corrupção e por um manto de legitimidade, mas retirando do povo as suas mais básicas ferramentas de liberação usando de uma maneira insidiosa, tipo o  “Pan e Circus”, do império Romano.

Nessa categoria se encontra os Brasileiros, os Argentinos, Colombianos, Venezuelanos e muitos Europeus e ate certo ponto, Norte Americanos.

Nunca disse que aqui na América temos uma democracia perfeita. Aqui há muitas falhas e brigamos como cachorros e gatos tentando se aproximar mais a uma democracia. Mas temos também muitos problemas: Resíduos de racismo, militarismo e esporadicamente acontece um roubo em altas esferas, um presidente vai ao impeachment, deputados são presos e corruptos na cadeia abundam. Somos mais militarizados do à maioria e o Presidente Obama gostaríamos que fôssemos, mas isso vem com a condição humana, com a Realpolitik, com a realidade politica mundial. Não entremos na área da Utopia e Poliana. Se não nos destruirmos antes, creio passarão milênios ate que o humano venha a se tornar um animal humanista.

Voltando a Venezuela do Chavez, o seu petróleo não é cobiça Americana.

Que se preparem os países produtores, pois a cada dia os EUA se torna mais independente de suas importações do petróleo; novas reservas estão sendo abertas, encontradas e exploradas e concomitantemente América entra no campo de energias alternativas.

Também há anos a América tende a se tornar menos intrusiva, enfiando cada vez menos o seu nariz onde não é chamada e tendemos a ser isolacionistas. Esses conflitos armados que temos agora são herança de outras eras pre-Obama, o Presidente foi eleito e reeleito por nos, o povo, na contramão de grandes bilionários, lobbies poderosos industriais e bancários. A América muda de rumo; torna-se mais diversificada e o povo elegeu um homem integro bom, humanista que por acaso nasceu mulato.

Sei que esse artigo ilustrara pouco, abrangera menos pessoas ainda e não modificara opinião nenhuma da maioria dos leitores. O ser humano não é geralmente susceptível a mudanças de opinião, é refratário ao pensamento, mas profundo, a analises desapaixonadas, a ver algo por outro prisma ou tentar calçar a sandália alheia. Eu por exemplo não sou preso a siglas. Não fui partidário do Populista Lula; creio que no fundo (NÃO A NIVEL PESSOAL) ele foi manipulado e se associou aos maus. Julguei que a Dona Dilma seria uma extensão manipulada de seu governo e votei contra ela, optando um mal menor. Mas. No dia que ela foi eleita, falei serio com a minha esposa: Essa Senhora é a minha Presidente e Comandante em Chefe. A partir de hoje ela terá comigo um caderno limpo e uma caneta para escrever a sua própria historia. E a historia que ela vem escrevendo é boa e eu a apoio.

Por outro lado me causa espantos ver alguns amigos educadíssimos, cultos, lidos, atualizados, que não conseguem ver além das diretrizes de seus partidos. Por exemplo, o problema da América não é entre Democratas, Republicanos e Independentes (meu caso). Nem no Brasil o nosso problema é entre Petistas, Tucanos e afins. O problema tanto da América como o do Brasil e entre os bons e os maus. Há gente que não presta (em grande quantidade) Brasil afora em todas as siglas. Isso é o cerne da causa do custo Brasil, da corrupção desenfreada e de todos os malefícios por isso gerado. Mas não estarei nessa vertente de corrupção nessa tarde de sábado.

Voltemos ao petróleo da Venezuela, a saúde do Chávez, as loucuras do Ahamadinejad e a Nova América liderada pelo Obama. Nada disso nos salvará no Brasil. A salvação tem que vir do Brasil: O que nos salvara será a educação, ética, honestidade e MUITO trabalho.

E ate isso não for atacado, seremos uma nação vassala, culpando fulano, beltrano, entrando em longas discussões inanas de botecos, brigas vazias de “masturbadores e anãos mentais”, de desocupados, que resolve nada e estabelece as bases da Nação em área movediça -  roubando dos nossos filhos e netos O SONHO DE UM BRASIL MELHOR.

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